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mercoledì 23 aprile 2014

Adote um Bandido


Non é una notizia recente, ma penso che sia ugualmente interessante. Rachel Sheherazade, giornalista e opinionista della SBT, é stata censurata o obbligata a non fare piú opinioni durante il suo notiziario. La causa di tutto questo é un giudizio da lei espresso su un fatto accaduto a Rio de Janeiro, in cui un assaltante, minore di etá, fu catturato da alcune persone e legato a un palo della luce:

"O marginalzinho amarrado ao poste era tão inocente que, ao invés de prestar queixa contra seus agressores, preferiu fugir antes que ele mesmo acabasse preso. É que a ficha do sujeito está mais suja do que pau de galinheiro. No país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível. O Estado é omisso, a polícia é desmoralizada, a Justiça é falha. O que resta ao cidadão de bem que, ainda por cima, foi desarmado? Se defender, é claro. O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite. E, aos defensores dos Direitos Humanos, que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”. 


Bene, dopo questa sua opinione (ma come é possibile darle torto) alla giornalista fu proibito fare altri commenti e opinioni su quanto avviene in Brasile. E questa proibizione non venne dal Sindacato dei Giornalisti o da qualche ente attinente alla sua professione, ma proprio dal Governo brasiliano, per una presunta apologia di reato.

Quindi, aldilá delle opinioni personali, che in ogni caso trovo valide quelle espresse dalla giornalista, in questo paese dire in pubblico quello che si pensa costituisce un crimine, forse peggiore di chi commette un vero reato. Ma in ogni caso il Brasile, per molti, rimarrá sempre e solo un paese meraviglioso in cui vivere.

P.S. Non c'entra con l'articolo, ma visto che in altri post e commenti abbiamo parlato di stipendi, sapete quanto guadagna Rachel Sheherazade? 90.000 R$ al mese (anche se in altri siti si parla di 150.000 R$). Quindi fanno 1.170.000 all'anno. Carlos Nascimento, altro giornalista TV della SBT, gudagna 250.000 R$ al mese. Sapete quanto guadagna Enrico Mentana? 500.000 euro lordi all'anno, che fanno poco piú di 38.000 euro al mese, meno della metá di Sheherazade.

Censura a Rachel Sheherazade

A coluna “Notícias da TV” apurou que de fato houve pressão do governo para que o SBT acabasse com o espaço de opinião da jornalista.

Daniel Castro e Paulo Pacheco, do “Notícias da TV”/UOL, informam o seguinte em reportagem de ontem:
“…mas o Notícias da TV apurou que a medida foi tomada sob pressão do governo federal. Há duas semanas, Marcelo Parada* se reuniu em Brasília com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann. Na ocasião, Traumann manifestou desconforto com os comentários de Sheherazade. O ministro controla as verbas do governo federal, que investe cerca de R$ 150 milhões em publicidade por ano no SBT” (grifos nossos)
Também ontem, Pedro Dória publicou coluna, no jornal O Globo, tratando da tal liberdade de expressão que, para certa esquerda, especialmente aquela governista, não é exatamente um direito absoluto – só vale para quem concorda com seu ideário (e também apoia o governo por eles defendido com unhas e dentes).
Embora a coluna exagere na dose, vale para refletir o quanto – para alguns – a liberdade de expressão está longe de ser um direito universal.
Vale também pelo destaque CORRETO à fala de Rachel que foi tratada como apologética de crime. Ela disse ser “até compreensível”, a atitude dos que amarraram um criminoso no poste, considerando que o país “ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes”.
Para parte da esquerda, especialmente a governista, o “até compreensível” se tornou uma concordância (quando, no máximo, seria uma compreensão DO MOTIVO) e, dali, inexplicavelmente passou a ser APOLOGIA. Sério.
O dado MAIS CURIOSO é que isso é dito por um pessoal que passa a vida dizendo ENTENDER OS MOTIVOS DO CRIMINOSO. Dizem que é por culpa da sociedade, da ostentação (juro), do capitalismo, enfim, nunca é culpa do bandido.
E não veem, no próprio caso, qualquer apologia. Mas apontam como apologética a conduta de Rachel ao dizer ser “compreensível” uma ação que vá no sentido oposto da ideologia dos esquerdistas.
Não, não é apologia. E, se vocês encontram tanta razão e explicação nos mais variados crimes – mesmo estupro e homicídio –, não faz nem sentido reclamar de quem diz talvez entender a motivação dos que REAGEM aos crimes. Simples assim.
Essa esquerda deveria confessar que não está nem aí mesmo para a liberdade de expressão (o que, aliás, é normal em qualquer regime socialista) e pronto. Mais honesto. E sem essa bobagem de falar em “apologia”, né? Digam que não querem que ela fale, pronto. Assumam aí o que representa a ideologia de vocês.
Afinal, vocês chamam de “debate” aquelas reuniões com meia dúzia de gente falando a mesma coisa numa bancada com uma plateia que também concorda com essa coisa aplaudindo a todo tempo (falei sobre isso aqui, o texto é longo mas também divertido).
O principal é: independentemente das ideologias, Rachel Sheherazade não poupava críticas ao governo. Tecia comentários fortes contra os escândalos, dando nomes aos bois e não aliviando de forma alguma. Isso obviamente incomodava governo e militância e causou o “desconforto” que motivou a tal reunião.
Então temos que, sim, HOUVE CENSURA e não houve qualquer tipo de apologia a crime. Como não há quando, como citou Pedro Dória, alguém diz ser favorável à mudança da legislação das drogas (ou qualquer outra) ou quando alguém diz compreender as razões que poderiam levar alguém a cometer algum delito (o que difere muito de CONCORDAR como tal prática e, mais ainda, de qualquer tipo de INCITAÇÃO).
Por outra: se compreender a motivação de quem reage ao crime fosse “apologia”, qual nome teria o ato de quem diz compreender a motivação de quem pratica o crime em si?
Pois é…
Fonte: Implicante

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