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mercoledì 14 dicembre 2016


Immaginate un paese in continua recessione, dove la salute pubblica e l'educazione quasi non esistono, dove gli alunni e gli stessi insegnanti sono tra i più ignoranti del pianeta. Ora immaginate che qualcuno voglia migliorare questa situazione. In un paese "normale" cosa farebbe? Aumenterebbe l'investimento in queste due aree, cercherebbe di migliorare le strutture sanitarie, aumentare il livello di competenza di medici e infermieri, offrire un servizio sanitario perlomeno dignitoso per la propria popolazione. Investirebbe anche nell'educazione pubblica, con professori più preparati, in modo di portare il paese a un livello superiore a quello attuale.
Ma il Brasile non é un paese normale.

È stata approvata dal Senato una proposta di legge chiamata PEC 55. In pratica il governo, per diminuire le spese pubbliche e il deficit ormai a livelli storici, ha deciso che per 20 anni (sí, avete letto bene, 20 anni) un congelamento sulle spese sociali, proprio quelle di cui la popolazione ha più bisogno, come salute ed educazione. Quindi per 20 anni nessuno investirà in queste aree così importanti, nessuno cercherà di migliorare la già pessima situazione attuale. Meglio lasciare le cose come sono. Anzi, hanno deciso che é meglio peggiorarle, Perché ovviamente in questo paese salute, educazione e benessere della popolazione non sono affatto importanti.

Il Senato brasiliano, con 53 voti a favore e 20 contro, ha approvato ieri un provvedimento di austerità che prevede 20 anni di congelamento della spesa sociale. Con questo tetto di spesa alla sanità, all’educazione e all’assistenza alle fasce più disagiate della popolazione, che prevede un emendamento costituzionale, denominato «PEC 55», il governo di Michel Temer punta a riportare sotto controllo la finanza pubblica e a far affluire nel Paese nuovi investimenti dall’estero. [LA STAMPA]

Limitar gastos sociais por um período de 20 anos é completamente inaceitável e nenhum governo poderia ter o direito de restringir as opções de governos futuros nesse sentido... Aceitar que políticas de áreas fundamentais como saúde e educação sofram um desmonte pelos próximos 20 anos é totalmente incoerente com as ideias de direitos humanos... nos próximos 20 anos, o governo vai gastar com políticas sociais muito menos do que gasta hoje. Isso significa que toda uma futura geração está condenada, o que é inaceitável...  em vez de enxergar a saúde, a educação e outros direitos como uma forma de melhorar a competitividade da economia brasileira, o governo vende a ideia de que cortar gastos irá resolver os problemas... Saúde e educação são importantes para a economia, não apenas para a população. Se a população não é bem educada e não está saudável, tudo isso prejudica o crescimento econômico. Está claro que essa é uma proposta que interessa a uma pequena parcela da elite e de jeito nenhum faz parte dos interesses da maioria da população. [CARTA CAPITAL]

O congelamento de gastos sociais previsto na PEC 55 terá "impacto severo" sobre a população pobre no Brasil, provocará "retrocesso social" e colocará "toda uma geração futura em risco de receber uma proteção social muito abaixo dos níveis atuais". O diagnóstico é do australiano Philip Alston, relator especial das Nações Unidas para a pobreza extrema e os direitos humanos... “Essas políticas contribuíram substancialmente para reduzir os níveis de pobreza e desigualdade no país. Seria um erro histórico atrasar o relógio nesse momento,” disse Alston... Ainda segundo o relator, a PEC 55 coloca o Brasil em violação ao Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais ratificado em 1992, que "veda a adoção de 'medidas deliberadamente regressivas' a não ser que não exista nenhuma outra alternativa e que uma profunda consideração seja dada de modo a garantir que as medidas adotadas sejam necessárias e proporcionais.” [CARTA CAPITAL]

"O Brasil continuará com o desastre educacional que tem hoje."
"Se não conseguirmos avançar nessas medidas, estaremos condenados a uma educação de baixa qualidade, e o Brasil não vai conseguir crescer economicamente. O país será uma promessa falida", afirma Claudia.
Estamos com um problema sério e de longo prazo. Acredito que a PEC 55 vai trazer danos graves para a educação, sem ganhos significativos do ponto de vista fiscal. Normalmente, quando países têm problemas fiscais, ao menos os mais desenvolvidos, eles preservam a educação dos cortes. O Brasil optou por não fazer isso. É uma grande pena.
O impacto direto é condenar o Brasil a uma baixa qualidade da educação das crianças por um período de 20 anos. 
Vejo o país estagnado. Uma das questões mais preocupantes que observamos na economia brasileira é a da produtividade, que está estagnada em um patamar muito baixo. Com uma produtividade baixa, e ela tem uma correlação importante com a qualidade da educação e o crescimento econômico de longo prazo, não vamos crescer. Com menos investimentos em educação, não vamos conseguir preparar os jovens para o futuro do mercado de trabalho... estaremos condenados a uma educação de baixa qualidade, e o Brasil não vai conseguir crescer economicamente. O país será uma promessa falida. [BRASIL 247]
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martedì 6 dicembre 2016


Questa mattina alle 11 l’Ocse ha reso noti, tramite una serie di eventi promossi in contemporanea in tutto il mondo, i risultati dell’edizione 2015 del programma triennale PISA (Programme for International Student Assessment), al quale hanno partecipato circa 540.000 studenti quindicenni dei 72 Paesi partecipanti. Per chi non lo sapesse il PISA é  un'indagine internazionale promossa dall'OCSE nata con lo scopo di valutare con periodicità triennale il livello di istruzione degli adolescenti. Purtroppo il Brasile non ha fatto una bella figura, risultando tra gli ultimi classificati. Ma non credo che questo possa meravigliare qualcuno.

Dados do Pisa, prova feita em 70 países, foram divulgados nesta terça; Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

Os resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgados na manhã desta terça-feira (6), mostram uma queda de pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. A queda de pontuação também refletiu uma queda do Brasil no ranking mundial: o país ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática.

A prova é coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) foi aplicada no ano de 2015 em 70 países e economias, entre 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil. Ela acontece a cada três anos e oferece um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes, reúne informações sobre variáveis demográficas e sociais de cada país e oferece indicadores de monitoramento dos sistemas de ensino ao longo dos anos.

Especialistas ouvidos pelo G1 afirmam que não há motivos para comemorar os resultados do país no Pisa 2015, e afirmaram que, além de investir dinheiro na educação de uma forma mais inteligente, uma das prioridades deve ser a formação e a valorização do professor. "Questões como formação de professores, Base Nacional Comum e conectividade são estratégicas e podem fazer o Brasil virar esse jogo", afirmou Denis Mizne, diretor-executivo da Fundação Lemann.

"É fundamental rever os cursos de formação inicial e continuada, de maneira que os docentes estejam realmente preparados para os desafios da sala de aula (pesquisas mostram que os próprios professores demandam esse melhor preparo)", disse Ricardo Falzetta, gerente de conteúdo do Movimento Todos pela Educação.

Para Mozart Neves Ramos, diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, parte da solução "passa também em superar a baixa atratividade dos jovens brasileiros pela carreira do magistério, ao contrário do que ocorre nos países que estão no topo do ranking mundial do Pisa. Nesses países, ser professor é sinônimo de prestígio social".

No país, a prova fica sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A amostra brasileira contou com 23.141 estudantes de 841 escolas, que representam uma cobertura de 73% dos estudantes de 15 anos.

Em cada edição, o Pisa dá ênfase a uma das três áreas. Na deste ano, o foco foi ciências. Em 2015, a nota do país em ciências caiu de 405, na edição anterior, de 2012, para 401 [Italia 481]; em leitura, o desempenho do Brasil caiu de 410 para 407 [Italia 485]; já em matemática, a pontuação dos alunos brasileiros caiu de 391 para 377 [Italia 490]. Cingapura foi o país que ocupou a primeira colocação nas três áreas (556 pontos em ciências, 535 em leitura e 564 em matemática).
No Brasil, em todas as três áreas, mais da metade dos estudantes ficaram abaixo do nível 2. Veja no gráfico:


Além disso, 4,38% dos alunos brasileiros ficaram abaixo até do nível mais baixo no qual a OCDE determina habilidades esperadas para os estudantes em ciências. Em leitura e matemática, esse índice foi de 7,06% e 43,74% em matemática (no caso, da matemática, porém, há seis níveis de proficiência, e não sete).

Para Ricardo Falzetta, do Todos pela Educação, os dados mostram dois problemas principais. "Em primeiro lugar, que os nossos jovens não estão aprendendo conhecimentos básicos e fundamentais para que possam exercer plenamente sua cidadania enquanto jovens e depois, enquanto adultos, realizando seus projetos de vida. Em segundo lugar, a pesquisa aponta novamente – como vemos em diversos outros estudos, inclusive os nacionais – as enormes disparidades entre as regiões."

"Apenas para ilustrar, se considerarmos os nossos resultados em ciências, atingimos 401 pontos, enquanto que os alunos dos países da OCDE obtiveram uma média de 493 pontos", afirmou Mozart Neves, do Instituto Ayrton Senna. "É uma diferença que equivale a aproximadamente ao aprendizado de três anos letivos!"

 "Os estudantes brasileiros mostraram melhor desempenho ao lidar com textos representativos de situação pessoal (por exemplo, e-mails, mensagens instantâneas, blogs, cartas pessoais, textos literários e textos informativos) e desempenho inferior ao lidar com textos de situação pública (por exemplo, textos e documentos oficiais, notas públicas e notícias)", avaliou o Inep, no documento divulgado à imprensa.

 "Os resultados do Brasil no Pisa são gravíssimos porque apontam uma estagnação em um patamar muito baixo. 70% dos alunos do Brasil abaixo do nível 2 em matemática é algo inaceitável. O Pisa é mais uma evidência do que vemos todos os dias nas escolas", afirmou Denis Mizne, da Fundação Lemann.

Entenda o Pisa

As provas do Pisa duram até duas horas e as questões podem ser de múltipla escolha ou dissertativas. Nesta edição, em alguns países, incluindo o Brasil, todos os estudantes fizeram provas em computadores. O exame é aplicado a uma amostra de alunos matriculados na rede pública ou privada de ensino a partir do 7° ano do ensino fundamental. Além de responderem às questões, os jovens preencheram um questionário com detalhes sobre sua vida na escola, em família e suas experiências de aprendizagem.

Do total de alunos da amostra brasileira, 77,7% estavam no ensino médio, 73,8% na rede estadual, 95,4% moravam em área urbana e 76,7% viviam em municípios do interior.
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sabato 3 dicembre 2016


Nel post precedente ho condiviso con voi alcune piccole cose che mi mancano dell’Italia. Cose da poco, come avete visto, ma che sommate fanno una grande differenza. Ora invece parlerò di alcune cose che non ne sento la mancanza o che, in qualche modo, sono riuscito a rimediare.

LIBRI E GIORNALI


Quando vivevo in Italia nel mio piccolo bilocale avevo circa 2000 libri. Il corridoio era in pratica un’intera libreria e in ogni stanza, bagno escluso, avevo almeno uno scaffale con altri libri. Per venire a vivere in Brasile ho dovuto regalarli tutti, e non è stato facile, credetemi. In Brasile ne ho portati solo qualche centinaio, quelli a mio avviso che non potevo lasciarli da parte. Da qui si capisce la mia passione per i libri e la lettura. Mi piacciono i libri, sia per le storie raccontate che come oggetti in sé. Li trovo belli, educativi, riflessivi e tanto altro. Quindi dovevo trovare un modo per avere di nuovo tutti i miei vecchi libri e di trovarne di nuovi una volta arrivato in Brasile. Per fortuna la tecnologia mi è venuta in aiuto: nel mio PC ora ho circa 3000 e-book, tutti in italiano, e ogni giorno ne scarico almeno un paio nuovi. Quindi possiamo benissimo dire che i libri non mi mancano, dato che riesco a trovarli ormai su internet senza problema alcuno.

Lo stesso discorso vale per i giornali. Nei miei “Preferiti” ho i link di tutti i quotidiani italiani e di alcune riviste. E sempre su internet è molto facile trovare siti dove poter scaricare ogni tipo di giornale, italiano ed estero che sia.

FILM E TV


Iniziamo col dire che la televisione non mi ha mai interessato. Quando ero in Italia guardavo solo il telegiornale, giusto per essere informato su quanto succedeva nel mondo, qualche programma divertente, tipo Zelig, giusto per farsi una risata ogni tanto e qualche programma informativo o culturale. Alla sera preferivo uscire o vedere un film. Qui in Brasile ho avuto la TV a cavo, poi sono passato a quella satellitare e ora mi ritrovo con una normalissima antenna UHF che, qui dove abito, prende solo un canale. Ma non è affatto un problema, anche perché, sempre grazie a internet, volendo riesco ad assistere a quasi tutti i programmi italiani, sia della Rai che quelli privati.

I film invece mi piacciono molto e ogni sera ne guardo uno diverso. Non sono abbonato a Netflix per il semplice fatto che scarico i film che mi piacciono in lingua originale, ma con sottotitoli in portoghese o italiano. In questo modo ho la possibilità di vedere film non ancora in programmazione in Italia e da poco usciti sul grande schermo.

CIBO


Si, lo so, nel post precedente avevo detto che molte cose di cui sento la mancanza sono legate al cibo, ed è vero. Ci sono molti prodotti italiani che in Brasile sono impossibili da trovare, però da buon italiano mi arrangio. Ecco così che al posto dei pelati ho imparato a fare il sugo con i pomodori "veri", quando voglio mangiare una pizza all’italiana o una focaccia ligure preparo io la pasta e suo gli ingredienti che mi piacciono, i ravioli ho imparato a farli in casa, così come le tagliatelle. Il fatto di essere lontano da casa e di non riuscire a trovare ciò che desidero mi ha spronato a imparare tante cose nuove, cose che in Italia nemmeno sognavo (perché fare la pasta o il pane in casa quando bastava svoltare l’angolo per trovare un pastificio o una panetteria?). Se poi aggiungiamo che adoro cucinare tutto diventa ancora più semplice.

GLI ITALIANI


Prima di venire insultato da tutte le parti vediamo di chiarire bene questo punto. Io sono un italiano che vive lontano dal proprio paese e, come ormai avrete capito, amo l’Italia e ne sento la mancanza. Quindi ben venga qualche mio connazionale con cui scambiare due chiacchiere, bere un caffè o fare una spaghettata insieme. Ma, diciamo così, non ne sono ossessionato. Riesco a vivere bene anche senza qualche amico o conoscente italiano. Se capita di conoscerne qualcuno e passare una serata in compagnia ben venga, ma anche se fossi l’unico italiano rimasto sulla terra riuscirei a vivere senza farmi mille problemi.


Non so, forse pensandoci meglio troverei altre cose dell’Italia che mi mancano e altre che non ne sento più la necessità. Col tempo ci si abitua a molte cose e bisogna imparare ad adattarsi a queste nuove abitudini. Non è facile ma è possibile.
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