Adbox

martedì 20 settembre 2016


Por que o Brasil não se torna um país rico? Desde sempre ouvimos falar que o Brasil é um País abençoado por Deus: recursos naturais abundantes, desde água e terra fértil, a minério ferro e petróleo; sem grandes desastres naturais, como terremotos, furacões ou Tsunamis e com um povo vibrante e empreendedor. Sendo assim, responder à pergunta acima se torna uma tarefa tão misteriosa quanto interessante.
Existem muitas razões. Alguns falam em corrupção, outros em falta de educação de qualidade, outros culpam a cultura tupiniquim.
Para alguns economistas, o câmbio não estaria num patamar "competitivo", para outros, haveria falta de recursos para certas áreas, como infraestrutura e, para muitos, o problema seriam as instituições, isto é, as regras, normas e leis do país. O Brasil teria uma legislação tributária que massacra as empresas, uma legislação trabalhista que fomenta conflitos e litígios e, ainda por cima, seria muito fechado ao comércio e à competição internacional. Tudo isso (e mais) levaria a uma baixa produtividade do trabalhador brasileiro.
Todas as questões acima são importantes e o debate é extremamente relevante. Porém, hoje irei me limitar a ilustrar a baixa produtividade brasileira.
Para ressaltar o tamanho do problema, vamos começar mostrando uma comparação do PIB per capita, isto é, da produção de bens e serviços por pessoa no Brasil, Chile, Alemanha e EUA.
PIB per capita e variação em relação ao Brasil
Brasil
$ 11.208,00 ; --
Chile
$ 15.732,00 ; + 40,36%
Alemanha
$ 46.268,00 ; + 412,81%
EUA
$ 53.042,00 ; + 473,25%
Por que essa diferença na produção de bens e serviços por pessoa? A resposta está produtividade. Um trabalhador chileno, alemão ou americano consegue produzir muito mais durante o ano.
Então vamos à história: recentemente, me mudei para Washington-DC e, como alguém que chega num novo país, comecei a reparar nas diferenças entre o lugar que estou e o lugar de onde vim. Algumas dessas diferenças são, por exemplo, o fato de não haver frentistas nos postos de gasolina, cobradores nos ônibus ou vendedores de bilhetes no metrô. Todas as compras são feitas pelo próprio usuário junto a uma máquina.
Isso te leva à pergunta: "O que isso tem a ver com a questão da produtividade levantada pelo texto? "
Simples: todas as pessoas que utilizam um desses meios de transporte no Brasil acabam pagando mais caro para que esses empregos improdutivos ainda existam. Você paga mais caro na gasolina porque os postos têm que contratar milhares de frentistas, paga mais caro no ônibus porque as empresas têm que contratar milhares de cobradores e paga mais caro no metrô porque ele tem que contratar pessoas para vender bilhetes.
Outra pergunta que já deve estar na sua cabeça: "E os empregos? "
Essa pergunta é muito pertinente, visto que só de frentistas, há por volta de 500 mil postos de trabalho no país. Esses empregos ainda existem justamente porque há uma lei que proíbe o uso de máquinas para substituí-los.
Para respondê-la, peço que imagine o que aconteceria se o governo proibisse o uso de tratores e demais máquinas agrícolas nas plantações brasileiras. Como tratores fazem o trabalho de muitas pessoas, ao deixarem de usar essas máquinas, automaticamente milhares de vagas de emprego seriam criadas na agricultura brasileira. O problema é que os custos dos agricultores também subiriam e eles teriam de repassá-los para os preços dos alimentos, que também subiriam, o que tornaria toda a sociedade mais pobre. Assim, o importante não é apenas criar vagas de emprego, mas que tipo de vagas de emprego são criadas, se elas aumentam a produtividade geral da sociedade, ou não.
A diminuição do percentual de pessoas trabalhando na agricultura pelo uso de novas tecnologias e máquinas trouxe um aumento do percentual de trabalhadores trabalhando na indústria e nos serviços e um aumento na qualidade de vida do cidadão comum, com uma diminuição considerável no preço de diversos produtos desde alimentos a peças de roupas e itens tecnológicos.
O dinheiro que as pessoas economizariam por não terem mais de pagar por serviços desnecessários, faz com que seu poder de compra cresça, fazendo com que elas possam gastar em outros setores, com coisas que elas realmente precisam, gerando assim a necessidade de mais pessoas trabalhando nas áreas de maior demanda pela população.
Enquanto no Brasil se tenta criar emprego por meio de leis como a da obrigatoriedade de frentistas e se tenta criar riqueza por meio de leis como a CLT e o décimo terceiro, que obriga as empresas a dividirem o salário anual dos trabalhadores por 13, ao invés de 12; em Washington, com um salário mínimo de $11,50 por hora, apenas uma única hora de trabalho é o suficiente para se comprar 4 Big Macs no McDonald's e suprir as necessidades de calorias diárias. Isso mesmo, uma pessoa que recebe salário mínimo consegue suprir suas necessidades calóricas diárias com apenas uma hora de trabalho.
Uma sociedade sem frentistas, sem cobradores, sem vendedores de bilhetes de metrô e cheio de máquinas fazendo esses e muitos outros trabalhos antes realizados por homens e mulheres, também é uma sociedade em que pessoas têm acesso a carro, casa, ar condicionado, computador e smartphone, almoçam no McDonald's e tomam café no Starbucks, por mais que ainda possam ser consideradas pobres.
Algumas das principais barreiras que impedem o Brasil de se tornar rico são justamente leis e regulamentações criadas por nossos representantes em Brasília. O país é burocrático e precisa de grandes reformas, como a trabalhista, a tributária e a política. Essas reformas, no entanto, são necessárias, mas não suficientes para resolver nossos problemas. Há uma série de leis menores que garantem a ineficiência de nossas empresas e trabalhadores em relação ao cenário internacional. A maior dificuldade é que, infelizmente, muitas delas são apoiadas por parte considerável da população. Portanto, mudanças na legislação precisam ser precedidas por uma mudança no campo das ideias. Precisamos das ideias corretas para iluminar a escuridão. Mises estava certo.
Fonte: BrasilPost
Continue reading

venerdì 9 settembre 2016


Prendo spunto dal mio ultimo post sulla fotografia, in cui parlo degli acquisti all’estero, per mostrare una caratteristica del Brasile che forse non tutti notano.

Il Brasile purtroppo è conosciuto anche per la sua grande disuguaglianza sociale, ma questa differenza la si trova anche nelle cose comuni, per esempio i prezzi di alcuni prodotti. Vi farò un esempio pratico.

Sto pensando di ritornare a studiare pianoforte. Ritornare perché avevo preso lezioni molti anni fa quando ero ancora in Italia. Per circa due anni andai da un maestro di musica e imparai a leggere uno spartito e a destreggiarmi sulla tastiera. Però, vuoi per pigrizia o per errori di gioventù, come dissi dopo poco più di due anni lasciai perdere. Ma come ho detto la passione per la buona musica è rimasta e ora, con qualche anno in più e con un poco di tempo disponibile, sto seriamente pensando di ritornare a studiare.

Ma come sempre qui in Brasile tutto diventa difficile.

Il primo problema è trovare un buon maestro di musica. È molto facile trovare qui in Brasile corsi di chitarra, forse lo strumento più amato e usato in questo paese. Si trovano anche corsi di “teclado”, cioè tastiera, ma imparare a suonare il pianoforte non è la stessa cosa. Il metodo, gli studi e lo strumento sono molto differenti. Quindi vi assicuro che trovare un maestro o un corso di pianoforte, dove vi insegnino, oltre alla tecnica, brani di Mozart o Chopin diventa una vera impresa. È chiaro, esistono in Brasile ottimi musicisti classici o persone appassionate per questo tipo di musica, ma in proporzione sono veramente poche.

Ma il problema principale, che è l’argomento di questo post, è comprare lo strumento.

Come ho detto esiste una grande differenza tra tastiera e pianoforte, sia acustico che digitale. Non sto qui a spiegarvele perché non é questo l’argomento principale, ma sappiate che esistono.

Ora, in Italia, se andrete in un qualunque negozio di strumenti musicali o in un sito online, tipo Amazon, noterete che una tastiera, per esempio della Yamaha, parte da circa 100 euro, mentre un buon piano digitale, sempre della stessa marca, costa dai 300 ai 400 euro. Quindi la differenza di prezzo varia dal 200% al 300%.



Qui in Brasile invece questa differenza è maggiore. Se andiamo a vedere gli stessi modelli vedremo che la tastiera mi costa quasi R$ 600 (e già qui questa differenza di prezzo non ha parole) mentre il piano mi costa quasi R$ 3.000. Quindi la differenza tra piano e tastiera è quasi del 500%.



Io penso che tra 100 e 400 euro la differenza non sia molta, ma tra 500 e 3000 si. Possiamo benissimo dire che in Italia qualunque persona possa comprare un piano digitale, mentre in Brasile diventa un prodotto di élite.

Quindi come vedete questa disuguaglianza la si nota non solo nella società, ma nella vita di tutti i giorni. Sembra che in Brasile facciano di tutto per mantenere questa divisione sociale ed economica. Il povero deve sempre rimanere povero e non può in nessun modo possedere niente di valore. Quest’idea è molto radicata in Brasile e penso che nessun governo possa cambiare la situazione. È un vero peccato, perché come dico sempre, basterebbe poco per star bene in questo paese, ma finché ci saranno condizioni come queste diventa difficile fare una vita perlomeno accettabile. A meno di non essere ricco.
Continue reading

venerdì 2 settembre 2016


Eccoci all’ultima parte di questa serie di articoli sulla fotografia. Oggi parleremo sull’acquisto all’estero, inteso come acquistare un prodotto in un negozio online americano o europeo.

Chi ha seguito questi articoli avrà alla fine capito due cose:

a.       a. Non tutti i prodotti, comunemente commercializzati all’estero, sono disponibili in Brasile.
     b.  I prezzi nei negozi brasiliani sono notevolmente più cari di quelli europei o americani.

Quindi la soluzione sarebbe comprare all’estero. Peccato che non sia semplice, a volte impossibile, e per nulla conveniente. Ma vediamo il perché.

Prima di tutto il cambio non aiuta molto. Alla data di oggi il Dollaro vale R$ 3,26 e l’Euro R$ 3,66. Questo vuol dire che se un prodotto mi costa $ 100,00 o € 100,00 io lo pagherei R$ 326,00 o R$ 360,00. Ma fin qui ci arriviamo tutti. Il problema è che già a questo punto, moltiplicando il valore per tre o anche di più, il nostro acquisto non diventa così tanto conveniente. In ogni caso sarebbe già un risparmio confronto al prezzo di un negozio brasiliano.

Ma anche se decidessimo di comprare all’estero sorgono due grandi problemi.

Il primo è che nessun negozio italiano spedisce in Brasile. Può trattarsi di un vestito di Armani, una macchina fotografica o la mozzarella di bufala campana, ma non troverete un solo negozio o azienda che possa inviare il vostro desiderato oggetto di desiderio qui in Brasile.

E voi direte: “E chi se me frega! Io lo vado comprare negli Stati Uniti”. Anche qui, meraviglia delle meraviglie, la maggior parte dei negozi online americani, molti articoli tecnologici, come computer, fotocamere o cellulari, non li inviano in Brasile. Non ci credete vero? Facciamo alcuni esempi.

Immaginiamo che vogliate comprare una Nikon D750. Abbiamo visto che da Walmart in Brasile mi costa poco più di R$ 10.000. Amazon la vende per $ 1.996,95.



Facendo la conversione in Real mi verrebbe a costare oggi R$ 6.510,06. Sono tanti soldi, ma in ogni caso è quasi la metá di quello che paghereste da Walmart. Quindi decidete di comprare quest’articolo, lo aggiungete nel carrello, inserite i vostri dati e l’indirizzo brasiliano e a questo punto vi comparirà un messaggio dicendo che non può spedire in Brasile perché:

·          Amazon may be restricted from shipping to your country due to government import/export requirements.Amazon may be restricted from shipping to your country or location due to manufacturer restrictions or warranty issues.

In poche parole il governo brasiliano pone delle forti limitazioni sui prodotti importati, o come direbbero a Oxford, siete fottuti!

Lo stesso succede con altri negozi online come Adorama e B&H Photo, forse i più grandi negozi online americani di fotografia. Se andate a vedere il sito di Adorama notereste che loro possono inviare i loro prodotti nel Burundi ma non in Brasile, e questo è a dir poco assurdo.

Ma immaginiamo di trovare un negozio che possa inviare in Brasile. Qui sorge forse il più grande problema, cioè le tasse d’importazione.

Su ogni prodotto comprato all’estero il Brasile applica una tassa di valore X, che varia da prodotto a prodotto. Nel caso il valore sia superiore a $ 500,00 viene applicata una tassa pari al 50% sul valore che eccede. Facciamo un esempio: se il prodotto costa $ 800 dovrete aggiungere il 50% sopra i $ 300 che eccedono. In questo caso sarebbero $ 150. Quindi il prezzo non sarã più di $ 800 ma di $ 950. Come se non bastasse a questo dovrete aggiungere il 60% sul prezzo di vendita ($ 800). Quindi il prezzo finale sarà di 800+150+480= 1430! Ricapitoliamo: voi partite da un prezzo di vendita di 800 dollari, ma a voi, che avete la “fortuna” di vivere in Brasile, vi costerà 1.430 dollari, che moltiplicati per 3,26 fa R$ 4.661,80. Bello vero?

Io lo so che non mi credete, pensate che stia esagerando o sbagliando qualcosa. Allora fate cosi: andate nel sito di Tributado.


È un sito brasiliano dove si può calcolare le tasse e il valore finale di un determinato prodotto acquistabile all’estero. Immaginiamo che vogliate comprare quella bella Nikon D750 che abbiamo visto su Amazon. Sappiamo che non possono inviarla in Brasile, ma è solo un esempio. Le spese di spedizione si aggirano intorno ai 70 dollari.  Il sito già inserisce il valore attuale di Dollaro, Euro e Sterlina. Quindi impostiamo prima il metodo di spedizione, Posta o Corriere, poi lo Stato di destinazione (nel mio caso SP). Poi andiamo nella parte di destra e inseriamo il prezzo di vendita (1996,95) e il costo di spedizione (50). Vediamo che mi calcola già il valore in Reais, 6652,59. Sotto troviamo le tasse da pagare, che in questo caso corrispondono a R$ 3991,55. 

Totale R$ 10.644,14! 

Praticamente lo stesso prezzo che trovo in Brasile.


Quindi caro il mio fotografo, possiamo dire senza ombra di dubbio che hai scelto il paese sbagliato per esercitare questa professione. Ma la colpa di chi è? Di sicuro non dei brasiliani, ma di questo governo che preferisce mantenere un mercato totalmente chiuso a scapito di noi poveri consumatori. Evidentemente a loro, a chi comanda, sta bene così.

Continue reading