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sabato 6 agosto 2016

O BRASIL SABE FAZER UMA FESTA ANIMADA, PORÉM...


Ieri c'è stata l'apertura officiale dei Giochi Olimpici 2016 a Rio de Janeiro, e devo dire che mi ha sorpreso. Avevo paura di vedere uno spettacolo simile a quella "cagata galattica" (e scusate l'espressione) della ultima Coppa del Mondo tenuta qui in Brasile. Oppure di assistere al solito schema brasiliano di samba, Carnevale e via discorrendo. Samba c'è stata, cosi come un po' di carnevale e ballerine seminude, però non erano il fulcro dello spettacolo. Mi é piaciuto l'inno nazionale brasiliano cantato da Paulinho da Viola, così come gli effetti video e la coreografia. Mi é piaciuta la versione di "Garota de Ipanema" cantata da Daniel Jobim, però non ho capito che cosa c'entrasse Gisele Bundchen con il tema dell'apertura. Altra cosa che avrei preferito non vedere é stata Regina Casé. Penso che in Brasile ci siano personaggi più adatti di lei, ma questa ovviamente é una mia opinione personale. Altra cosa che a mio avviso potevano evitare é stata la scelta di far cantare (per modo di dire, perché si vedeva che era in playback) Anitta insieme a dei mostri sacri come Caetano Veloso e Gilberto Gil. Non sono un fan della musica brasiliana ma so riconoscere quella buona, e qui in Brasile esistono cantanti di livello elevato, che meritavano di partecipare a questa manifestazione molto più che Anitta. Altra cosa che non ho capito é perché abbiano dimenticato dell'immigrazione italiana. Hanno mostrato quella giapponese, quella siro-libanese ma dei milioni di italiani che che tra la fine del 1800 e metá del 1900 non ne hanno parlato. Strano perché si stima che in Brasile ci siano circa 30 milioni di discendenti di immigrati italiani (circa il 15% della popolazione brasiliana). In ogni caso devo dire: bravi! Avete fatto un bello spettacolo. Però...


O BRASIL SABE FAZER UMA FESTA ANIMADA. O QUE NÃO SABE FAZER É UM PAÍS DECENTE!


Não vi a abertura toda da Olimpíada, pois por algum motivo estranho a NBC resolveu transmitir com atraso para os Estados Unidos. Mas o que vi, achei bonito. Fico aliviado por ter dado tudo certo. Dou até um desconto pela parte do proselitismo ideológico, pelo “aquecimento global” (quem ainda acredita nisso?), pelos indiozinhos, pelo funk e até pela Regina Casé glamourizando as favelas.

A festa foi bonita e animada, apesar de ver alguns exageros por aí na reação (“a mais linda do planeta, quiçá da galáxia”). Gisele Bundchen super animada e linda. Guga, um cara do bem, emocionado. Vanderlei acendendo a pira foi o ponto alto. Tudo bem legal. Ou quase tudo.

Houve o lado cafona e jeca, politicamente correto, com as “minorias empoderadas”. O esquecimento dos imigrantes italianos e de São Paulo, que carrega a economia nas costas, foi imperdoável. Ainda assim, uma bela festa. Só que não posso me calar diante do ufanismo que ela produziu, mesmo que perca alguns leitores por isso.

Sinto muito ser o estraga-prazeres tão cedo assim, mas é que o brasileiro continua otário! A turma afetada que fala “chupa seu vira-lata!” e que celebra a espetada nos “estadunidenses imperialistas” com o 14-Bis não entende que a idiotice vem justamente de achar que tudo é uma maravilha só porque fizemos um belo e animado espetáculo. O que importa é o “day after”, gente, a dura realidade depois da festa.

A violência continua matando mais que guerra civil, o trânsito idem, a burocracia ainda é asfixiante, os impostos escorchantes, os políticos corruptos, a “educação” um lixo, a saúde pública um caos etc. Lamento informar, mas o custo de nossa malandragem ainda é altíssimo, a começar pelo da própria festa: R$ 270 milhões! E a reação dos ufanistas, que agora têm o maior orgulho do mundo por ser brasileiro, é só mais uma evidência de como somos bem otários mesmo. Um leitor escreveu:

A Brasucada beira a infantilidade, se a festa for bonita não importa o quanto vamos pagar. É bem o espírito do Brasuca que sai do país e volta entulhado de quinquilharias só porque lá fora é mais barato. Falta muita educação para um povo que só pensa em festa. Essa conta vai tirar o couro da classe pagadora de impostos e expor os pobres ainda mais à pobreza.

Os que estão morrendo de orgulho de ser brasileiro deveriam refletir sobre o que é motivo de orgulho para uma nação. Terei algum orgulho do Brasil no dia em que ganharmos ao menos um Prêmio Nobel. E não vale o da paz, que até terrorista já ganhou. Tem que ser de física ou química. Unzinho só para contar história, já que até los hermanos conseguiram essa façanha…

Sim, sabemos fazer uma boa festa. Mas esse nunca foi nosso problema. Ou, por outra: esse é justamente o nosso problema! Sabemos farrear. Somos cigarras que adoramos o Pão & Circo. O que NÃO sabemos fazer direito são escolas, hospitais, vias seguras e governos limitados. Eis o problema. Um leitor resumiu bem: “É a velha metodologia brasileira de uma grande parte da população com a cultura de mostrar que ‘vive bem’ e deixando as contas atrasarem!”

Não me levem a mal. Sei que o homem, especialmente o brasileiro, precisa de um entorpecente de vez em quando. Eu mesmo prestei homenagens a Baco ontem. Uma breve fuga da dura realidade se faz necessária para alimentar a esperança, a última que morre. Mas que seja breve. Pois o realismo também é fundamental, sob o risco de ficarmos aprisionados na fuga, tomando ficção por realidade e vice-versa. Não dá para manter uma euforia perpétua com base em estímulos artificiais. A ressaca inexoravelmente chega…

Sim, vamos aproveitar a Olimpíada, tentar resgatar seu espírito de “fair play”, de meritocracia, de convivência pacífica. Sim, vamos festejar o clima olímpico e elogiar a festa de abertura. Mas deixando o ufanismo boboca de lado, que é tão ridículo quanto o complexo de vira-lata e o derrotismo. É preciso um equilíbrio aqui, como defendo no meu livro novo sobre nosso jeitinho e o alto custo da malandragem. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

Devemos dar uma trégua ao sofrimento de um país mergulhado em crise e com tantos problemas estruturais. Mas com maturidade. Sem essa reação infantil de quem acha que, agora, somos a última Coca-Cola do verão e que o mundo terá de nos engolir. Um pouco mais de humildade não faria mal algum. Mais realismo seria saudável. E sem deixar de lado o custo dessa festa toda e quais são nossas prioridades, pois a festa um dia acaba.

PS: A turma que ficou “horrorizada” com as vaias a Dilma na Copa vaiando o presidente Temer: medalha de ouro na hipocrisia. E medalha de ouro na estupidez também: que tipo de animal pode querer a volta da presidanta?!


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