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giovedì 30 giugno 2016


Ditemi che é uno scherzo. Ditemi che non é possibile che una persona accusata di corruzione, lavaggio di denaro e altro non possa candidarsi per la presidenza di un paese. La domanda che tutti ci poniamo é: se hanno allontanato Dilma Rousseff per lo scandalo Petrobras perché Lula é ancora a piede libero? Se é vera questa notizia penso che il Brasile abbia raggiunto il massimo di idiozia. E di sicuro se si candiderá Lula riceverá molti voti a favore, forse anche vincerá le elezioni, perché qui la gente é matta e non capisce niente. Se poi aggiungiamo che le votazioni sono facili da imbrogliare non sarebbe una novitá vedere una sua vittoria. Mi dispiace, ma non ho nessuna fiducia in questo paese né tanto meno di questo popolo. Sono dei volta bandiera come mai ho visto e come sempre l'ignoranza la fa da padrone.

Em entrevista feita em Brasília para a revista francesa semanal "L'Express" divulgada nesta quarta-feira (29), Dilma Rousseff afirmou que Lula será candidato à Presidência em 2018. A informação é, inclusive, uma das chamadas da capa da publicação.

"É a razão principal do golpe de Estado: prevenir que o Lula se apresente à Presidência. Hoje em dia, apesar de todas as tentativas de destruir a sua imagem, Lula continua entre as pessoas mais amadas. Eu posso te dizer que ele vai se apresentar na próxima eleição", disse.

Questionada sobre como ela vê e espera a possível confirmação do afastamento no Senado, Dilma se disse profundamente injustiçada quanto à forma como "foi tirada do poder". Na entrevista, ela ainda disse que não cometeu crime de responsabilidade, mas que apenas aprovou quatro decretos para créditos suplementares a fim de financiar, principalmente, hospitais.

"Não sou o primeiro presidente a agir assim. O Fernando Henrique Cardoso aprovou 23 decretos similares. Na verdade, [a acusação] é apenas um pretexto."

No decorrer da entrevista, Dilma voltou a defender o PT, a falar que não sabia do esquema de corrupção na Petrobras e a criticar os grampos divulgados pelo juiz federal Sérgio Moro. "Não importa o país do mundo, divulgar o registro de uma conversa do chefe de Estado seria um crime."

Dilma ainda citou a queda de três ministros do governo interino por corrupção e que o momento político no Brasil "é grave".

Fonte: UOL
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lunedì 20 giugno 2016


Mi piace condividere post di altri blogger, specialmente quando parlano bene dell'Italia. Questo é di Barbara, una paulistana che vive da anni a Firenze. Buon per lei che si é trovata bene nel mio paese e che ha saputo cogliere le cose buone che l'Italia sa ancora offrire. Non posso dire altrettanto di alcuni miei connazionali dove sembra che si divertano a denigrare e criticare il loro paese d'origine.


No ano de 2013 atravessei um momento de muita dúvida se voltar ou não pro Brasil... O que me fez ficar? Bem, aqui estão alguns motivos: as coisas que mais amo na minha vida na Itália! 

1. Participar de eventos culturais gratuitos
São várias as iniciativas públicas que nos proporciona uma vida cultural agitada! Algumas delas são a Domenica del Fiorentino, com entradas e guias gratuitos nos museus estatais para os residentes, e Una Notte nel Museo, abertura noturna extraordinária de alguns museus italianos com ingresso gratuito. Os residentes da cidade de Firenze entram grátis em vários monumentos da cidade. Além destas oportunidades gratuitas, as pagas não custam um absurdo, como por exemplo  o festival de música Melodia del Vino que custa 15 euros e uma noite no Teatro del Sale que por 35 euros oferece teatro e jantar de altíssima qualidade!

2. Fazer aperitivo com as amigas
Uma das coisas que mais adoro fazer!!! O aperitivo é uma "invenção italiana" que amo! Consumindo um drink, o bar te oferece uma mesa de buffet com comidinhas várias à vontade que às vezes incluem até mesmo risotti e carnes! Os preços e a qualidade/variedade do buffet variam muito. Gasta-se de 5 à 12 euros por um drink. A gente sempre pede uma garrafa de vinho, pois um único copo nunca basta para a serata delle ragazze! rs... Para entender melhor como funciona o aperitivo italiano, clique AQUI.

3. Me locomover usando meios alternativos
Uso meios de transporte públicos como o ônibus e o trem, que contribuem para a diminuição da poluição atmosférica, além da super prática bicicleta, que me leva para todos os cantos do centro da cidade e de quebra ajuda a queimar as calorias dos vinhos que tanto amo! rs!

4. Ter tempo para mim mesma
A vida aqui tem outro ritmo. Por mais que tenha que dividir meu tempo entre trabalho e estudo, sempre me sobra um tempinho para fazer uma caminhada de fim-de-tarde, ler um livro sentada no banco da praça ou assistir ao pôr-do-sol. Coisas boas da vida que são de graça!

5. Viagem low-cost pela Europa
Pra nós brasileiros que estamos acostumados a pagar uma fortuna pela ponte aérea Rio-SP, os preços de bilhetes aéreos para outro país ou mesmo as passagens de trem dentro da Itália parecem piada. Você só precisa saber onde e principalmente quando comprar. Com o trem é possível economizar mais de 50% se você comprar com antecedência usando a tarifa Promo. Já a companhia que bate todos os low-cost do mundo é a Ryanair! Já fui à Barcelona pagando 1 euro pelo trecho! Juro que não é lorota...rs! A volta custou um pouco mais caro, mas ainda sim, valeu, foi tipo 60 euros... Outra viajem muito legal que fiz foi ir de trem até Paris!!! A viagem é noturna e comprando com antecedência (programe-se!!!) você encontra até por 29 euros o trecho!!! Como dizem meus amigos gaúchos... é barbada!!! ;D

6. Segurança
Sem dúvida este é um dos motivos decisivos que determinou minha permanência na Itália... Aqui eu ando sozinha nas ruas do centro de noite ou de madrugada sem a neura de olhar pra trás e para os lados a cada minuto, uso celular e o ipad no ônibus sem preocupação, posso usar joia e bolsa de marca sem o medo de chamar atenção nas ruas.

7. Comer com qualidade gastando o justo
Tudo aqui parece mais saboroso, desde alimentos frescos como as frutas e os legumes até alimentos industrializados como o yogurt e o pão. O tomate italiano é uma verdadeira fruta doce que é possível comer puro, sem condimentos! Os yogurts (da mesma marca do Brasil), são deliciosos e podem ser consumidos até mesmo como sobremesa! Os pães doces e salgados da Mulino Bianco sempre frescos, as infinidades de queijos e salames que eu tanto amo, sem falar no verdadeiro azeite extra-virgem e os produtos do outono sensacionais!!! E o melhor de tudo... ninguém te cobra o dobro do valor real do produto, nem mesmo nos restaurantes.

8. Beber só vinho nacional
Ahhh... eu amo vinho!!! E aqui não preciso desembolsar meia fortuna para ter um vinho de modesta qualidade! No supermercado encontramos vinhos bons à partir de 5 euros, como por exemplo o vinho Santa Cristina da Antinori que em um supermercado de São Paulo eu vi por 55 reais!!! E por que não beber um copinho de vinho por 2 euros num almoço de dia de semana no restaurante do lado do escritório? Aqui a gente pode!

9. Passear pelo Chianti no fim de semana
Firenze é cercada por lindas colinas e além delas estão os maravilhosos vinhedos e campos de oliveiras do Chianti. Bastam poucos minutos para passar de uma paisagem urbana para uma paisagem rural. Percorrer a Strada in Chianti é um passeio que costumo fazer no fim de semana para ir almoçar em um restaurante diferente, ou visitar alguma feirinha gastronômica. Veja AQUI o artigo com fotos deste passeio com Vespa.

10. Poder levar a minha Lua para todo lugar!
Pra quem ainda não sabe, eu tenho uma cachorrinha linda chamada Lua, uma vira-lata napoletana que eu adotei em 2012. A Lua é sem dúvida muito feliz, pois aqui na Itália ela pode entrar em praticamente todos os lugares! Ela anda de ônibus comigo, vai à restaurantes, bares, lojas, até mesmo no supermercado! Em alguns restaurantes que frequentamos ela já tem até um potinho de água reservado! :)

Fonte: Viva Toscana
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domenica 19 giugno 2016



Por Sérgio Mauro*

 Dia 28 de maio, o Globo Repórter, famoso e antigo programa da Rede Globo, apresentou matéria sobre a qualidade de vida na Itália, apesar da crise econômica que por lá dura quase uma década. Na verdade, não muito discretamente, o que se sugeriu na matéria jornalística foi a ideia de que o Brasil atual poderia copiar ou imitar as “soluções” italianas para conviver pacificamente com a crise econômica (que no Brasil promete ser longa, como também parece sugerir o programa).

As qualidades do quotidiano da Itália atual, na visão do programa, dizem respeito sobretudo ao “savoir vivre” dos italianos, que, em meio à crise que vitimou milhares de empregos, sobretudo na indústria, souberam resistir e procuraram no passado milenar, nas tradições e no uso sensato da (belíssima) paisagem natural os meios para dar a volta por cima ou, ao menos, contornar o alto desemprego e a falta de perspectivas.

Méritos certamente o programa teve, principalmente ao mostrar que os jovens, até os muito jovens, com menos de 25 anos, voltaram-se para a agricultura, recuperando antigas práticas que respeitavam o meio ambiente e que produziam alimentos saudáveis. Nas prateleiras dos supermercados italianos, nas feiras e exposições, é inacreditável a quantidade de produtos orgânicos e veganos de qualidade, além dos tradicionais que se apresentam renovados e aperfeiçoados, e quase sempre os produtores são cooperativas formadas por jovens. No entanto, o segredo da capacidade italiana de ressurgir das cinzas, da destruição, está na sua própria história, inclusive na sua história mais recente, após a Segunda Guerra Mundial.

Em 02 de junho de 1946, há exatos 70 anos, o povo italiano escolheu a República, em detrimento da Monarquia existente, bastante comprometida com o fascismo e, de certa forma, também responsável pela desastrada aventura italiana na Segunda Guerra, na qual Mussolini, para contentar o poderoso aliado Hitler, jogou a nação numa guerra para a qual não estava minimamente preparada. Desde então, o país passou por profundas transformações que provocaram um enorme progresso material, mas também, como o cinema e a literatura buscaram representar, um choque na estrutura arcaica e agrária, principalmente no Sul, a região mais atrasada e mais sujeita à criminalidade organizada. É claro que estou me referindo ao famoso “miracolo econômico” (milagre econômico) que alçou o país à condição de industrializado e com boa qualidade de vida, apesar da ineficiente estrutura governamental e dos contrastes internos entre o Norte, mais sintonizado com o resto da Europa, e o Sul, que ainda hoje enfrenta problemas seculares como o alto desemprego e a corrupção na vida pública. Depois, vieram os anos 60 e, sobretudo os anos 70, anos de crise econômica e de terrorismo (de extrema esquerda e de extrema direita), provocando estragos que ainda hoje repercutem na esfera política. A recuperação do país sempre foi imediata e decisiva, embora muitos problemas de ineficiência dos serviços públicos, por exemplo, ainda persistam. Talvez isso confirme o que pensava Montale, grande poeta italiano, quando afirmava que, por onde passaram grandes civilizações, a grandeza nunca se apaga completamente.

Que lições esse país milenar, na atualidade, poderia dar ao Brasil? É preciso tomar cuidado ao fazer aproximações e comparações apressadas. Como bem lembra o pensador Guicciardini, no número 110 das Reflexões (é a terceira vez que cito essa obra nos últimos tempos!), “são tolos os que a cada palavra alegam os romanos, pois seria preciso ter uma cidade como era a deles, e depois governar-se segundo aquele exemplo, o qual, para quem tem qualidades desproporcionais, é tão desproporcional quanto querer que um asno corra como um cavalo”. Guicciardini se referia a Maquiavel, que acreditava ser possível utilizar como referência as sociedades grega e romana para a prática política em Florença, durante o século XVI. Será que nós também poderíamos adotar como modelo para sair da crise, como tenta sugerir o Globo Repórter, a Itália dos dias de hoje? No entanto, as qualidades italianas não são iguais às qualidades brasileiras, e a “cidade” italiana não é semelhante a do Brasil.

Concluindo, apesar das enormes diferenças, há dois aspectos da sociedade italiana atual que o Brasil poderia tomar como modelo, não apenas para sair da crise, mas para encontrar definitivamente o caminho do desenvolvimento: a boa escola pública e a eficiente estrutura sanitária italiana. No entanto, se a escola italiana, na imensa maioria dos casos, se manteve pública, assim como a estrutura sanitária, é por ter adotado um sistema de cobrança de taxas (não onerosas) que leva em consideração a renda familiar de cada cidadão. O assunto já foi discutido tantas vezes em nosso país, encontrando sempre resistência de certos setores que alegam se tratar de um processo de elitização do ensino e da saúde. Trata-se, a meu ver, de um grande equívoco, pois o que existe atualmente pode ser gratuito, tanto na escola como na saúde, mas é extremamente ineficiente e estimula a prática de pagamentos paralelos e ilegais, muitas vezes denunciados pela mídia. Mas isso é tema, talvez, para um futuro artigo. Termino parabenizando a “velha bota” pelos 70 anos de República (e que durem milhares de anos!). (Fonte: Maxpress)

Sérgio Mauro é professor da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara.
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martedì 14 giugno 2016

 Il titolo può sembrare un'assurdità, o quanto meno una esagerazione, ma non lo é poi tanto. Durante il periodo invernale io ho più freddo qui in Brasile che quando vivevo in Italia, e guardate che dalle mie parti arrivare a -10° era una cosa normalissima. Non so spiegarne il motivo. Forse é l'aria diversa, l'umidità o chissà che. Fatto sta che qui in Brasile per undici mesi all'anno muoio di caldo, e per un mese o poco più muoio di freddo.

Una cosa che influenza molto questa sgradevole sensazione sono le case brasiliane. Come tutti sanno qui in Brasile non esiste il riscaldamento nelle case come in Europa o quasi il resto del mondo. Per di più il concetto di "isolamento termico" é praticamente sconosciuto. Di conseguenza le case risultano molto fredde in inverno e calde in estate.

Questa concetto di costruzione immobiliare a mio parere é tra le piú assurde che esistano. Il Brasile ha un'estensione da Nord a Sud di circa 4.300 km. È la stessa distanza che separa il punto piú a Nord della Finlandia con l'Egitto. Anche per chi non ci sia mai stato é ovvio immaginare che le case costruite nei paesi scandinavi siano diverse da quelle di Roma o addirittura con quelle dei paesi africani. Invece qui in Brasile é esattamente l'opposto. Le case che trovate per esempio a Manaus, in piena Amazzonia, sono le stesse che troverete nel Rio Grande do Sul. Cambierà un poco forse la forma ma la sostanza é sempre la stessa. È come se avessero creato uno stampo e le avessero fatte tutte uguali. Lasciate perdere le differenze architettoniche: alcune case sono alte, altre basse, alcune strette e alcune larghe, però in definitiva nascono tutte sotto lo stesso standard.

Ora, posso capire che nel Nord-Est o a Rio de Janeiro il ricaldamento non serva, dato che non fa mai freddo per lungo tempo. Ma nel Sud del Brasile il clima é diverso. Qui a Sorocaba, tanto per avere un'idea, pur non essendo in uno Stato molto a Sud, questa settimana abbiamo registrato una temperatura al mattino di circa 3°, ma con una sesazione termica equivalente a -2°. Da buon italiano vi posso assicurare che questo é vero freddo. A Santa Caterina é normale arrivare a temperature sotto lo zero. Però guardate la differenza: in Italia raggiungevo temperature ancora più basse, però se dovevo uscire mi coprivo bene e non sentivo freddo. Poi, quando entravo in casa o in un qualunque locale pubblico, avendo il riscaldamento acceso potevo finalmente scaldarmi e stare bene. Qui no. Qui dentro casa ho più freddo che fuori, So che non ci crederete ma a volte sono costretto a uscire di casa per scaldarmi un poco. E dentro casa devo usare felpe, maglioni e anche una sciarpa.

Quindi non capisco per quale motivo qui in Brasile nessuna casa, nemmeno quelle "mansão" milionarie, non abbiano un sistema di riscadalmento.

Probabilmente é per colpa della mente contorta dei propri brasiliani. Quest'idea di vivere in un paese tropicale non riesci proprio a toglierla dalla loro testa. "Ma qui fa freddo solo poco tempo all'anno", mi sento dire. E chi se ne frega, rispondo io. Come hai il condizionatore o il ventilatore per quando fa caldo, fai qualcosa per quando fa freddo. Se il riscaldamento lo usi anche solo un mese o due settimane all'anno meglio ancora, così avrai meno spese da pagare, ma perlomeno in quei giorni stai al caldo. Ma non riescono a capirlo. È la stessa cosa quando vedo in inverno persone che, in ogni caso vanno in giro in bermuda e infradito. È più forte di loro. Non entra nella loro testa che per ogni stagione o temperatura, per non dire circostanza, ci vuole l'abbigliamento adatto. O come quei brasiliani che pensano di vivere in Italia come se fossero ancora in Brasile. Ho amici e parenti che si lamentano costantemente del freddo, ma se gli dici di indossare un maglione in più o delle calze pesanti ti rispondono che a loro non piace usare molti indumenti. Allora rimani al freddo e non lamentarti. Ma si sa, capire la mente dei brasiliani é un'impresa quasi impossibile

O lugar onde mais senti frio até hoje foi no interior do Rio Grande do Sul, num inverno do ano 2000: um gélido – 3 C (com ventos de vale).  Estive no sul em outros invernos, pegando temperaturas em torno do 0 C. Nem mesmo nas Highlands, região da Escócia conhecida pelo clima gelado, passei tanto frio quanto no Sul do Brasil, ainda que sob as mesmas condições de temperatura.  A explicação é simples: em países de clima temperado (como EUA, Escócia, Inglaterra e outros do hemisfério norte ou até mesmo do extremo sul do hemisfério sul) existe uma coisa chamada “calefação”.  Todo recinto fechado tem algum tipo de aquecedor que faz o efeito contrário de um ar condicionado tão comum no Brasil: coloca calor no ambiente.  Enquanto o clima congela lá fora, você fica de bermuda dentro de casa com uma simples camisa de malha e dorme com um fino lençol de tecido sintético. O Sul do Brasil tem um clima sub-tropical (que na verdade é semi-temperado): verão com altas temperaturas… inverno com baixas temperaturas.  Mas as casas não tem calefação (salvo raríssimas e privilegiadas excessões).

As razões podem ser muitas.  Uma delas é que não houve políticas públicas que fomentassem a criação deste tipo de infra-estrutura (como rede de gás canalizado para aquecedores a gás;  ou o barateamento de aquecedores eletricos; ou ainda modos de amortizar o custo do consumo de energia adicional no inverno).  Parece que, em algum lugar da história, alguém incutiu no nosso imaginário que o país inteiro é tropical, que toda a gente gosta de futebol e sabe sambar.  Mas, a verdade é que nem todo o país é tropical, nem todo mundo se delicia com  futebol e uma grande parcela da população nunca sambou na vida. A ausência de calefação no Sul do Brasil gera, no inverno,  uma cena meio esquisita nesses tempos modernos: as pessoas ficam dentro de casa com roupa de frio, como se estivessem prestes a sair para rua, mas na verdade,  estão indo pra cama.  Aqui em Seattle todo ambiente fechado tem aquecedor.  No meu quarto tem aquecedor (até se esquece que há frio lá fora). Há inclusive leis que obrigam os recintos a manterem a temperatura sempre adequada (como há também em outros continentes).  No dia em que percebermos que não somos um país unilatelmente tropical, talvez haja mudanças que obriguem ou que gerem uma infraestrutura de calefaçao em estados como Paraná, Santa Cataria, Rio Grande do Sul e até mesmo em partes de São Paulo e Minas Gerais.  Só assim, habitantes do sul (e visitantes) vão deixar de sofrer a cada inverno como se ainda estivéssemos no século XIX.

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