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venerdì 25 settembre 2015

Países receberam a mesma nota em pesquisa e estão entre os 15 últimos em ranking; o melhor é Cingapura e o pior, a Libéria 


SÃO PAULO - A população brasileira se sente tão insegura quanto à do Afeganistão. É o que aponta pesquisa feita pelo Instituto Gallup. Segundo o relatório Global Law and Order 2015, os dois países receberam a mesma avaliação, com 52 pontos em uma escala de sensação de segurança que vai de zero a 100, e figuram entre os 15 piores colocados no ranking mundial. O país com a avaliação mais baixa é a Libéria.

Para medir a sensação de segurança das pessoas nos locais onde vive, a pesquisa perguntou se o cidadão se sente seguro quando anda à noite, se confiava na polícia local e se ele ou familiares teve dinheiro ou bens roubados no último ano. Os dados foram compilados após mais de 142 mil pesquisas realizadas em 2014 com adultos de 141 países diferentes.

Resultados apontam que será mais difícil promover 'sociedades pacíficas e inclusivas' nos países da América Latina e do Caribe, responsáveis pelo índice mais baixo pelo 6º ano

Os resultados apontam que será mais difícil promover "sociedades pacíficas e inclusivas" nos países da América Latina e do Caribe, responsáveis pelo índice mais baixo pelo sexto ano consecutivo. A média na última pesquisa foi de 55 pontos. Quanto menor a pontuação, maior a proporção da população que relata sentir-se seguro.


Na Europa, o índice é de 77, enquanto nos Estados Unidos e no Canadá é de 78. O Sudeste Asiático é a região melhor avaliada, com 79 pontos. Para o Gallup, a má avaliação da América Latina está relacionada às altas taxas de homicídio - já que todos os países da região ficaram acima da média mundial nesse índice.

Na análise país por país, o Brasil ocupa a 13ª posição entre os mais inseguros. A avaliação, no entanto, está empatada com Peru (12º), Uganda (11º) e Afeganistão (10º), todos com 52 pontos. Já Cingapura, na Ásia, é considerado o mais seguro pela população local, com avaliação de 89 pontos.
A nota brasileira caiu quatro pontos entre 2013 e 2014. Na última pesquisa, apenas 36% dos brasileiros disseram se sentir seguros, enquanto em Cingapura o mesmo índice é de 91%.

Piores avaliações
1º Libéria - 40
2º Venezuela - 42
3º Congo  - 43
4º África do Sul - 46
5º Paraguai - 46
6º Sudão do Sul - 50
7º Gabão - 50
8º Botswana - 50
9º Bolívia - 51
10º Afeganistão - 52
11º Uganda - 52
12º Peru - 52
13º Brasil - 52
14º Argentina - 53
15º Malawi - 53

Melhores avaliações
1º Cingapura - 89
2º Usbequistão - 88
3º Hong Kong - 87
4º Indonésia - 87
5º Suíça - 86
6º Noruega - 85
7º Canadá - 85
8º Tajiquistão - 84
9º Geórgia - 84
10º Dinamarca - 84
11º Áustria - 83
12º Mianmar - 83
13º Finlândia - 83
14º Alemanha - 83
15º Holanda - 82

Fonte: Estadão
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E siamo appena all'inizio. Sapete quante volte ho sentito dire che questa crisi é solo passeggera e che passerá in fretta?



Em um ano, o País fechou 985,6 mil postos de trabalho; o ministro do Trabalho e Emprego admite que a economia pode perder mais de 1 milhão de vagas este ano

RIO - O Brasil fechou 86.543 vagas formais de emprego em agosto, a quinta queda mensal consecutiva, informou nesta sexta-feira, 25, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse é o pior resultado para o mês desde 1995, quando foram fechadas 116.856 vagas. O saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.392.343 admissões e 1.478.886 demissões.

O resultado é muito inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 101.425 vagas. Nos primeiros oito meses de 2015, o total de postos fechados é de 572.792. Em um ano, o total de vagas fechadas é de 985.669. Os dados são sem ajuste, ou seja, não incluem as informações passadas pelas empresas fora do prazo. 

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, admitiu que o Brasil pode assistir ao fechamento de mais de um milhão de postos formais de trabalho este ano. 

"Podemos perder isso (um milhão de vagas), mas não quer dizer que estamos incapacitados de recuperar. O governo conhece o caminho da roça. Se teve capacidade de gerar 23 milhões de vagas nos últimos 12 anos, quando forem corrigidos os rumos da economia, acredito que vamos recuperar essa capacidade", afirmou Dias.

Setores. A indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de vagas formais de trabalho fechadas em agosto. No mês passado, o saldo do setor ficou negativo em 47.944 postos. O número é resultado de 217.048 admissões e 264.992 desligamentos no período e representa o pior dado para o mês desde 1995, quando foram fechados 70.504 postos.

O setor da construção civil foi o segundo que mais fechou vagas no mês passado, com saldo negativo de 25.069, seguido do comércio, com 12.954 postos a menos, e da agricultura, que fechou 4.448 vagas formais de trabalho. A indústria extrativa mineral apresentou 888 postos a menos em agosto.

O saldo líquido de agosto só não foi pior porque o setor de serviços gerou 4.965 vagas com carteira assinada no mês passado. A administração pública, por sua vez, abriu 730 postos.

Fonte: Estadão
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lunedì 21 settembre 2015


Riassunto: a Berlino trasmettono un film brasiliano, "Que horas ela volta?", uscito in Italia col titolo "È arrivata mia figlia", in cui si narrano le vicende di una "empregada domestica" in una famiglia di São Paulo. Gli spettatori tedeschi rimangono letteralmente allibiti per come viene trattata questa cameriera, interpretata da Regina Casé, e per come si comportano i suoi "padroni". Cosi i brasiliani presenti in sala passano una tremenda vergogna. Il fatto é che se questi tedeschi o qualunque altro straniero sapesse come si vive realmente qui in Brasile, se conoscessero lo schifo quotidiano che ogni abitante di questo paese deve sopportare ogni giorno, il Brasile e i brasiliani avrebbero molte più cose di cui vergognarsi.



Assistir a “Que horas ela volta” na Europa: passar vergonha pelo Brasil

"Mas é verdade que no Brasil tem gente que não levanta para pegar um copo de água?" "É verdade que existe empregada que não pode sentar na mesa?" Infelizmente, digo para eles, é.

“Val, me traz um copo de água”, por favor?

“Val, você pode colocar a mesa, por favor?”

“Val, você pode tirar a mesa, por favor?

Val, você pode trazer um sorvete para a gente?”

Esse tipo de pedido é repetido sem parar em “Que horas ela volta”, o filme gênio de Anna Muylaert estrelado com maestria por Regina Casé.

Val, por favor! Val é a empregada da casa, uma pessoa “praticamente da família”. Val é uma escrava.

A familia de classe média alta brasileira, sentada na mesa, faz os pedidos, e Val vem e volta. Algumas vezes eles estão sentados na mesa da cozinha, ao lado da Val, mas pedem para ela: “você pode pegar água?” Ela abre a geladeira. Os membros da familia, pai artista, mãe fashionista e filho adolescente gente boa, parecem incapazes. Eles não se movem. Eles não levantam a porra da bunda da cadeira. No meio do filme a vontade é entrar na tela e bater neles.

Estou em um cinema em Kreuzberg, Berlim, e eu sei que é assim na vida real no meu país. A platéia, formada por brasileiros e alemães, dá risos nervosos. Desconfio que os risos nervosos sejam mais de brasileiros como eu, que conhecem bem essa situação e sabem que a escravidão existe no Brasil de uma maneira sinistra. E de uma forma que a gente ainda não foi capaz de acabar.

Vez ou outra eu falo nervosa para o alemão: “é assim mesmo”.

Na saída, encontro uma amiga brasileira, tambem acompanhada de namorado europeu e ela me diz: “deu um pouco de vergonha”. Concordamos que a vergonha é total.

No café, eu explico para ele. “É assim, não, não na minha família, não com os meus amigos, mas sim, eu conheço gente assim.” “Eu sei, se você está dizendo eu acredito. Mas quem na Europa vai acreditar que essa situação é real? Acho que vão pensar que a diretora é genial, mas que criou uma historia surrealista muito boa, não que isso seja real. Porque isso é muito bizarro. Isso é inconcebível.”

Cara de vergonha. E repito, pela milésima vez em dois anos: “é assim mesmo! É absurdo! Mas é assim mesmo!”

Lembro de um ex de esquerda que brincava no inicio dos anos 2000: “ é bom morar no Brasil porque aqui temos escravos”. E gargalhava. Isso antes do politicamente correto chegar e, graças a deus, acabar com esse tipo de humor podre.

Na minha vida passada recente, eu tinha empregada duas vezes por semana em São Paulo só para catar a minha bagunça. Não sou de família rica. Sou de família de classe média média com momentos de dureza, mas na casa da minha avó sempre teve empregada. Quando eu era bebê meus pais tiveram empregada que dormiu em casa. Eu tive babás por alguns momentos.

O alemão fala: lembro que a minha mãe dizia que o sonho dela, se ganhasse na loteria, era ter uma empregada domestica.”

Conto para uma alemã mãe de três filhos que muitas crianças brasileiras não ajudam em casa, não fazem nada, pedem tudo para a babá. Ela diz: “não acredito, mas elas são muito ricas, não?”. “Não, são classe media como você”. Ela faz cara de choque e diz: “fulana, vem aqui ouvir a história que a Nina está contando, você não vai acreditar.”

Uma criança alemã não pede um copo de água, ela abre a geladeira e pega. Elas não pedem um sanduíche, elas fazem. Tenho dois enteados alemães, sei do que estou falando.

Há um ano e meio não, não tenho faxineira. Sim, a minha casa vive uma zona. Sim, eu cozinho. Sim, eu lavo louça, sim, eu lavo as minhas roupas e as estendo em um varal. Tentem. É muito fácil. Eu juro.

Esse não é um texto vira lata falando que, oh, veja bem, a Europa é tão superior. É apenas para dizer que talvez de longe a gente enxergue melhor certas coisas.

E eu sei mais que nunca que o jeito que patrões como os da Val vivem é inaceitável.

E eu sei mais que nunca que a escravidão existe sim no Brasil, onde descolados levam babás vestidas de branco para brincar com os filhos na praia do Arpoador enquando eles fumam um e falam de arte.

Pronto. Falei.

E obrigado Anna Muylaert, por abrir a porta do armário e mostrar essa realidade para o mundo. 

Fonte: Revista TPM
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venerdì 18 settembre 2015


La notizia é di ieri, ma possiamo benissimo dire che é vecchia come il mondo, dato che le cose non sono cambiate col tempo. Come dice il titolo, su 5 alunni del 3° anno della scuola fondamentale, quindi con età di 8/9 anni, non é alfabetizzato. Cosa vuol dire? Semplice, significa che questo bambino sa scrivere una frase ma non un testo completo e che riesce a leggere le parole ma non a comprendere un testo. Triste vero? E torno a dire che parliamo di bambini di 8 o 9  anni. Non che la cosa mi sorprenda. Basta sentire come parlano qui in Brasile (e non sto parlando di accenti o modi di dire, ma proprio il tipo di linguaggio che usano, le espressioni, le coniugazioni dei verbi inesistenti, ecc). E questo non solo riferiti ai bambini o ragazzi in genere, ma anche e soprattutto agli adulti. Basta vedere quello che scrivono nei vari commenti su giornali o social network e in altre situazioni analoghe. Ora, per carità, forse io dovrei essere l'ultimo a dire queste cose. Io mi considero una persona molto ignorante e basta leggere quello che scrivo per trovare un'infinità di errori di italiano. Però mi ricordo che a 9 anni, in 4° elementare, sapevo leggere e scrivere senza problemi. Ma forse erano altri tempi, chi lo sa.

Ao menos um a cada cinco estudantes no 3º ano do ensino fundamental da escola pública não atinge níveis mínimos de alfabetização em leitura, escrita e matemática. Esse número foi obtido com base nos dados da ANA (Avaliação Nacional de Alfabetização), divulgados nesta quinta (17) pelo MEC (Ministério da Educação). A ANA é uma avaliação diagnóstica para o Pnaic (Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa).
O MEC apresentou os resultados da ANA em percentuais por nível de proficiência (o quanto os alunos sabem): em leitura, 22,21% estão no nível 1 -- o que significa que 1 a cada 5 alunos não está no padrão mínimo. Na área de escrita, 34,46% deles estão nos níveis 1, 2 e 3 de escrita -- ou seja, 1 a cada 3 estudantes não atende o padrão mínimo. Já em matemática, o resultado é mais dramático: 57,07% estão nos níveis 1 e 2. 
Para se ter uma ideia, uma criança que esteja no nível 3 de escrita já consegue escrever uma frase, mas não alcança a produção de um texto. Em leitura, um aluno no nível 1 consegue ler as palavras, mas não compreende o texto. No caso de matemática, o aluno abaixo do nível 4 não fazer contas com números de três algarismos, como 345 + 220.

Parâmetro dos professores

No programa de formação dos professores do Pnaic, os parâmetros são mais modestos -- apesar de a meta ser a excelência, com o nível 4.
Dentro do Pnaic, o aluno que estiver no nível 2 de leitura e de matemática e no nível 3 de escrita são considerados alfabetizados. Esse é o parâmetro utilizado no trabalho de formação dos professores das escolas públicas, segundo a coordenadora da formação de professores do Pnaic em Pernambuco, a professora Telma Ferraz Leal da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e o coordenador no Paraná, Emerson Rolkouski, da UFPR (Universidade Federal do Paraná). 
"Quando se fala em alfabetização, há várias formas de conceber [esse conceito]", diz Telma. Ela explica que, por exemplo, no senso comum, um aluno está alfabetizado quando reconhece as letras e forma palavras -- o que estaria no nível 1 de leitura. No entanto, dentro do Pnaic, há uma concepção de que deve haver leitura e produção de textos num nível mais avançado.
O mesmo vale para matemática: o nível 2 é considerado suficiente. Mas os professores são formados para atingir o nível 4, conta Emerson. "O percentual no nível 4 representa uma parcela que acertou as questões mais difíceis. Um aluno que chegue ao nível 4 é excepcional", diz o professor da UFPR.
A ANA foi aplicada a todos os alunos do 3º ano do ensino fundamental -- ano que finaliza o ciclo de alfabetização nos padrões do governo. O aluno dessa etapa teria oito anos, se não teve reprovação ou não deixou os estudos. Os resultados divulgados nesta quinta são de avaliações aplicadas em 2014 e o MEC cancelou a avaliação de 2015. Segundo a pasta, o cancelamento se deu por motivos pedagógicos. E especialistas chamaram a atenção para certo abandono do Pnaic.
Fonte: UOL
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lunedì 14 settembre 2015


Serve fare commenti? Penso proprio di no. Mi ricordo che quando vivevo in Italia avevo una carta di credito della Findomestic, la Carta Aura, e mi spaventavo con gli interessi del 2% al mese. Penso che sappiate tutti cosa siano i tassi di usura: sono il limite massimo che banche e istituti finanziari posso applicare ai finanziamenti che erogano ai clienti e vengono calcolati dal Ministero dell'Economia e Finanze. Questi sono i tassi, o per meglio dire, le soglie di usura del settembre 2015:

Questa invece é una parte del contratto della banca Intesa San Paolo di Torino, in cui specifica gli interessi della propria carta di credito:


Ben diverso da qui in Brasile, vero?

As taxas de juros para pessoa física subiram em agosto em todas as linhas pesquisas pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Um dos destaques ficou com o cartão de crédito, modalidade na qual a taxa de juros o atingiu o maior valor desde março de 1999. Entre julho e agosto, a taxa ao mês subiu de 13,03% para 13,37%, e ao ano aumentou de 334,84% para 350,79%.

Pelo levantamento, a taxa média de juro subiu 0,08 ponto porcentual, de 7,06% ao mês em julho para 7,14% ao mês em agosto. Na base anual, a taxa subiu de 126,74% para 128,78%, maior patamar desde julho de 2009.

O aumento da taxa média de juro em agosto foi o oitavo no ano, e o 11º consecutivo. Segundo a Anefac, a alta pode ser explicada pela deterioração da economia, com o aumento do risco da inadimplência.

No cheque especial, as taxas atingiram o maior patamar desde janeiro de 2003. Segundo a Anefac, a taxa mensal subiu de 10,10% para 10,14%, e a anual aumentou de 217,28% para 218,67%.

Para os próximos meses, a Anefac acredita que os juros devem voltar a subir "tendo em vista o cenário econômico atual que aumenta o risco de elevação dos índices de inadimplência." Na semana passada, após a agência de rating Standard & Poor's rebaixar a nota de crédito do Brasil, parte do mercado passou a acreditar numa nova alta do juro básico Selic. Já nesta segunda-feira, o Relatório Focus mostrou economistas mais pessimistas. O mercado piorou as previsões para inflação e queda do PIB.

Fonte: Estadão
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venerdì 11 settembre 2015


Oggi argomento frivolo. La rivista americana Playboy ha pubblicato una classifica delle donne latino-americane piú sexy su Instagram, ma solo una di queste é brasiliana, e qualcuno c'é rimasto male:

Lista da Playboy de 24 latinas mais sexy's tem apenas uma brasileira
O site da revista Playboy americana divulgou uma lista com as 24 mulheres latinas mais sexy's do Instagram. Entre a seleção de gatas, apenas a modelo Alessandra Ambrósio aparece para representar as mulheres brasileiras. 
Nomes como o de Shakira, Jessica Alba, Eva Mendes e Daniella Chavez, a 'musa do sexo a três' figuram na seleção com fotos quentes publicadas das redes sociais. Confira quais foram as escolhidas pela revista masculina. A primeira, é claro, é a nossa bela top model. 
          Fonte: TV Fama   

Scusate ma cosa si aspettavano? È vero che qui in Brasile ci sono delle donne molto belle, ma la maggior parte, e parlo di modelle o pseudo-tali, sono di una volgaritá impressionante. E mi fa ridere che, pur con tutti i problemi che questo paese sta affrontando, qualcuno dia peso a certe classifiche. Ma si sa, siamo in Brasile, pieno di gente allegra e senza pensieri.
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giovedì 10 settembre 2015


Il debito del Brasile è “spazzatura”. A certificarlo è l’agenzia di rating Standard & Poor, che ha spiegato come dietro al downgrade ci siano le turbolenze politiche e le difficoltà incontrate dal governo del presidente Dilma Rousseff nell'affrontare il crescente debito. L'agenzia di rating ha portato il giudizio sul debito brasiliano a BB+ con outlook negativo (il che significa che ulteriori declassamenti potrebbero seguire presto), dal precedente livello di BBB-. Il governo Rousseff aveva imposto misure di austerità nel tentativo di evitare un tale downgrade. Il paese è entrato ufficialmente in recessione economica lo scorso mese. Il ministro della Pianificazione, Nelson Barbosa, ha spiegato che il governo sta lavorando a nuove proposte per equilibrare i suoi conti e affrontare il deficit di bilancio. “Il Brasile continuerà a rispettare tutti i suoi obblighi”, ha aggiunto.

Il giudizio colloca il paese sudamericano tra gli emittenti speculativi. Secondo gli esperti di IntesaSanpaolo, il Brasile rischia un declassamento anche da parte di Fitch, che ha messo un outlook negativo il rating "BBB". .

Fonte: Il Velino

Nota personale: non che ci sia da fare salti di gioia, peró la nostra povera Italia, pur con i suoi problemi che ormai tutti conosciamo, é un gradino sopra il Brasile, con un rating di BBB-.

E l'ex-presidente Lula (ancora lui??) ha dichiarato oggi a Buenos Aires che il ribassamento da parte di Standard & Poor non significa niente: "Isso não significa nada. Significa que apenas a gente não pode fazer o que eles querem. A gente tem que fazer o que a gente quer" (se qualcuno mi spiega cosa vuol dire gliene saró infinitamente grato) e ha aggiunto che trova molto divertente il fatto che le agenzie di rischio abbiano preso questa decisione e le ha criticate perché "não usam os mesmos critérios para países quebrados da Europa". 

Boh! Saró io a essere un cretino per preoccuparmi.
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venerdì 4 settembre 2015


Un articolo interessante, scritto da una brasiliana che vive da anni in Olanda. Molte cose da lei descritte corrispondono al vero, e in qualche modo ci sono passato anch'io. Vivere in un paese diverso dal proprio non é affatto facile ma alla fine ci si adegua. Una constatazione però non posso fare a meno di farla, e cioè, se un brasiliano ha così tanti problemi a vivere in un paese europeo, o volendo usare un termine tanto caro a loro, di "primeiro mundo", immagina il contrario!



Não acho que ter o desejo de morar fora seja necessariamente um reflexo do complexo de vira-lata, como sugeriu o moço do texto que compartilhei. Tem gente que simplesmente tem fome de alhures. Que não se identifica com um só pedaço de chão, que quer mais é ver e sentir o que há por esse mundo. Foi o meu caso.

Defendo a todo mundo que queira e possa morar fora que o faça, nem que seja por alguns meses. O contato mais prolongado com outras culturas e modos de vida é uma excelente forma de aprendizado. Infelizmente, este é um aprendizado que não obtemos apenas fazendo turismo. É preciso tempo. É preciso não estar apenas passeando. Viver o dia a dia, alugar apartamento, pagar contas, fazer supermercado, ir ao médico, construir uma rede de amigos, lidar com colegas de trabalho. Só assim é que vamos lentamente desvendando as miudezas que fazem de um americano um americano, um chinês um chinês e um espanhol um espanhol. Mas, em outro país, desvendamos sobretudo a nós mesmos. Quando as pessoas ao nosso redor não são exatamente como nós, acabamos por refletir sobre o que faz a gente ser como é.

Recomendo a imigração porque esta é uma experiência maravilhosa e, ao mesmo tempo, dolorida. Portanto, se você tem o sonho de morar fora porque acha que sua vida vai ser muito mais fácil em um país de primeiro mundo onde o ônibus vem na hora certa e as pessoas não têm cerca elétrica em casa, reveja seus conceitos. Pegar o ônibus será mais fácil, mas em compensação haverá uma série de novas buchas. O grande barato da imigração é justamente não ser fácil. É como um quebra-cabeça com três mil peças. É aterrorizante, desafiador, chato, divertido, frustrante, cansativo. Tudo ao mesmo tempo.

Antes de considerar partir, eis cinco coisas que você deve saber/desmistificar. Depois não diga que não avisei!

1. País rico não é sinônimo de gente rica


Tem gente que acredita que os habitantes dos Estados Unidos e Europa nadam em dinheiro. Toda uma população de Narcisas Tamborideguy. Quando digo onde moro, há quem reaja dizendo: "que chique!". Como assim chique? Já imagino as vacas holandesas com sinos de cristais Svarovski no pescoço e os pastos sendo adubados por Veuve Clicquot. É apenas um lugar, gente. Onde as pessoas estão nascendo, crescendo, se reproduzindo e morrendo. Ralando. Igualzinho à gente. Todo mundo faz cocô.

Muitos já escreveram sobre isso melhor do que eu, mas não custa repetir: se você faz parte da classe média no Brasil, muito provavelmente tem bem mais mordomias do que uma pessoa de classe média na Europa. Afinal, como a disparidade de renda não é absurdamente alta como no Brasil, não existe uma série de serviços a custo de banana, prestados por pessoas que tiveram pouco ou nenhum acesso à educação. Não tem empregada para lavar sua privada, cozinhar e passar sua roupa, tudo incluído no mesmo pacote. Não tem quem empacote sua compra no supermercado e depois leve até seu porta-malas. Não tem manicure para fazer suas unhas toda semana. Não tem quem monte seus móveis quando você se muda. Não tem porteiro, não tem elevador de serviço. E por aí vai. Pelo menos não sem que isso cause um rombo no seu orçamento. As pessoas se viram sozinhas, afinal de contas a mão delas não vai cair se empacotarem as próprias compras [il GRASSETTO è mio].

(E, como disse o Ducs, existe uma relação direta entre ter que limpar a própria privada e poder sair com seu MacBook na rua, sem medo. A violência no Brasil nunca vai melhorar enquanto a renda e as oportunidades não forem melhor distribuídas. Mas parabéns para vocês que acham que basta diminuir a maioridade penal e descer o cacete na favela. Viver entrincheirado em carros blindados e condomínios fechados é o preço que você paga pela privada que não lava)

País rico/desenvolvido significa país onde toda ou a grande maioria da população tem acesso a condições dignas de sobrevivência. Um teto sobre sua cabeça, comida, roupas. Não é democracia de carro Mercedes e bolsa Chanel. A maioria dos europeus está vivendo de uma maneira bem mais simples que você. Fazendo festas infinitamente menores para seus filhos. Comprando muito menos pares de sapato. Não têm chão de porcelanato e não estão nem aí para o formato da cuba do banheiro. Afinal, só precisa ostentar quem precisa se diferenciar a todo custo dos pobres para ser bem tratado. Viver bem é uma coisa, luxo é outra.

Se você curte uma vida de luxos, mordomias e tratamento de dotô, nascer classe média em um país tão desigual é o melhor que poderia ter te acontecido. Afinal, por aqui até o ministro vai trabalhar de bicicleta e metrô.

2. Nem tudo funciona perfeitamente sempre


Vivo reclamando do sistema de saúde holandês, focado quase que exclusivamente em cura. Eles não têm uma mentalidade voltada para a prevenção. Este é o país europeu onde mais se morre de câncer, por exemplo, porque as pessoas o descobrem tarde demais. Sempre acham que não carece ir ao médico por algo "pequeno". Quando vão, mesmo o médico pode achar que a reclamação é muito "pequena" e não a investigam. Faça um dramalhão mexicano ou voltará para casa apenas com um paracetamol. Conseguir autorização para fazer um reles exame de sangue me dá o mesmo sentimento de passar uma fase difícil num video game. Um dia desabafei sobre isso no Facebook e recebi o seguinte comentário: "nossa, mas eu achava que aí era perfeito!".

Mas como poderia ser perfeito? Sistemas e instituições são geridos por pessoas. Logo, são suscetíveis a falhas. Aqui também coisas atrasam ou são feitas nas coxas. Humanos. O país pode ter mais recursos e, por isso, as coisas tenderem a ser mais bem geridas. Mas depende da coisa em questão. Diversas variáveis além de dinheiro podem influenciar a qualidade dos serviços -- como neste exemplo, em que a praticidade holandesa acaba gerando uma mentalidade "deixa de frescura" que impacta o sistema de saúde. Perfeição não existe.

3. Saudade será o menor dos seus problemas

Se medo de sentir muita saudade é o que te prende ao Brasil, não tema. É claro que isso depende de quão apegado você é às pessoas. Mas, se já considera a possibilidade de ir morar em um país distante, assumo que você já seja mais desprendido (caso contrário, por que causaria tamanho sofrimento a si mesmo?).

A grande verdade é que você vai se acostumar com a ausência física de familiares e amigos. O que não significa que eles ficarão de fora da sua vida. Skype quebra demais o galho -- e, acredite, sua relação com seus pais ficará até mais próxima. Converso muito mais com minha mãe hoje, em nossos encontros no Skype, do que quando morávamos juntas.

Você vai aprender que amizades são circunstanciais. A maioria delas só perdura enquanto vocês partilham um determinado espaço ou situação. Tanto é que perdemos contato com a maioria dos amigos de escola, faculdade, antigos empregos. Poucas são as pessoas que ficam depois de muitas temporadas. Você vai fazer novos amigos em seu novo país e, mais consciente de que as pessoas vêm e vão, vai se tornar menos apegado. Vai aprender a ficar sozinho, se ainda não sabe.

A maioria dos amigos que vai fazer serão outros imigrantes. Normal, afinal é a circunstância que vos une. Boi preto reconhece boi preto. Como não haverá família por perto para ajudar na hora do aperto, essas amizades podem se tornar bem intensas. Mas expatriados estão sempre indo embora. Seja porque o mestrado acabou, porque surgiu uma oportunidade de emprego melhor em outro canto ou simplesmente porque deu na telha. Aí, se for se apegar a todo mundo, ai de você. Brinco que a vida de imigrante é uma cópia mais acelerada da vida comum. Todo mundo vai embora, eventualmente. Conosco, o ciclo só acontece mais rápido.

Saudade de coisas e comidas também é facílimo de lidar. A comida do Brasil é ótima? É, mas os outros povos também têm suas gostosuras. Ninguém morre sem mandioca e a gente acaba se acostumando com os novos hábitos alimentares. Dependendo de onde você for morar, sempre haverá a lojinha de produtos brasileiros para quebrar um galho.

Resumindo: a saudade só vai te matar se você não estiver aberto às novas experiências. Mas, se for este o caso, sair do Brasil pra quê mesmo?

4. Ser diferente o tempo todo será o maior problema


Vamos supor que você fale inglês fluente, aprendeu desde pequeno, e vá para um país onde este seja o idioma oficial. Tire o cavalinho da chuva que você não vai se passar por um local. Não por muito tempo. Pode ter o melhor sotaque do mundo, em algum momento algo vai te denunciar. Alguém vai se referir a uma musiquinha infantil que você não cantou. Ou a uma celebridade da qual nunca ouviu falar. Uma gíria que você não conhece. Você pode ter o domínio da língua, mas não domina todas as referências. Simplesmente porque não nasceu ali.

Se você for louco como eu e for para um país cuja língua você não fala, pior ainda. Na Hungria, eu vivia numa bolha de estudantes estrangeiros, já que não planejava ficar lá por muito tempo e, como escreveu Chico Buarque, o húngaro é a única língua que o diabo respeita. Toda vez que saía da bolha e precisava resolver um pepino com um atendente que mal falava inglês, me sentia uma pateta.

Depois, tive que aprender holandês do zero, enquanto todo o resto do mundo falava holandês à minha volta. Ok, aqui todo mundo tem um bom nível de inglês, então jamais fiquei incomunicável (pré-condição para que eu cogitasse ficar aqui no longo prazo). Mas não é essa a língua das ruas. Não é essa a língua da televisão, dos jornais. Se quisesse participar da sociedade, tinha que aprender holandês. Porém, mesmo que você seja o melhor aluno do mundo, não se domina um idioma da noite para o dia. Será um longo processo, durante o qual você se sentirá um pateta incontáveis vezes. Hoje, tenho um bom nível do idioma. Entendo uns 80% do que falam e consigo me expressar razoavelmente, contanto que não seja um assunto demasiado complexo. Sou capaz de resolver pepino no banco e declarar o imposto de renda. Mas não sem cometer alguns erros gramaticais. Ou falar frases gramaticalmente corretas, mas que soam um pouco estranhas. E é sempre um pequeno parto. Ainda não me sinto 100% à vontade com a língua.

Não conseguir se expressar a contento é das coisas mais frustrantes que já senti. Querer dizer algo mas não saber a palavra. Ter a palavra desejada vindo em 479 línguas na sua cabeça, menos na que você precisa. Ter que fazer sua frase dar mil voltas para expressar algo que seria simples -- e no fim não ter muita certeza se o outro entendeu o que você queria dizer. Saber responder ao que lhe perguntaram, mas demorar mais que um segundo para as palavras saírem da sua boca e aí a pessoa trocar para o inglês julgando que você não sabe nada. Tudo isso me acontece diariamente e sem dúvida afeta as minhas relações. Não sou um deles. Mesmo quando me tornar fluente, jamais serei.

A diferença não está apenas estampada na forma como falo, mas no meu rosto (apesar da Holanda ser um dos países mais multiculturais da Europa, a maioria continua sendo alta, loira dos olhos azuis). Está na cara -- literalmente -- que não sou daqui. Está também evidente na forma como penso, sinto e reajo a diversas coisinhas, desde o jeito como lavo a louça (holandeses enchem a pia inteira de água e lavam seus pratos ali dentro) até a forma como falo com meu chefe (ele me deu uma nota negativa em minha avaliação anual, dizendo que eu deveria ser mais assertiva ao... Criticá-lo!).

Embora desvendar esse novo mundo e seus códigos seja interessante e divertido -- foi para montar esse quebra-cabeça que vim, afinal -- , tem hora que cansa. Tem hora que você só gostaria de estar num lugar onde todo mundo te entendesse e você entendesse todo mundo. Não precisar fazer esforço algum. É disso que você sentirá mais saudade.

Houve uma época em que sofri um bullying danado na escola. Mas, por pior que fosse, não ficava na escola o dia inteiro. Havia outros lugares onde eu não me sentia a única diferente. Hoje, não tem folga. Sou a diferente o tempo todo.

5. Você vai sofrer preconceito

Se você é uma pessoa branca, heterossexual, de classe média e com curso superior como eu, não está acostumado a sofrer preconceito. Ok, sou mulher e existe o machismo -- mas, tirando isso, no Brasil as demais portas estão abertas para mim. As pessoas me tratam bem automaticamente. Nem preciso dizer que não é sempre o caso quando se é imigrante, certo? Para começar, aqui eu não sou considerada branca. E, muito provavelmente, você também não será.

Não há um só dia em que eu não abra o jornal e não veja pelo menos uma coluna dizendo que o país já está "cheio", que é preciso apertar ainda mais as leis de imigração, que são os imigrantes a aumentar os níveis de criminalidade. Apesar dos privilégios acima mencionados também me quebrarem um bom galho aqui (definitivamente, é melhor ser um imigrante altamente qualificado do que o contrário), há pessoas que não vão hesitar em demonstrar que não sou exatamente bem-vinda por eles. É preciso criar uma casca grossa para lidar com isso.

Alguns holandeses parecem querer que os imigrantes se livrem de todo e qualquer traço cultural de seu lugar de origem, comportando-se como ventríloquos ou tietes da cultura holandesa. Temos que puxar o saco deles para demonstrar agradecimento por estar neste pedaço de chão. Mas, como disse acima, jamais seremos um deles. O máximo que conseguiremos é ser uma cópia mal feita. E eles, mais do que ninguém, sabem disso. Xenófobos jamais admitirão que os forasteiros sejam iguais. Mas eles querem que a gente tente mesmo assim. Felizmente, o bullying da época da escola me mostrou que isso não compensa. Viver querendo agradar "a turminha popular", viver para ganhar uma estrelinha de aprovação na testa, não é vida.

Então é preciso diariamente empinar o nariz e jogar um beijinho no ombro -- o que nem sempre é fácil. Tem hora que o azedume dos outros acaba te afetando. Vira e mexe tenho de repetir a mim mesma que estou aprendendo holandês porque EU quero, porque me interessa, porque enriquece a minha experiência por aqui, porque me conecta melhor com meu namorado e sua família. E não porque uma pessoa aleatória na rua foi grossa comigo ao perceber que eu não dominava o idioma. O país não é propriedade dela, não devo satisfações a ela, não é a ela que eu devo ser agradecida. Se eu não faço questão de agradar todos os brasileiros, por que me imporia a obrigação de agradar todos os holandeses? Não gostou, pega eu.

Basicamente, você troca um país onde tem problemas por um país onde você é o problema. Esta queda, esta perda de privilégios te faz criar consciência sobre as pessoas que nem precisam sair de seu país para serem tratadas assim. Lembra na época das eleições, quando circulou o tweet de uma pessoa dizendo: "malditos nordestinos que elegeram a Dilma, vou me mudar pra França"? A primeira coisa que pensei foi: "vá mesmo! Aí você vai ser tratado pelos franceses da mesma forma como trata os nordestinos".

Lidar com eventuais babacas é, no entanto, a parte mais fácil. A pior faceta do preconceito é a burocracia. Se você não tem cidadania europeia, prepare-se para ser inundado por ela, afinal os babacas elegem políticos que lutam para deixar as leis de imigração cada vez mais Kafkianas. Tem um post enorme em meu blog sobre como consegui meu primeiro visto de trabalho. Engraçado ver como estava aliviada quando o escrevi, como se meus problemas tivessem acabado. Mal sabia eu que, no ano seguinte, enfrentaria mais burocracia para renovar o visto. Todo ano tem novas regrinhas, todo ano tem mais encheção de saco. Você tem que ficar o tempo todo se justificando e suplicando para continuar dentro de uma linha imaginária que traçaram sobre um pedaço de terra.

Você está preparado para passar por tudo isso? Bom, na verdade, ninguém está. É daquelas coisas que a gente só aprende fazendo, dançando conforme a música. Tem que se jogar. Mas é preciso que você se jogue de forma realista. Se você sonha em sair do Brasil para fugir de problemas, pense novamente. Mas, se você gosta de um bom quebra-cabeças, divirta-se. Vale a pena. Eu faria tudo de novo.

Fonte: BrasilPost
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