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giovedì 31 dicembre 2015

Questa notizia non é nuova, almeno per me, dato che ne avevo parlato giá in passato, anche se non ricordo dove. Premetto che a me la birra brasiliana piace, proprio perché, grazie alla grande percentuale di mais, rimane leggermente piú dolce della classica lager tedesca. Ma non posso fare a meno di pensare che, ancora una volta, i brasiliani non capiscono niente di gastronomia o enologia, e che il concetto di "qualitá" per loro é qualcosa di molto relativo. Altra considerazione é che questo loro "jeito" di fregare il prossimo, chiunque egli sia, ce l'abbiano proprio nel sangue.

Grandes marcas nacionais como Kaiser, Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Itaipava trocam cevada por milho transgênico.

O Brasil, que hoje é o terceiro maior produtor da bebida no mundo, tem na cerveja a bebida preferida dos mais de 200 milhões de habitantes. Mas, curiosamente,a bebida que é servida por aqui, na grande maioria dos casos, não é cerveja.
A "Reinheitsgebot", Lei da Pureza da Cerveja, foi promulgada em 23 de abril de 1516 pelo Duque Guilherme IV da Baviera e tinha como objetivo regular a fabricação da bebida em território alemão. O texto era simples, dizia que a cerveja só poderia ser feita com três ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo. Até hoje: mais de quinhentos anos depois, a maioria dos cervejeiros alemães ainda segue a receita à risca.
O mesmo não acontece por cá. Grandes marcas nacionais como a Kaiser, Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Itaipava se aproveitam de uma "brecha" na legislação brasileira para não usarem cevada em suas bebidas. Aqui é permitido que até 45% do malte de cevada seja substituído por outras fontes de carboidratos mais barata. O que entra na garrafa então é milho transgênico, produto que existe em abundância no país e que reduz drasticamente o custo das cervejarias. Nosso país está entre os maiores produtores de transgênicosdo mundo; aproximadamente 90% do milho brasileiro é não orgânico.
Para saber do que é feita sua cerveja preferida, basta ler o rótulo da embalagem. Normalmente, a descrição diria: água, malte de cevada e lúpulo, ou água, cevada e lúpulo. No entanto, nas marcas nacionais citadas acima, a composição descrita retira o malte de cevada e inclui a expressão 'cereais não maltados'. A 'nova fórmula' da bebida no Brasil começou a ser posta em prática a partir de 2007, quando o Ministério da Ciência e Tecnologia liberou a comercialização de milho transgênico em território nacional. Esta mudança impede que o consumidor saiba do que realmente é feita a bebida, pois em todos os casos não é especificado que tipo de cereal é utilizado na fabricação da cerveja.
Em 2013, uma pesquisa de cientistas brasileiros da Unicamp, USP e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi publicada no "Journal of Food Composition and Analysis" (jornal científico internacional com estudos sobre a composição dos alimentos) demonstrando o alto grau de adulteração da cerveja brasileira. O consumidor deve, portanto, pensar bem antes de comprar a cervejinha para o churrasco. O risco de levar gato por lebre é grande. 
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lunedì 21 dicembre 2015


Questa la devo proprio pubblicare!

È stato da poco recensito il risultato sul HDI (Indice di Sviluppo Umano) dell'Onu. Per il 12° anno consecutivo la Norvegia svetta al primo posto, mentre il nostro caro Brasile al 75° (l'Italia, solo per curiosità, é al 27°). Sentendosi forse in colpa per tale basso valore o per cercare di diminuire, in qualche modo, questa grande differenza, che cosa ti hanno inventato questi "bravi" giornalisti brasiliani? Cinque motivi per non essere dei fan della Norvegia!

Proprio cosí. Evidentemente avranno fatto una ricerca socio-politica-economica dettagliata su questo paese scandinavo, quindi avranno trovato dei seri e reali motivi per poter dire "Guarda che la Norvegia non é poi cosí quel bel paese in cui vivere", e detto questo da un brasiliano giá dá un'idea di quello che possiamo leggere.

1° motivo: le tasse. Secondo l'articolo é il paese in cui si pagano piú tasse al mondo. Peccato che il Brasile sia uno dei paesi con una delle pressioni fiscali piú alte al mondo (36%), con la differenza che in Norvegia le tasse si pagano ma i risultati si vedono, in Brasile...

2° motivo: la birra molto cara! Questo sicuramente é il motivo piú serio per un brasiliano. Se poi gli dite che in Norvegia non fanno il churrasco state tranquilli che eviteranno quel paese come la peste. 

3° motivo: le morti per droga. Evidentemente si sono dimenticati dell'uso indiscriminato di crack qui in Brasile o delle morti per assalto e altro. Succede.

4° motivo: la benzina cara. Certo, perché invece qui in Brasile costa poco. Ma fatemi il piacere!

5° motivo: i lupi norvegesi sono in pericolo. Si, avete letto bene. Non stanno dicendo che andare in Norvegia é pericoloso per i lupi, ma che questi poveri animali ormai sono enormemente in calo, quasi decimati. Triste come notizia, ma non mi sembra che sia un motivo per dire "Ah no, in Norvegia non ci vado!"

Bene, ora sapete anche voi perché la Norvegia non é poi quel gran bel paese di cui dicono. Brasiliano avvisato...

Fonte: UOL
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lunedì 14 dicembre 2015


E in questo Brasile disastrato, dove la disoccupazione attinge record storici, così come l'inflazione, dove aldilà dei soliti problemi che conosciamo tutti e che mai verranno risolti, dove l'attuale presidente Dilma Rousseff é in lotta per non farsi destituire (ma che in ogni caso, come sempre, tutto si risolverà in una farsa come solo i brasiliani sanno fare), sembra che la preoccupazione del momento, dato che ci stiamo avvicinando all'inizio della sempre più torrida estate, sembra che sia come lasciare alla perfezione il segno del bikini (perché dovete sapere che vedere il segno del costume su un corpo abbronzato é il massimo della sensualità e eleganza). Così ecco inventare sistemi come, per esempio, usare il nastro isolante per creare una traccia perfettamente rettangolare. 


E ci sarebbero altre notizie di tale livello accademico, ma come io sono estremamente ignorante preferisco rendervi partecipe del fatto che nel 2014 il Brasile ha migliorato di 4 punti il IDH (Indice di Sviluppo Umano) confronto il precedente del 2013, passando così dal 79° posto al 75°. Ora abbiamo un motivo per festeggiare il Natale, soldi del cenone permettendo. Per chi fosse interessato a vedere la classica completa, andate QUI.

Depois de escalar três posições entre 2009 e 2014, o Brasil desceu um degrau no ranking do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) deste ano, que será divulgado nesta segunda-feira, 14, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Ultrapassado pelo Sri Lanka - ilha ao sul da Índia com cerca de 21 milhões de habitantes, que teve crescimento mais acelerado -, o País ficou em 75º lugar, entre 188 nações e territórios reconhecidos pela ONU.
Levando em conta indicadores como expectativa de vida, tempo de escolaridade e renda, o IDH brasileiro ficou em 0,755 - um leve aumento em relação a 2013, quando registrou 0,752, mas insuficiente para evitar a queda na lista. O Brasil, porém, segue enquadrado entre os países da categoria de Alto Desenvolvimento Humano, junto com México, Uruguai, Venezuela e Cuba, que estão mais bem colocados.
Dos 188 países, 45 conseguiram aumentar o índice em comparação com o último relatório, no ano passado. Sete deles estão na América Latina. Entre os que caíram, como o Brasil, outros dez são do mesmo continente. O índice é desenvolvido há 24 anos pelo Pnud, e, quanto mais próximo de 1, melhor a situação do país. Noruega, a primeira colocada, tem índice de 0,944. O pior indicador foi novamente do Níger, na África: 0,348.
Segundo os dados, a expectativa de vida do brasileiro é de 74,5 anos e a média de anos de estudo é de 7,7 - ambos indicadores aumentaram em relação ao ano passado, quando eram, respectivamente, 74,2 e 7,4. Porém, a renda per capita caiu de US$ 15.288 para US$ 15.175.
As discrepâncias na expectativa de vida, na educação e na renda da população brasileira fazem com que o IDH do país sofra uma perda de 26,3% quando ajustado à desigualdade. "Um país pode ter um Índice de Desenvolvimento Humano altíssimo, mas se é muito desigual, isso vale menos", explica a coordenadora nacional do relatório, Andréa Bolzon, que prevê a possibilidade de que o relatório do ano que vem já reflita os impactos da crise pela qual o País atravessa atualmente.
Bolsa família e PAC
O relatório de 272 páginas menciona o Brasil dez vezes. Em três delas, a referência é ao Bolsa Família, programa social do governo federal lançado no ano de 2003. O documento afirma que, "apesar das preocupações iniciais de que a transferência de renda poderia causar declínio nas taxas de emprego, a experiência tem sido encorajadora" e "pode ser replicada em outras partes do mundo".
O documento destaca que desde seu lançamento, o programa permitiu que cinco milhões de pessoas deixassem de viver na pobreza extrema, e até 2009 havia conseguido reduzir a taxa de pobreza em cerca de oito pontos porcentuais.
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O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também é citado como uma iniciativa que poderia reduzir a desigualdade de oportunidades. "Com os incentivos corretos, o setor privado pode ser induzido a cumprir um papel importante na construção de infraestrutura física. Esses investimentos vão imediatamente criar trabalho para trabalhadores pouco qualificados."
Trabalho
O tema central do relatório neste ano é "O Trabalho como Motor do Desenvolvimento Humano", uma relação que nem sempre é automática: no mundo inteiro, há 168 milhões de crianças em situação de trabalho infantil, 21 milhões de pessoas submetidas ao trabalho escravo e 30 milhões de empregados em setores que oferecem riscos, como os trabalhos em minas.
Mais: 830 milhões são trabalhadores pobres, ou seja, trabalham, mas vivem commenos de US$ 2 por dia.
Do levantamento com índices oficiais dos 188 países, concluiu-se que mais de 204 milhões estão desempregados. Os jovens respondem por 36% do total.
Apesar desses indicativos, o relatório afirma que, nos últimos 25 anos, "graças à melhoria na áreas de saúde e educação, além da redução da pobreza extrema", 2 bilhões de pessoas deixaram os baixos níveis de desenvolvimento humano no mundo.
Fonte: BrasilPost


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venerdì 27 novembre 2015


È incredibile come in questo paese non puoi fidarti di nessuno, nemmeno della fortuna. Se é vero che la dea bendata é cieca evidentemente qui in Brasile hanno trovato il mondo di renderle la visione. Di cosa sto parlando? Del vincitore della Mega Sena.

Vediamo di capire insieme quanto é successo. Mercoledì scorso, 25 novembre, si é svolto il sorteggio della Mega-Sena, forse la piú famosa lotteria brasiliana. Questa volta il gioco si era fatto molto interessante, dato che il premio per chi accertasse i sei numeri sorteggiati, era di 205 milioni di reais. il premio piú grande di tutta la storia della Mega Sena.

Quindi cosa succede? Alle 20:30 avviene il sorteggio, ma sembra che nessuno abbia vinto il primo premio. Solo qualcuno é riuscito a indovinare 4 o 5 numeri, ma non tutti i sei. Infatti nessuno, né la Globo né nessun giornale, annuncia il vincitore. Dopo due ore, pur in un'era informatica, non si era trovato un vincitore. Anche il sito della Caixa Economica Federal, che amministra tutte le lotterie brasiliane, non annunciava nessun vincitore. Poi, all'improvviso, il sito della Caixa é andato fuori di sistema, e quando é ritornato online, come per miracolo, ecco apparire un singolo vincitore di 205 milioni nello Stato di Brasilia. Strano no?

Ora sembra che un senatore voglia investigare meglio su questa faccenda, ma il discorso finale é che in questo paese anche la dea Fortuna fa uso del classico "jeitinho brasileiro", cioé di mettertelo in quel posto in qualunque occasione.

Forse qualcuno troverá tutto questo un'esagerazione, forse addirittura simpatico o bello che ci sia stato un fortunato vincitore. Io invece trovo che sia una cosa molto triste, perché vuol dire che non puoi veramente fidarti di nessuno, nemmeno sognare di vincere qualcosa perché tutto qui viene manipolato e corrotto. Come non mi piace questo paese! Non riesco a vedere una sola cosa buona. Eppure, credeteci o no, sono per natura una persona ottimista. Ma in fondo, perché me la prendo? Io nemmeno gioco alla lotteria!
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lunedì 16 novembre 2015


Io rimango allibito, direi quasi scioccato, nel vedere su alcuni social media (Tipo Facebook e Twitter) i commenti e/o le immagini di molti brasiliani su quanto é accaduto il 13 di questo mese a Parigi. Tutti a piangere su questo crudele attentato, tutti a lamentarsi per questa tragedia, tutti a mettere una bandiera della Francia sulla propria immagine del profilo... e fin qui va bene,

Il problema é che sembra che facciano a gara su quale tragedia sia più terribile, se quella di Mariana di Minas Gerais o l'attentato di Parigi. Ecco allora un'infinità di persone criticando chi posta, in qualunque modo, il proprio sdegno o dolore sulle vittime francesi. Secondo questi individui appoggiare o solo comprendere le vittime innocenti che si trovavano a Parigi denota la classica "sindrome do vira lata", tipica attitudine dei brasiliani nel sentirsi inferiori verso gli altri paesi stranieri.

Ma ragazzi, nessuno sta dicendo che la tragedia di Mariana sia una cosa di poco conto. Oltre ai morti, feriti, famiglie e case distrutte dobbiamo pensare anche al disastro ambientale che é avvenuto. Non ha importanza dove siano morte più persone e nemmeno il motivo di tale avvenimento. Il dolore e la sofferenza é uguale in tutti e due i paesi. Quindi finitela col dire "Sí, Parigi é triste, ma anche Mariana...", "Non dimenticate di Mariana" e altre amenitá del genere.

Smettetela di essere brasiliani e pensate che vivete su un pianeta con altre nazioni e popoli. La morte e il dolore non ha confini. Vi rendete solo ridicoli continuando a fare questo.






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Un testo interessante di Daniel Duclos, tratto dal suo blog "Ducs Amsterdam".

4 Efeitos colaterais inesperados de morar na Holanda

Eu já falei bastante de adaptaçãochoque culturalvantagens e desvantagens de morar fora, coisas bem mais profundas. Mas vir pra Holanda teve certas influências mais sutis do que eu voltar do supermercado mascando drop e carregando batatas, boerekool, rookworst pra fazer stampot. (Já aconteceu).

4. Eu fiquei muito menos "formiga"

Após anos morando na Holanda, eu percebi como meu paladar no Brasil era viciado em açúcar. Com a distância e o tempo, níveis de doçura que antes eu achava perfeitamente normais agora acho enjoativos. Quando vou pro Brasil acho difícil encontrar algumas coisas sem adição de qualquer adoçante - natural ou artificial, e as pessoas que conheço no Brasil nem parecem sequer notar que o produto está adoçado.

3. Eu fiquei mais resistente ao clima

Aposto que você pensou que eu to falando só do frio. Bom, também, mas não só: ao calor, chuva... Se expor ao clima virou parte da rotina, e isso era diferente de quando eu morava no Brasil. Lá, eu dizia: "ah, tá chovendo, vou ficar em casa", "tá frio, não vou sair"... aqui, já saí pra comer fora pedalando com 3 graus e chuva... mesmo porque se for esperar tempo bom, com temperaturas perfeitas pra sair de casa, na Holanda você vai sair umas 6 horas por ano. Mas a verdade é que o clima aqui parece ter grande influência sobre sua vida, mas ao mesmo tempo, você desenvolve mais resistência a ele.

2. Descobri que ignorância sobre outros países é uma via de mão dupla

A gente sempre reclama de "ah, esse gringo nem sabe que no Brasil se fala português e qual é a nossa capital" e daí eu encontrei um cara do Zimbabwe e descobri que eu sabia nada do Zimbabwe, nem língua (eles tem, segundo a Wikipedia, 16 línguas oficiais) nem capital (Harare), e encontrei gente de Suriname e, apesar de vizinhos do Brasil, eu sabia quase nada sobre o Suriname e quebrei a cara porque achava que a capital do Canadá era Toronto (É Ottawa, que se pronuncia mais pra "ótoa" do que "otáua"), e a capital da Austrália não é Sydney, mas Canberra (thanks, Tim!) e por aí vai.
Aprendi a ouvir e perguntar mais e reclamar menos da ignorância dos outros sobre nosso Brasil varonil.

1. Parei de assumir um monte de coisas como sendo "no Brasil é assim"

Quando falo com leitores do blog, eles são de toda a parte do Brasil, e um monte de coisas que eu assumia que "no Brasil é assim" eu descobri que na real é "onde eu morava é assim", e está longe de ser uma coisa que rola no país todo.
E foi saindo do Brasil que passei a entendê-lo melhor.
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sabato 14 novembre 2015



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lunedì 9 novembre 2015


Leggendo il mio blog si nota chiaramente che il Brasile non mi piace e che non è un luogo adatto a me. Quindi è normale che qualcuno mi chieda perché non torno in Italia. Sono innumerevoli le volte che mi sono sentito dire “volta no seu país”, addirittura anche da famigliari o persone a me vicine. Ma quando sento queste cose non mi arrabbio né mi sento offeso, perché penso che sia normale dire questo a una persona che non si trovi bene dove stia. Forse anch’io direi queste cose a qualche straniero che parlasse male dell’Italia, quindi…

Ma allora perché non torno in Italia e perché sono venuto a vivere in Brasile?

Non è mia intenzione raccontare in questo post la mia vita (anche se tutto sommato assomiglia molto a una novela) quindi non entrerò molto nei dettagli.  Sono per natura chiuso e riservato e raccontare i miei fatti personali non mi è mai piaciuto. Però qualcosa la posso dire.

A me piace l’Italia. Ma non perché ci sono nato. Mi piace proprio come paese. Penso che sia uno dei posti più belli del mondo. Inoltre io ho avuto la “fortuna”, se così possiamo dire, di vivere in un’Italia dove le strutture pubbliche e i servizi funzionavano a dovere. Quando leggo che a Roma o in qualche città del meridione la sanità fa schifo io ci credo. Ma grazie a Dio dalle mie parti (Novara/VCO) non ho mai avuto problemi. In Italia avevo tutto ciò che mi serviva: un bilocale arredato con mobili economici ma molto accogliente, un lavoro, una macchina, una famiglia e amici. Non ho mai avuto molti soldi (e mai li avrò) e ho sempre fatto lavori semplici. Però dall’età di 15 anni non ho mai smesso di lavorare nemmeno un giorno.

Quando ero giovane e ancora in Italia a volte pensavo di andare a vivere all’estero. Leggevo di storie di immigrati in paesi lontani ed esotici e mi piaceva immaginare a come sarebbe stata la mia vita in un altro paese. Però non ho mai pensato al Brasile. Qualche volta forse nel Centro America ma mai a questo paese così colorato e rumoroso. Per la verità, se avessi potuto scegliere, ero molto più attratto dai paesi scandinavi, come Svezia o Norvegia. Non ho mai amato il caldo e sempre adorato le montagne e quando vedevo alcune foto delle foreste norvegesi rimanevo sempre incantato.

Ma poi un giorno ho conosciuto mia moglie. Non sto qui a spiegare come e perché, ma rimane il fatto che la conobbi e che per alcuni anni ci parlammo attraverso il vecchio Messenger. Da li cosa nacque cosa, ci piacemmo, andavamo d’accordo e fu così che iniziai a venire in Brasile. Non sono mai andato però in località turistiche né in alberghi lussuosi. Venivo in Brasile e stavo nella casa di mia moglie, insieme alla sua famiglia. Vivevo con loro e come loro, mangiando arroz e feijão, andando allo shopping e facendo le classiche cose che si fanno comunemente qui. Mia moglie e la sua famiglia sono persone semplici, ma non hanno mai vissuto in una favela. Il bairro in cui viviamo ancora adesso è vicino al centro e la casa di mia suocera è di quasi 300 m2.

Quindi per farla breve ci siamo innamorati e poi sposati (tengo a precisare che mia moglie non è la classica mulatta brasiliana né una piriguete, ma una donna normale e seria di circa 40 anni).

L’idea originaria era che lei venisse a vivere in Italia fino alla mia pensione. Lei amava l’Italia, anche se non c’era mai stata, e io non me la sentivo di lasciare tutto (casa, lavoro e famiglia) per buttarmi allo sbaraglio in un paese straniero. E così fu. Ci sposammo civilmente e dopo una settimana lei e sua figlia vennero in Italia. Ma non durò molto.

Come ho detto mia moglie amava l’Italia. Ma non c’era mai stata. Lei è stata molto coraggiosa nel lasciare il suo paese e venire nel mio, ma l’amore e il coraggio non è stato abbastanza. Probabilmente lei si era lasciata incantare da una visione distorta della realtà. Forse pensava che l’Italia fosse come si vede nei film o nelle pubblicità. Inoltre una cosa è andare a vivere, che so, in Calabria o in Sicilia, in una regione calda e vicino al mare. Oppure nella campagna toscana. Un’altra è trovarsi in un paesino di 19 mila anime nel nord dell’Italia. Lo shock culturale e climatico è stato troppo per lei. Inoltre, come tutti i brasiliani, sentiva molto la mancanza della sua famiglia (tutti dicono che noi italiani siamo dei mammoni… evidentemente non conoscono i brasiliani). Fatto sta che cominciò a odiare il mio paese e alla fine decise di tornare in Brasile.

A quel punto io cosa potevo fare? Ci eravamo appena sposati. L’idea di andare a vivere in Brasile dopo la mia pensione c’era ancora, ma avremmo potuto vivere separati per 10 o 15 anni? Certamente no. Avrei dovuto separarmi da lei? No. Ci amavamo e ci amiamo ancora, e ritengo il matrimonio una cosa molto seria. Quindi l’unica soluzione era che anche io andassi a vivere in Brasile.

Come ho detto non ho mai avuto molti soldi e facevo un lavoro semplice. A parte la mia famiglia non avevo beni materiali o una professione così gratificante che mi impedisse di lasciare il mio paese. Quindi organizzammo la cosa. La sorella di mia moglie ci trovò una casa, suo fratello un lavoro e così venimmo in Brasile.

Quindi nessuno mi ha messo una pistola alla tempia obbligandomi a emigrare. Fu una scelta pensata e ponderata da entrambi ed era l’unica soluzione possibile per stare insieme. Quando dico che io sono qui per amore dico il vero. Non sono venuto in Brasile perché non mi piaceva stare in Italia (esattamente il contrario) né per questioni economiche. Sono qui per passare il resto della mia vita con la persona che amo, solo questo.

Il problema è che la realtà è sempre diversa da quella che si immagina. Ero già stato in Brasile cinque volte e come ho detto ho sempre vissuto con e come i brasiliani, quindi pensavo di conoscere bene questo paese. Ma dal momento in cui mi resi conto che questo sarebbe stato il luogo in cui avrei trascorso il resto della mia vita e che non avrei mai più fatto ritorno in Italia le cose cambiarono.

È quello che dico sempre: tu puoi venire tutte le volte che vuoi in Brasile, ma in ogni caso sai sempre, a volte inconsciamente, che se le cose non dovessero andare come speravi puoi sempre tornare in Italia, che esiste sempre una scappatoia. Ma io non potevo tornare e non avevo vie d’uscita.

Per venire qui ho dovuto lasciare il mio lavoro e la mia casa, vendere (sarebbe meglio dire regalare) tutto, ma proprio tutto quello che avevo. Per vivere in Brasile io e mia moglie ci siamo dovuti indebitare fino al collo per comprare quello che si serviva, dai mobili fino alla carta igienica.

Ora qual è il lato engraçado? Mia moglie, forse abituata a questo italiano chato e rendendosi conto, pur essendo brasiliana DOC, che le cose in Brasile non vanno poi così bene, adesso sogna di tornare in Italia. Ovviamente non in quel freddo paesino del Piemonte ma in qualche città del sud. Peccato che ciò non sia più possibile. Alla venerabile età di 54 anni, quasi 55, non potrei mai trovare un lavoro per me nel caso tornassi nel mio paese. E non ho i soldi per comprare quello che ci servirebbe per vivere, per pagare un affitto e per fare tutte quelle cose per assicurare una vita semplice ma dignitosa. Quindi anche se io e mia moglie adesso volessimo tornare in Italia non è più realizzabile.

Badate bene, io sapevo questo fin dall’inizio. Sapevo che lasciando l’Italia non sarei più ritornato. E, cosa importante, io non sono affatto pentito della mia scelta. È vero, il Brasile non mi piace e mai mi piacerà, però qui posso vivere con la persona che amo, ho una casa, un lavoro e tutto quello che mi serve (compresi un monte di debiti).

Ma ciò non toglie che questo paese e i suoi abitanti siano lontani anni luce da quello a cui ero abituato. Non voglio passare per razzista o avere dei pregiudizi (cosa molto facile qui in Brasile) ma probabilmente se io fossi nato e cresciuto a Napoli o in Sicilia mi sarei trovato meglio in questo paese, per versi molto simile. Ma per un piemontese cresciuto tra laghi e monti vi assicuro che le differenze culturali sono enormi e molto difficili da accettare. Quindi lasciatemi criticare e descrivere quello che, secondo me, è sbagliato. Io non sono abituato a vedere la spazzatura gettata per strada, a mangiare alle tre del pomeriggio o a vivere circondato da mura alte tre metri, sempre con la paura di venire assaltato in ogni istante. Per non parlare poi di alcune cose importanti come lo schifo della sanità pubblica, degli interessi altissimi delle banche e di molto altro ancora.

Non solo. Io dico sempre che vivo come un brasiliano ed è vero. Io mangio arroz e feijao tutti i giorni (ma solo a pranzo), uso il Sistema Único de Saúde (SUS), viaggio di onibus, abito nella casa do fundo di mia suocera, che tra l’altro ha il tetto in Eternit, ecc. Non sono come certi italiani che, fortuna loro, hanno un piano di salute, un carro zero e magari una rendita in euro. È ovvio che queste persone possono solo parlare bene del Brasile. Ma provate a vivere come me e poi ne riparliamo.

So che è difficile da credere, ma io in Brasile ci sto bene. Oltre a mia moglie vivo con 3 cani e 2 gatti, e per uno che come me ama gli animali è il massimo. Lavoro tranquillamente come autonomo, sogno un giorno di comprarmi una chacara e vivere in campagna a contatto con la natura… in poche parole faccio la stessa vita che facevo in Italia, né più né meno. L’unica differenza è che non ho la macchina e questo caldo perenne mi uccide. Ma per il resto va bene. Ma in ogni caso vedo tanta di quella m**da tutti i giorni, vedo così tanta ignoranza che non riesco a non dire niente o fare come se queste cose non esistessero. Nascondere la testa sotto la sabbia o dire “fazer o que” non è del mio carattere.

Quindi ecco spiegati i motivi per cui sono qui e perché non torno in Italia. Spero che d’ora in avanti, cosa però improbabile, nessuno mi venga ancora a dire “torna a casa tua”. Blog sul Brasile ce ne sono a centinaia, forse migliaia. Sicuramente troverete quello a voi più consono alle vostre idee.
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domenica 1 novembre 2015

Sai che novitá! Se per quello parlano un portoghese poco corretto e anche in geografia non é che siano delle "cime".

Levantamento em 25 cidades do País mostra que 75% não sabem médias simples e 63% não resolvem porcentuais


SÃO PAULO - A matemática não é desafio só para quem está na escola. Pesquisa realizada em 25 cidades brasileiras com adultos de mais de 25 anos mostra que a maioria não sabe fazer operações matemáticas simples: 75% não sabem médias simples, 63% não conseguem responder a perguntas sobre porcentuais e 75% não entendem frações, entre outros resultados dramáticos.

Em avaliações similares em países ricos, o resultado é em média quatro vezes melhor. O estudo ainda aborda a rejeição que o tema provoca. A matéria mais detestada foi matemática, com 43% das respostas. A memória que os adultos têm do assunto é até pior: 65% dizem não ter tido facilidade com a disciplina na escola.

Segundo o coordenador do estudo, Flavio Comim, docente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor visitante de Cambridge, no Reino Unido, os dados reafirmam os diagnósticos de que o ensino de matemática tem falhas. “Essas deficiências acarretam impactos econômicos e sociais”, diz ele. “Uma sociedade que sabe pouco de matemática é pouco competitiva, como mostra a comparação internacional. Também mexe muito com a sobrevivência das pessoas, porque define o que você compra, se fará um financiamento”, afirma. Outro resultado do levantamento indica que 69% não sabem fazer contas com taxas de juros.

O estudo foi encomendado pelo Instituto Círculo da Matemática do Brasil, iniciativa da TIM, e 2.632 pessoas foram ouvidas, com idade média de pouco mais de 40 anos. A amostra não foi organizada por renda, mas pelo número médio de anos de estudo, que ficou em torno de 8,3 anos de escolaridade. 

Perfis. Há diferenças quando se olha para quem estudou mais ou menos. Enquanto 28% dos adultos com mais de 15 anos de estudo não sabem fazer regra de três, o índice é de 71% entre quem tem até 8 anos de escola.

No geral, 60% das pessoas tinham matemática entre as disciplinas que não gostavam na escola. Para Katia Stocco Smole, diretora do grupo Mathema, de formação e pesquisa em ensino de matemática, o dado não surpreende, “mas incomoda bastante”. “As pessoas não gostam porque nunca fez sentido para elas. A escola não ensinou a entender o sentido desses conceitos básicos. Quando aprendem, gostam.”

Segundo dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2013, apenas 9,3% dos jovens terminam o ensino médio com o nível adequado na disciplina. Além das falhas na escola, a visão das crianças acaba também influenciada pela ojeriza dos adultos. “Tem um efeito intergeracional e essa aversão vai passando de pai para filho”, diz Flavio Comim.

O representante de vendas Bruno Singer, de 36 anos, diz usar com certa facilidade os conceitos básicos da matemática no trabalho, mas recorre à calculadora nas tarefas mais complexas. “Tenho a impressão de que muito do que estudei na escola eu não uso no dia a dia”, diz ele, formado em Administração. O estudo mostra que 89% das pessoas dizem que nem sequer usam a matemática no dia a dia.

Para o também vendedor Bruno Costa, de 28, a tecnologia ajuda. “No trabalho, as projeções chegam prontas. Mas tem de saber fazer a leitura daquilo”, diz.

Trauma. Ao saber do tema da conversa, a enfermeira Simone Pavani, de 48 anos, já titubeia. “Sempre foi a disciplina que tive de me esforçar mais. Às vezes estou fazendo uma compra e tem um desconto de 10%. Fico me perguntando ‘será que foi isso mesmo?’”, comenta, rindo. “No trabalho me viro bem, mas percebo colegas mais novos com dificuldades.”



Coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Claudio Landim diz perceber uma lacuna na formação dos professores, mas é mais otimista com as novas gerações. “Nós vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico e a matemática está por trás dos programas, do aplicativo de celular. Isso tem despertado interesse cada vez maior”, diz Landim, que é diretor adjunto do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). “Há uma melhora, mas não será da noite para o dia.”

Fonte: Estadão
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domenica 11 ottobre 2015




Oggi parliamo di “comida”, in particolar modo di dolci. Non è la prima volta che tratto questo argomento e sempre affermo, a mio parere con giusta ragione, che i dolci brasiliani sono una porcheria, di una dolcezza a dir poco nauseante. Ma non è di questo che voglio parlare.

Considerando questa “crisi” che sta avvenendo in Brasile, mi è (o era, ancora non ho deciso) venuta voglia di arrotondare lo stipendio facendo qualcosa in casa. Come tutti gli italiani mi so arrangiare in molte cose, ma in quale campo me la cavo meglio? Ci sono tre cose che un po’ capisco: fotografia, computer e cucina. Fare il fotografo lo trovo interessante, so usare abbastanza bene (per oggi concedetemi di lasciar da parte la modestia) programmi come Photoshop, Lightroom e altri, però, se si vuole fare qualcosa di serio, non improvvisato come è abitudine qui in Brasile, aldilà delle conoscenze tecniche servono macchinari e attrezzature che, tanto per cambiare, qui in Brasile costano carissimi. Se poi aggiungiamo che a un fotografo non viene dato il merito e il rispetto dovuto (lo so per certo dato che conosco alcuni fotografi brasiliani) possiamo benissimo scartare, purtroppo, questa professione. Computer: uso il PC da quando è uscito Windows 3.1 (quindi parliamo del lontano 1992), so montare, installare e riparare (ma non a livello hardware) quasi ad occhi chiusi. Ma non ho mai studiato informatica. E considerando che al giorno d’oggi escono ragazzi ancora adolescenti con conoscenze informatiche di ottimo livello, penso che la mia preparazione sia ben poca cosa confronto alla loro. Quindi non resta che la cucina.

Sono italiano, amo cucinare e me la cavo bene tra i fornelli. Aldilà della pasta che tutti noi (italiani) sappiamo fare in mille modi diversi, un ramo della gastronomia che mi ha sempre appassionato è la pasticceria. Amo i dolci e sono goloso fuori misura. Inoltre la pasticceria italiana è talmente varia e di tal alto livello che si presta molto bene è un’attività di successo. Se non fosse che abitiamo in Brasile…

Facciamo un passo indietro. Avevo detto che mi era venuta l’idea di fare qualcosa in casa per guadagnare qualche soldino. Qui in Brasile lavorare in casa è una cosa comune e possiamo dire che non occorrono tante pratiche burocratiche come in Italia. Basta un po’ di buon senso e di serietà, e queste doti, grazie al cielo, non mi mancano. Una cosa che qui in Brasile sembra avere successo è il “bolo de pote”.


In pratica è tipo una piccola torta piena di crema in un recipiente mono-porzione usa e getta. Può sembrare una cazzata ma sembra che funzioni. Ho fatto un paio di conti al volo e ho visto che un “bolo” di 250 gr. mi costa, per farlo, poco più di R$ 2,00. Lo puoi rivendere tranquillamente per R$ 5,00 senza problemi avendo così un buon margine di lucro. È ovvio che tutto dipende da quanti “bolos” vendi, però considerando un guadagno netto del 150% e la facilità di preparazione, questa idea diventa molto interessante. Ma come sempre, quando trovo qualcosa che sembra che funzioni, sorgono i problemi.

Possiamo benissimo dire che il problema, alla fine, sia… io. È un problema perché io non sono brasiliano e non mi piacciono i dolci brasiliani. Se fate una ricerca in rete troverete un’infinità di ricette di “bolo de pote”, ma sono fatte da brasiliani per i brasiliani, quindi con l’aggiunta dell’immancabile latte condensato, doce di leite, cocco, maracuja, ecc. Anche per fare una crema pasticcera loro aggiungono il latte condensato, altrimenti la ritengono “sem graça”, cioè senza sapore. E tutti noi sappiamo che per loro il miglior dolce del mondo è il “brigadeiro” (detto questo, potremmo chiudere qui il binomio pasticceria-brasile, ma invece andiamo avanti).

Partiamo da un presupposto importante: io non voglio fare una cosa che non mi piace. Già ho un lavoro che mi dà da vivere, ma è pur sempre un lavoro, con tutti i pro e contro. Quindi se decidessi di fare qualcosa di mio, soltanto mio, vorrei fare qualcosa che mi piaccia, che mi renda stanco ma soddisfatto alla fine della giornata. Inoltre, essendo fiero di essere italiano, vorrei fare qualcosa attinente al mio Paese. Quindi niente di brigadeiro, prestigio, sensação e altri tipici dolci brasiliani. Questi li lascio fare a loro. Quindi qual è il dolce italiano più famoso? A mio parere è il Tiramisù. Ed essendo un dolce al cucchiaio si presta molto bene come ‘bolo de pote”. Ma credetemi, preparare il vero e originale Tiramisù in Brasile è praticamente impossibile!

Come tutti sanno il Tiramisù è un dolce con strati di savoiardi imbevuti di caffè e crema di mascarpone. Il problema è questo benedetto mascarpone, praticamente introvabile in Brasile. Ora per piacere, non venitemi a dire che in quel determinato supermercato è in vendita, perché proprio oggi ho girato tutti, ma proprio tutti i supermercati di Sorocaba, e non sapevano nemmeno cosa fosse (e per chi non lo sapesse Sorocaba non è un paesino sperduto di campagna ma una città più grande di Milano). Esiste un modo, relativamente semplice, di preparare il mascarpone in casa, ma serve della panna fresca, altra cosa non facile da trovare e di costo elevato qui in Brasile. Inoltre una cosa è preparare del mascarpone in casa per fare un (uno di numero) Tiramisù, un’altra è prepararlo per farne 10 o 20.

Ma il problema non è solo il mascarpone. Prendiamo per esempio una banalissima panna montata. In Italia, in qualunque supermercato, trovi tre tipi di panna: quella da cucina, quella da montare e quella vegetale. Quest’ultima non la dovremmo nemmeno considerare come “panna”, dato che viene prodotta con ingredienti di origine, appunto, vegetali. In ogni caso esiste. Cos’è che fa montare la panna? Sono i grassi contenuti in essa. La panna da cucina e quella vegetale hanno una percentuale di grassi intorno al 20%. Quella da montare, sia fresca che a lunga conservazione, circa il 35%. Per questo usando la panna da cucina, pur montando per ore e ore con lo sbattitore elettrico, non diventerà mai soda. Questo in Italia.

In Brasile è facilissimo trovare della “creme di leite”.
In pratica è la nostra panna da cucina, con una percentuale di grassi che vanno dal 17% al 22%. Quindi se volete ottenere della panna montata dovrete usare o della “creme de leite fresco” o quella che loro chiamano “chantilly”.



La “creme di leite fresco” è uguale alla nostra panna da montare, con una percentuale di grassi del 35%, ma con la differenza che costa molto, considerando che è un prodotto di origine caseario e non tutti i supermercati ce l’hanno. Io la trovo alla Carrefour o al Extra con un prezzo di quasi R$ 13,00 per una bottiglietta da 500 ml, a mio parere troppo cara nel caso dovreste farne un uso abbondante.


L’altra opzione invece io, italiano “chato” che odia i dolci brasiliani, non la prendo nemmeno in considerazione. In pratica è un insieme di prodotti chimici, dolce all’inverosimile, che in qualche modo assomiglia, forse per il colore, alla panna montata. Ma il sapore e la genuinità non è nemmeno comparabile. L’unico vantaggio è che costa poco. Una confezione da 300 gr la pago R$ 3,99.

E vogliamo parlare del cioccolato? Il Brasile è uno dei più grandi produttori di cacao, ma provate a comprare del comunissimo cacao in polvere, quello che si usa nel latte al mattino, e poi ditemi cosa ne pensate. Come al solito ha una quantità di zucchero elevatissima, è praticamente impossibile fare un dolce (buono) con questo prodotto. Cacao amaro quasi non esiste, sempre ha una certa dose di zucchero. In qualche negozio specializzato potreste trovare delle tavolette di cioccolato con una percentuale di cacao del 30% o del 50%, ma a dei prezzi assurdi. E potremmo andare avanti ancora per molto, ma finiamo qui.

Quindi, morale della favola (e scusatemi se mi sono dilungato, ma l’argomento "comida" mi sta particolarmente a cuore) fare dei dolci di qualità in Brasile è un serio problema. Ora io non so cosa farò con questa mia idea di “bolo de pote”. Come progetto è buono, perlomeno per chi sa come muoversi in cucina, però fare Tiramisù diventa quasi impossibile. È vero che al posto del mascarpone si possono usare altri ingredienti, come la ricotta, la panna o altri tipi di creme, ma in questo caso non sarebbe più il vero Tiramisù originale italiano.

Ora lo so, e torno a dire, la colpa è mia. Dovrei fregarmene di tutti questi problemi a fare quello che piace ai brasiliani. Ma, e scusate l’espressione, se loro vogliono mangiare m…da che vadano a mangiarla da un’altra parte, perché io di sicuro non gliela preparo. Vedremo. In pratica io ho già preparato quasi tutto, compresa una pagina di Facebook, biglietti da visita, etichette e tutto quello che serve per iniziare l’attività. Ho anche in menu alcuni tipi di Tiramisù in versione “tropicale”, con mango e ananas per esempio, però questo maledetto mascarpone è un vero problema. Farò ancora delle prove, testerò altri ingredienti, e poi deciderò cosa fare.

Dura la vita di un italiano amante di cucina qui in Brasile! 













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giovedì 1 ottobre 2015


E continuiamo con un altra notizia allegra, che farà molto piacere a tutti noi, brasiliani e stranieri, che viviamo in questo paese meraviglioso.

Brasil registrou inflação de 9,53% em 12 meses até agosto, só perdendo para a Rússia, cuja taxa foi de 15,75%


Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 1º, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que no Brasil os preços andam acelerados. Em agosto, o País registrou a segunda maior inflação do mundo, perdendo apenas para a Rússia, que passa por uma grave crise econômica devido, entre outros motivos, à queda do preço do petróleo.

No Brasil, o índice de preços ao consumidor (CPI na sigla em inglês), ficou em 9,53% em 12 meses, até agosto. Já na Rússia, a inflação está em 15,75%. Além da queda do preço do petróleo, a economia da Rússia sofre com embargos impostos pela União Europeia devido ao conflito na Ucrânia.

Além disso, mais recentemente o país se envolveu em uma nova guerra, a da Síria. Nesta semana, a Rússia começou a realizar bombardeios aéreos na Síria, movimento que elevou a incerteza e a complexidade de uma guerra que já provocou 250 mil mortes e forçou 12 milhões de pessoas a deixar suas casas desde seu início, há quatro anos e meio. Os EUA e seus aliados temem que as ações de Moscou tenham por objetivo proteger Bashar Assad, e não combater o Estado Islâmico.

Tamanha bagunça tem reflexos na economia.O índice de gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) do setor industrial da Rússia subiu para 49,1 em setembro, mas, apesar do avanço, o resultado ficou abaixo da marca de 50 que indica contração na atividade manufatureira pelo nono mês consecutivo.

No Brasil, a OCDE mostra que a inflação vem em uma crescente. Estava na faixa de 6% no ano passado e saltou para acima de 9% desde julho de 2015.  


Em outros países, a inflação é menor. Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor ficou em 0,2% em 12 meses. Na zona do euro, a taxa foi de 0,1%. A OCDE divulgou a inflação de 41 países.


No bloco de países desenvolvidos que fazem parte da Organização (o Brasil não está incluído), a inflação ficou estável em 0,6%. A leitura ficou no mesmo patamar pelo quarto mês consecutivo. Excluindo-se alimentos e energia, a inflação anual na OCDE também ficou estável, em 1,7%.

Os preços de energia recuaram 10,3% no período ante queda de 9,6% nos 12 meses até julho. A inflação do setor de alimentos acelerou um pouco, de 1,3% em julho para 1,4% no ano em agosto.(Colaborou Gabriel Bueno da Costa)

Fonte: Estadão
  
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venerdì 25 settembre 2015

Países receberam a mesma nota em pesquisa e estão entre os 15 últimos em ranking; o melhor é Cingapura e o pior, a Libéria 


SÃO PAULO - A população brasileira se sente tão insegura quanto à do Afeganistão. É o que aponta pesquisa feita pelo Instituto Gallup. Segundo o relatório Global Law and Order 2015, os dois países receberam a mesma avaliação, com 52 pontos em uma escala de sensação de segurança que vai de zero a 100, e figuram entre os 15 piores colocados no ranking mundial. O país com a avaliação mais baixa é a Libéria.

Para medir a sensação de segurança das pessoas nos locais onde vive, a pesquisa perguntou se o cidadão se sente seguro quando anda à noite, se confiava na polícia local e se ele ou familiares teve dinheiro ou bens roubados no último ano. Os dados foram compilados após mais de 142 mil pesquisas realizadas em 2014 com adultos de 141 países diferentes.

Resultados apontam que será mais difícil promover 'sociedades pacíficas e inclusivas' nos países da América Latina e do Caribe, responsáveis pelo índice mais baixo pelo 6º ano

Os resultados apontam que será mais difícil promover "sociedades pacíficas e inclusivas" nos países da América Latina e do Caribe, responsáveis pelo índice mais baixo pelo sexto ano consecutivo. A média na última pesquisa foi de 55 pontos. Quanto menor a pontuação, maior a proporção da população que relata sentir-se seguro.


Na Europa, o índice é de 77, enquanto nos Estados Unidos e no Canadá é de 78. O Sudeste Asiático é a região melhor avaliada, com 79 pontos. Para o Gallup, a má avaliação da América Latina está relacionada às altas taxas de homicídio - já que todos os países da região ficaram acima da média mundial nesse índice.

Na análise país por país, o Brasil ocupa a 13ª posição entre os mais inseguros. A avaliação, no entanto, está empatada com Peru (12º), Uganda (11º) e Afeganistão (10º), todos com 52 pontos. Já Cingapura, na Ásia, é considerado o mais seguro pela população local, com avaliação de 89 pontos.
A nota brasileira caiu quatro pontos entre 2013 e 2014. Na última pesquisa, apenas 36% dos brasileiros disseram se sentir seguros, enquanto em Cingapura o mesmo índice é de 91%.

Piores avaliações
1º Libéria - 40
2º Venezuela - 42
3º Congo  - 43
4º África do Sul - 46
5º Paraguai - 46
6º Sudão do Sul - 50
7º Gabão - 50
8º Botswana - 50
9º Bolívia - 51
10º Afeganistão - 52
11º Uganda - 52
12º Peru - 52
13º Brasil - 52
14º Argentina - 53
15º Malawi - 53

Melhores avaliações
1º Cingapura - 89
2º Usbequistão - 88
3º Hong Kong - 87
4º Indonésia - 87
5º Suíça - 86
6º Noruega - 85
7º Canadá - 85
8º Tajiquistão - 84
9º Geórgia - 84
10º Dinamarca - 84
11º Áustria - 83
12º Mianmar - 83
13º Finlândia - 83
14º Alemanha - 83
15º Holanda - 82

Fonte: Estadão
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E siamo appena all'inizio. Sapete quante volte ho sentito dire che questa crisi é solo passeggera e che passerá in fretta?



Em um ano, o País fechou 985,6 mil postos de trabalho; o ministro do Trabalho e Emprego admite que a economia pode perder mais de 1 milhão de vagas este ano

RIO - O Brasil fechou 86.543 vagas formais de emprego em agosto, a quinta queda mensal consecutiva, informou nesta sexta-feira, 25, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Esse é o pior resultado para o mês desde 1995, quando foram fechadas 116.856 vagas. O saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) é fruto de 1.392.343 admissões e 1.478.886 demissões.

O resultado é muito inferior ao do mesmo mês do ano passado, quando foram criadas 101.425 vagas. Nos primeiros oito meses de 2015, o total de postos fechados é de 572.792. Em um ano, o total de vagas fechadas é de 985.669. Os dados são sem ajuste, ou seja, não incluem as informações passadas pelas empresas fora do prazo. 

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, admitiu que o Brasil pode assistir ao fechamento de mais de um milhão de postos formais de trabalho este ano. 

"Podemos perder isso (um milhão de vagas), mas não quer dizer que estamos incapacitados de recuperar. O governo conhece o caminho da roça. Se teve capacidade de gerar 23 milhões de vagas nos últimos 12 anos, quando forem corrigidos os rumos da economia, acredito que vamos recuperar essa capacidade", afirmou Dias.

Setores. A indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de vagas formais de trabalho fechadas em agosto. No mês passado, o saldo do setor ficou negativo em 47.944 postos. O número é resultado de 217.048 admissões e 264.992 desligamentos no período e representa o pior dado para o mês desde 1995, quando foram fechados 70.504 postos.

O setor da construção civil foi o segundo que mais fechou vagas no mês passado, com saldo negativo de 25.069, seguido do comércio, com 12.954 postos a menos, e da agricultura, que fechou 4.448 vagas formais de trabalho. A indústria extrativa mineral apresentou 888 postos a menos em agosto.

O saldo líquido de agosto só não foi pior porque o setor de serviços gerou 4.965 vagas com carteira assinada no mês passado. A administração pública, por sua vez, abriu 730 postos.

Fonte: Estadão
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lunedì 21 settembre 2015


Riassunto: a Berlino trasmettono un film brasiliano, "Que horas ela volta?", uscito in Italia col titolo "È arrivata mia figlia", in cui si narrano le vicende di una "empregada domestica" in una famiglia di São Paulo. Gli spettatori tedeschi rimangono letteralmente allibiti per come viene trattata questa cameriera, interpretata da Regina Casé, e per come si comportano i suoi "padroni". Cosi i brasiliani presenti in sala passano una tremenda vergogna. Il fatto é che se questi tedeschi o qualunque altro straniero sapesse come si vive realmente qui in Brasile, se conoscessero lo schifo quotidiano che ogni abitante di questo paese deve sopportare ogni giorno, il Brasile e i brasiliani avrebbero molte più cose di cui vergognarsi.



Assistir a “Que horas ela volta” na Europa: passar vergonha pelo Brasil

"Mas é verdade que no Brasil tem gente que não levanta para pegar um copo de água?" "É verdade que existe empregada que não pode sentar na mesa?" Infelizmente, digo para eles, é.

“Val, me traz um copo de água”, por favor?

“Val, você pode colocar a mesa, por favor?”

“Val, você pode tirar a mesa, por favor?

Val, você pode trazer um sorvete para a gente?”

Esse tipo de pedido é repetido sem parar em “Que horas ela volta”, o filme gênio de Anna Muylaert estrelado com maestria por Regina Casé.

Val, por favor! Val é a empregada da casa, uma pessoa “praticamente da família”. Val é uma escrava.

A familia de classe média alta brasileira, sentada na mesa, faz os pedidos, e Val vem e volta. Algumas vezes eles estão sentados na mesa da cozinha, ao lado da Val, mas pedem para ela: “você pode pegar água?” Ela abre a geladeira. Os membros da familia, pai artista, mãe fashionista e filho adolescente gente boa, parecem incapazes. Eles não se movem. Eles não levantam a porra da bunda da cadeira. No meio do filme a vontade é entrar na tela e bater neles.

Estou em um cinema em Kreuzberg, Berlim, e eu sei que é assim na vida real no meu país. A platéia, formada por brasileiros e alemães, dá risos nervosos. Desconfio que os risos nervosos sejam mais de brasileiros como eu, que conhecem bem essa situação e sabem que a escravidão existe no Brasil de uma maneira sinistra. E de uma forma que a gente ainda não foi capaz de acabar.

Vez ou outra eu falo nervosa para o alemão: “é assim mesmo”.

Na saída, encontro uma amiga brasileira, tambem acompanhada de namorado europeu e ela me diz: “deu um pouco de vergonha”. Concordamos que a vergonha é total.

No café, eu explico para ele. “É assim, não, não na minha família, não com os meus amigos, mas sim, eu conheço gente assim.” “Eu sei, se você está dizendo eu acredito. Mas quem na Europa vai acreditar que essa situação é real? Acho que vão pensar que a diretora é genial, mas que criou uma historia surrealista muito boa, não que isso seja real. Porque isso é muito bizarro. Isso é inconcebível.”

Cara de vergonha. E repito, pela milésima vez em dois anos: “é assim mesmo! É absurdo! Mas é assim mesmo!”

Lembro de um ex de esquerda que brincava no inicio dos anos 2000: “ é bom morar no Brasil porque aqui temos escravos”. E gargalhava. Isso antes do politicamente correto chegar e, graças a deus, acabar com esse tipo de humor podre.

Na minha vida passada recente, eu tinha empregada duas vezes por semana em São Paulo só para catar a minha bagunça. Não sou de família rica. Sou de família de classe média média com momentos de dureza, mas na casa da minha avó sempre teve empregada. Quando eu era bebê meus pais tiveram empregada que dormiu em casa. Eu tive babás por alguns momentos.

O alemão fala: lembro que a minha mãe dizia que o sonho dela, se ganhasse na loteria, era ter uma empregada domestica.”

Conto para uma alemã mãe de três filhos que muitas crianças brasileiras não ajudam em casa, não fazem nada, pedem tudo para a babá. Ela diz: “não acredito, mas elas são muito ricas, não?”. “Não, são classe media como você”. Ela faz cara de choque e diz: “fulana, vem aqui ouvir a história que a Nina está contando, você não vai acreditar.”

Uma criança alemã não pede um copo de água, ela abre a geladeira e pega. Elas não pedem um sanduíche, elas fazem. Tenho dois enteados alemães, sei do que estou falando.

Há um ano e meio não, não tenho faxineira. Sim, a minha casa vive uma zona. Sim, eu cozinho. Sim, eu lavo louça, sim, eu lavo as minhas roupas e as estendo em um varal. Tentem. É muito fácil. Eu juro.

Esse não é um texto vira lata falando que, oh, veja bem, a Europa é tão superior. É apenas para dizer que talvez de longe a gente enxergue melhor certas coisas.

E eu sei mais que nunca que o jeito que patrões como os da Val vivem é inaceitável.

E eu sei mais que nunca que a escravidão existe sim no Brasil, onde descolados levam babás vestidas de branco para brincar com os filhos na praia do Arpoador enquando eles fumam um e falam de arte.

Pronto. Falei.

E obrigado Anna Muylaert, por abrir a porta do armário e mostrar essa realidade para o mundo. 

Fonte: Revista TPM
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