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giovedì 29 maggio 2014

O Ronaldo envergonhado


A quanto pare Ronaldo "o Fenômeno" ha cambiato opinione sulla Coppa del Mondo. Se in passato affermava, pienamente convinto, che la Coppa non si fa con gli ospedali ma con gli stadi, la settimana scorsa ha dichiarato in una intervista rilasciata all'Agenzia Reuters di «provare vergogna per i ritardi e i problemi nella costruzione degli stadi in Brasile»:

"E de repente chega aqui é essa burocracia toda, uma confusão, um disse me disse, são os atrasos. É uma pena. Eu me sinto envergonhado, porque é o meu país, o país que eu amo, e a gente não podia estar passando essa imagem para fora.
Os estádios, de uma maneira ou outra, vão estar prontos. Agora, o legado que fica para a população mesmo --as obras de infraestrutura, de mobilidade urbana, aeroportos-- é uma pena que tenham atrasado tanto.
Perdemos muito tempo. Os governos deveriam ter feito as coisas muito antes"

Come se non bastasse, in un'altra intervista, questa volta alla rivista Valor Econômico, ha affermato di appoggiare la candidatura a Aécio Neves, del PSDB:

 "Sou amigo do Aécio. Conheci a presidente Dilma, tenho uma ótima relação com ela, mas a minha amizade com Aécio tem 15 anos. Ele foi o único cara que eu apoiei publicamente. Apoiei para governador de Minas e aí ele fez um excelente trabalho. Sempre tivemos uma amizade muito forte e agora vou apoiá-lo. É meu amigo, confio nele e acho que é uma ótima opção para mudar o nosso país"

Di rimando il senatore Neves ha detto di gradire molto l'appoggio di Ronaldo e di vergognarsi anche lui per quanto sta succedendo in Brasile:

"Acho que os brasileiros estão cansados de tanta incompetência, de tantos compromissos assumidos que não são cumpridos e isso vem sendo potencializado em todas as áreas. Eu me sinto como brasileiro envergonhado por causa dos indicadores sociais do Brasil, do baixo crescimento da economia, do conjunto de obras inacabadas, com sobrepreço. O que o Ronaldo fez  foi externar um sentimento com sinceridade, dele, pessoal, não é político. Fez isso de forma muito clara. Acho que ele não fala sozinho. Acho que esse é um sentimento que vamos encontrar com muita facilidade em cada região do país"

Ovviamente la risposta della Dilma non si é fatta attendere. In un discorso tenutosi durante il 17º Congresso dell'União da Juventude Socialista (UJS), in Brasília, dopo aver citato per l'ennesima volta i dati positivi del suo governo, ha affermato:

"A Copa do Mundo se aproxima, tenho certeza que nosso país fará a Copa das Copas. Tenho certeza da nossa capacidade, do que fizemos. Tenho orgulho das nossas realizações, não temos do que nos envergonhar e não temos o complexo de vira-latas, tão bem caracterizado por Nelson Rodrigues se referindo aos eternos pessimistas de sempre”

Il gesto e le parole di Ronaldo non sono piaciute nemmeno a Aldo Rebelo, Ministro dello Sport, che sabato scorso (24) ha dichiarato:

"A frase dita pelo Ronaldo, tomada de forma isolada, é um chute contra o próprio gol, já que ele foi parte do grande esforço para construir a Copa do Mundo. Esse grande evento não será motivo de constrangimento para o país que construiu a sétima economia do mundo e é o maior vencedor de todos os Mundiais. Estou seguro de que não só o Ronaldo, mas todos os brasileiros e turistas estrangeiros que vierem nos visitar terão orgulho, e não vergonha.
Foi a Copa, com o esforço dos governos, que permitiu que muitas obras de infraestrutura, mobilidade urbana, aeroportos, fossem adiantadas. Que permitiu que milhares de empresários viessem ao Brasil para gerar negócios, tributos e empregos para o país. Que permitiu que milhares de brasileiros recebessem formação profissional. Portanto, apontar nossas deficiências e procurar resolvê-las é dever de todos os brasileiros, e principalmente daqueles que tenham espírito público. Mas sentir vergonha do país não faz parte da solução"

Sinceramente non so cosa pensare su questo repentino cambio d'opinione di Rolando, e mi chiedo come mai, solo adesso, si accorge di tutti i problemi di questo Mondiale. Certo é che finché ci saranno persone, come al Congresso del UJS, a lanciare slogan tipo “não tem Aécio, nem Eduardo, eu estou com Dilma e não mudo de lado” e “vai ter Copa, vai ter tudo, só não vai ter segundo turno”, questo paese fará fatica a migliorare.

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