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giovedì 18 dicembre 2014


Ho sempre pensato che il livello di violenza qui in Brasile non sia dovuto solo alla povertá o a un basso livello di vita. È vero che questi fattori, insieme all'ignoranza, aumentano considerevolmente azioni criminali, ma ci deve essere qualcosa di piú, di diverso, che rende questo paese uno tra i piú pericolosi al mondo. Le Leggi brasiliane non aiutano certo a diminuire certi crimini. Anzi, il piú delle volte sembra che facciano di tutto per proteggere chi commette tali atti, non chi li subisce. ma forse, come suggerisce questo professore brasiliano, c'é qualcosa proprio dentro i brasiliani che provoca in loro certe azioni.

Por que somos tão violentos?

Alexandre Andrada, Professor da UnB e Doutor em Economia pela USP

 



Laura Gelbert apresentou no Brasil Post o resumo de alguns relatórios da ONU que apontam a quantidade absurda de pessoas que são assassinadas no Brasil anualmente. Segundo os dados, de cada 100 pessoas assassinadas em todo o mundo no ano de 2012, 10 eram brasileiras. Foram 47 mil almas. Algo assustador. É comum se lembrar que durante toda a guerra do Vietnã (1955-1975) morreram 50 mil soldados americanos. 

E não apenas esse número é estarrecedor, como também eles têm piorado em termos absolutos e proporcionais. No início dos anos 1980 ocorriam por volta de 15 homicídios para cada 100 mil habitantes. No início dos anos 1990 essa taxa passou para 22,6, depois para 27,8 em 2000, recuando para 27,1 em 2009. Ou seja, no espaço de 30 anos a taxa de homicídios quase dobrou no Brasil.
Quando olhamos para os dados estaduais a coisa se torna ainda mais tenebrosa. Em Alagoas, o estado mais violento do Brasil, a taxa observada em 2011 foi de 72,2, passando para 64,7 em 2013. Em Santa Catarina, o menos violento, a taxa foi de 12,6 naquele ano. Em 2013 São Paulo empatou com SC, com uma taxa de 10,8.
E o que nos faz ser tão violentos? O que faz do brasileiro um homicida?
Duas variáveis sempre surgem quando se trata desse assunto: pobreza e desigualdade.
O gráfico abaixo apresenta a relação entre o IDH dos Estados (como observado em 2010) e da taxa de homicídio verificada em 2013. Pontilhado em azul temos uma curva de tendência linear negativamente inclinada, de forma que pode sim haver uma relação entre pobreza e violência. Mas ainda que esse resultado fosse estatisticamente significante e que os dados para todos os estados tivessem a mesma confiabilidade, é interessante observar os outliers. Alagoas, ainda que pobre, tem uma taxa de homicídios muito acima do esperado. O mesmo acontece com o Distrito Federal (o maior IDH entre os estados). O que será que há de tão ruim nesses locais? A polícia recebe menos? Os políticos e as políticas públicas são de pior qualidade? A justiça é pior que a média brasileira? Que fatores explicam esse fracasso?
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E o que há em São Paulo e Santa Catarina que explicaria as taxas baixas (para os padrões nacionais) de violência nesses estados? A polícia é melhor? A justiça é mais eficiente? Os políticos e as políticas públicas são melhores?
Comparando com alguns de nossos vizinhos sul-americanos vemos que o Chile, a Argentina, o Uruguai e o Peru têm taxas de homicídio menores que as observadas em São Paulo, um dos estados mais "seguros" do país. E mesmo a Venezuela, aquela não adjetivável catástrofe, tem taxa global de 54 homicídios para cada 100 mil habitantes, ou seja, inferior à taxa observada em Alagoas.
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Os economistas analisam as decisões das pessoas pela ótica utilitarista. Toda ação envolve um benefício e um custo. No caso do crime a ideia é simples. O criminoso extrai uma utilidade do seu ato (dinheiro, status, satisfação pessoal, etc.) e enfrenta com isso uma desutilidade (ser preso, ser morto, ir para o inferno, remorso, etc.). As decisões também são restringidas pela dotação de recursos que o criminoso possui. Posso querer roubar um banco, mas se não tenho o armamento nem o número de comparsas necessários, isso é apenas uma quimera.
Pensando no lado da desutilidade enfrentada pelo criminoso, o cenário é desolador.
A chance de ser pego matando é baixa no Brasil. Algumas estimativas sugerem que apenas 8% dos casos de homicídios têm seus autores identificados e presos. Diz-se que em Alagoas esse percentual é de apenas 2%. Isso sugere que nossas instituições repressoras são um fracasso. Já fui assaltado algumas vezes na vida. Depois do segundo ou terceiro eu parei de ir à delegacia. Uma vez um policial sugeriu que a culpa de ser roubado era minha, pois todo mundo sabe que aquele lugar é perigoso...
A Justiça brasileira também não parece ser lá muito boa. Em 2011 o MP comunicou a existência de 85 mil processos de homicídios em trâmite que haviam se inciados antes do início de 2008. Há estudos que mostram que para se encerrar todo o processo judicial relacionado a homicídios dolosos consome-se em média algo como 10 anos.
É provável que haja algo em nossa cultura, hábitos e costumes que tornam o homicídio algo mais aceitável do que em outros lugares. É difícil explicar como os "canibais de Garanhuns" foram condenados a penas entre 19 e 21 anos. E me parece muito improvável (para não dizer impossível) que eles irão cumprir suas penas integralmente. Pela lei eles precisam cumprir 2/5 (?) da pena antes de pleitear a progressão de regime. E como entender, como vimos no caso do mensalão, que o nosso direito penal só preveja o regime fechado para os condenados a penas maiores do que 8 anos.
Um amigo dado ao humor ácido certa vez me disse que todo brasileiro tem o direito de matar pelo menos uma pessoa durante sua vida. Pelo que se vê, isso não parece tão irreal quanto deveria.
Os brasileiros não somos cordiais. Há algo de muito errado em nós.
PS - A área de Economia do Crime atrai a atenção de pesquisadores de primeira linha em todo o mundo. Não sou um especialista na área, mas acredito que o texto de discussão do IPEA escrito por Saschida e Mendonça (2013) intitulado "Evolução e determinantes da taxa de homicídio no Brasil" parece ser um bom começo para conhecer a literatura.
Fonte: Brasil Post
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giovedì 11 dicembre 2014


O Brasil tem o maior número absoluto de homicídio do mundo e, de cada cem pessoas que são assassinadas por ano no planeta, cerca de 13 são registrados no País. Os dados fazem parte do primeiro levantamento realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a violência e que revela a dimensão do problema em todos os continentes.
Segundo a OMS, o total de homicídios no mundo chega a 475 mil. Em números absolutos, o Brasil é o líder no ranking, com uma estimativa de 64,3 mil homicídios em 2012.
O País é seguido por 52 mil homicídios na Índia, 26 mil no México, 20 mil na Colômbia, 18 mil na Rússia e na África do Sul e 17 mil na Venezuela e nos Estados Unidos.
Os números da OMS, porém, são bem superiores ao que o governo brasileiro forneceu à entidade, com respeito a 2012. Segundo os valores oficiais, foram 47,1 mil homicídios naquele ano, com uma taxa de 24,3 incidentes para cada cem mil pessoas.
Mas a entidade decidiu realizar um "ajuste", considerando a qualidade dos números fornecidos pelo Brasil. A OMS considerou que os números fornecidos pelo Ministério da Saúde teriam de ser incrementado em cerca de 18% para estar no mesmo nível dos registros da polícia brasileira. Para completar, a entidade estimou que outros 17% de elevação teriam de ocorrer para cobrir o número de homicídios não registrados.
Proporção
Levando em consideração a dimensão do Brasil e de sua população, o País não ocupa a liderança. Mas, ainda assim, está entre os dez locais mais perigosos do mundo.
A taxa de 32 mortos para cada 100 mil pessoas é mais de cinco vezes superior à média mundial, de pouco mais de 6 homicídios para cada cem mil pessoas.
Considerando esse critério, o local com maior taxa de homicídio do mundo é Honduras, com 103,9 incidentes a cada 100 mil pessoas. O segundo lugar é a Venezuela, com 57 casos, contra 45 na Jamaica e 43,9 incidentes na Colômbia e em El Salvador.
Em todo o mundo, a OMS aponta para uma queda de 16% no número de homicídios entre 2000 e 2012. Mas, ainda assim, ele correspondente ainda ao terceiro maior fator para mortes de homens entre 15 e 44 anos.
Para a OMS, uma ação imediata precisa ser tomada e alerta que a violência é ainda generalizada, mesmo quando não há um homicídio. Uma de cada quatro crianças é fisicamente abusada, 20% das meninas foram violadas sexualmente e um terço das mulheres no mundo foi alvo de violência de seus parceiros.
Na avaliação da entidade, poucos países de fato implementam programas para coibir a violência. Apenas um terço dos 133 países avaliados implementa iniciativas dessa ordem. Apenas metade faz vigorar de fato leis contra a violência. 50% dos governos avaliados têm serviços para dar apoio a vítimas da violência.
"As consequências da violência em comunidades são profundas", alertou Margaret Chan, diretora-geral da OMS, que pediu nesta quarta-feira, 10, para que governos coloquem a prevenção como prioridade.
Fonte: Brasil Post
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lunedì 8 dicembre 2014


117 (provvisori, perché di sicuro me ne verranno in mente altre) piccole curiosità sul Brasile. Alcune conosciute altre meno. Ovviamente mi aspetto delle critiche o degli insulti da qualcuno, ma in ogni caso posso affermare che tutto quello che ho scritto corrisponde alla verità e non mi sono inventato niente. Vuole solo essere un piccolo elenco di fatti e costumi che ho notato in questi anni di permanenza in Brasile. E siccome dovrò rimanere qui ancora per molto, molto tempo, chissà ancora quante ne vedrò.

MODA E BELLEZZA
1. Le donne hanno la mania di avere i capelli lunghi e lisci, da ottenere in tutti i modi: extensions, trattamenti chimici per stirarli, integratori per farli crescere più velocemente, ecc.
2. I brasiliani hanno l’abitudine di usare la camicetta fuori dai pantaloni, ma col davanti dentro, in modo di far vedere la fibbia della cintura. Per loro questo fa molto fashion!
3. Un’altra mania delle donne sono le unghie. Tutte le donne, ma proprio tutte, di qualunque età, vanno regolarmente a fare la manicure e pedicure. Ed è quasi d’obbligo che ogni parrucchiera, anche della più infima categoria, debba avere un servizio di manicure nel suo salone.
4. I brasiliani sono un popolo molto “casual”, quindi la maggior parte usano jeans e camicette. A causa del clima tropicale la maggioranza degli uomini usano i bermuda. Nulla da ridire, però a volte mi sembra di essere in spiaggia invece che in centro città. 
5. Il boné, che non è nient’altro che il cappellino da tennis, è sempre usato, anche in casa, in chiesa o al ristorante.
6. E se gli uomini usano i bermuda, le donne, per la gran maggioranza, usano short o leggins. Anche qui nulla da ridire, ma il problema è vedere donne di qualunque età, peso o soprattutto corporatura indossando questi tipici pantaloni.
7. Abbiamo detto che i brasiliani sono molto casual, quindi quali potrebbero essere le scarpe ideali? Sicuramente i tennis! Uomini, donne, bambine e ragazzi, tutti con tennis. Hanno inventato addirittura un nuovo tipo di scarpe, gli sapatenis (acronimo formato dalle parole "sapatos", cioè scarpe, e "tenis"), cioè dei tennis un poco più “eleganti” e discreti. Ma sempre tennis sono.
8. Penso che i brasiliani siano allergici alle cravatte. Gli unici posti dove le vedo sono in banca, dove diligenti impiegati, ma non tutti, la usano a volte con abbinamenti non sempre azzeccati. Anche se vai a un matrimonio, una cresima o una festa importante, non tutti indosseranno una cravatta. E in ogni caso questa cravatta sarà larga e a tinta unita.
9. Quei pochi, che per lavoro, sono costretti a usare un completo, la maggior parte è di colore nero. Trovare qualcuno con giacca e pantaloni grigi, beige o altri colori è quasi impossibile.
10. E sempre parlando di completi, in questo caso gli uomini usano delle scarpe “normali”. Peccato però che quasi tutte quelle in commercio siano mocassini (difficilissimo trovare scarpe classiche con stringhe) e immancabilmente nere!

ALIMENTAZIONE
11. Qui in Brasile la colazione è salata. La stragrande maggioranza al mattino prende un caffellatte con un panino spalmato di margarina (loro lo chiamano “pão e maintega” ma non è burro, bensì margarina).
12. Qui in Brasile è pieno di “lanchonete”, cioè locali dove puoi mangiare un panino e bere qualcosa. Ovviamente i prodotti in vendita sono diversi che in Italia, quindi qui troverete coixinha de frango, pão de queijo, pastel, salgadinhos e altre cose, tutte ovviamente salate.
13. Qui in Brasile fare una colazione all’italiana, cioè il classico cappuccino con brioche, diventa un’impresa faraonica. Solo alcune grandi padarias vendono cornetti o brioches dolci, perdipiù a un prezzo elevato.
14. In questi cinque anni di vita in Brasile non sono mai riuscito a trovare un vero caffè espresso, ma questo è normale. Di conseguenza anche il cappuccino non è molto buono, dato che qui fanno un caffè molto lungo e annacquato.
15. Qui in Brasile adorano il McDonald's e porcherie simili.
16. Qui in Brasile non esiste il termine “fresco”. Qui è una bibita é calda o gelata. E quando dico gelata intendo proprio… GELATA! 
17. Penso che i brasiliani che siano l’unico popolo che usa le posate al contrario, e quei pochi che tentano di usare la forchetta e il coltello nel modo giusto, si trovano in grande difficoltà. 
18. Qui in Brasile si usa mettere tutto in un solo piatto.
19. Qui in Brasile la pizza è molto diversa che in Italia. La pasta è molto fine e viene ricoperta con una grande quantità di ingredienti. Quei pochi brasiliano che hanno avuto modo di assaggiare la vera pizza italiana la trovano “ruim”, dato che considerano la pasta della pizza simile al pane (come se ciò fosse una cosa negativa).
20. Sempre in ambito di pane, qui troverete del pão francés, che francese non è, e pão italiano, cioè quella tipica grande pagnotta che si trova in Italia. Dimenticatevi però di trovare tante qualità diverse di pane come nel nostro paese. Anche troverete in vendita linguiça calabresa che non é calabrese e linguiã toscana che non é toscana.
21. La maggior parte delle pizze brasiliane hanno come ingredienti il catupiry e il bacon. La pizzeria vicino a casa mia dove di solito ordino la pizza ha un menu con 100 pizze diverse, ma quasi la metà contengono catupiry e l’altra metà bacon.
22. Qui in Brasile esistono due bevande nazionali: la birra e le bibite gassate.
23. Qui in Brasile vai al supermercato o dal salumiere e i salumi sono già affettati! Ma la cosa più straordinaria è che le fette sono tutte identiche. I prosciutti e la mozzarella sono dei cubi perfetti, quindi quando vengono tagliati ne escono fette perfettamente rettangolari. 
24. Qui in Brasile non esiste l´etto. Non puoi andare dal salumiere e dire “mi dia un etto di prosciutto”. Devi dire “mi dia 100 grammi”. 
25. Qui in Brasile arrivi in cassa per pagare e mentre guardi la cassiera che passa i codici a barre, accanto a te c´è un commesso che ti mette gli acquisti nel sacchetto. 
26. Qui in Brasile amano le confezioni famiglia. Sugli scaffali si trovano le bottiglie di Coca Cola da 2,5 litri e quelle di Guaraná da ben 3,3 litri! In genere tutti i prodotti hanno confezioni più grandi di quelli venduti in Italia (esempio i sacchetti da 5kg di riso o fagioli). 
27. Qui in Brasile invece dei sacchetti di plastica normali hanno delle buste piccolissime che non riescono nemmeno a contenere i prodotti. In pratica per ogni prodotto acquistato ti serve un sacchetto. Hai fatto la spesa leggera, quella fino a 10 prodotti? Te ne uscirai dal supermercato con almeno 10 sacchetti.
28. E’ normale anche passare 10 minuti alla cassa del supermercato con solo una persona davanti a te. Ci mettono molto a passare i prodotti e spesso la cassiera deve digitare il codice a barre o chiedere aiuto a un collega per trovare il prezzo di un determinato prodotto. Però, al momento di ritirare la carta di credito devi essere rapido. Se non ritiri la carta subito, la stessa cassiera che ci ha messo 10 minuti per passare 10 prodotti ti dice aggressivamente: “puoi ritirare la carta!!!”
29. Qui in Brasile devi avere molta pazienza quando vai al supermercato. La maggior parte delle persone non ha rispetto per gli altri, lasciano i carrelli anche in mezzo alle corsie, i prezzi dei prodotti molte volte non sono esposti o sono sbagliati, e quando vai alla cassa amano fare due chiacchiere prima, durante e dopo aver pagato.
30. Qui in Brasile si producono alcuni dei caffè migliori del mondo; Peccato però che venga preparato male e con molto zucchero.
31. Qui in Brasile troverete molte feste italiane. Peccato che di italiano abbiano ben poco. Per esempio come “comida” troverete pollo fritto, polenta fritta e macaronada, cioè della pasta stracotta immersa in un sugo molto liquido.
32. Qui i dolci sono veramente MOLTO dolci, oserei dire nauseanti per i gusti di un italiano.
33. Qui in Brasile, invece dell’affogato al caffè o al whisky, troverete la “vaca preta” e la “vaca amarela”, cioè del gelato al cioccolato immerso nella Coca-cola e gelato alla vaniglia nella Fanta.
34. Qui in Brasile, in qualunque ristorante o pizzeria che andiate, troverete sempre nel menu arroz e feijao.
35. Qui in Brasile la pasta non è fatta con grano duro ma con semola di un grano meno “nobile” e con aggiunta di uova. Tutto questo per rendere la pasta piú morbida, adatta ai gusti dei brasiliani.
36. Qui in Brasile, quasi sempre, insieme alla carne o al riso vi verrà servita della “farofa”, cioè della farina di mais o mandioca con aggiunta di spezie o altri ingredienti.

SALUTE E CURA DEL CORPO
37. Qui in Brasile il viagra si compra senza ricetta medica e costa molto poco :)
38. Siccome le donne brasiliane danneggiano molto i capelli, le industrie internazionali come L’Oreal e Pantene usano, nei loro prodotti, più cheratina e idratanti che in altri paesi. E se in Italia é facile trovare shampoo e condizionatore insieme, qui troverete sempre prodotti diversi: shampoo, condizionatore, creme per pettinare, per riparare le punte, ecc. 
39. Il Brasile è il più grande paese la mondo per vendita di condizionatori per capelli e creme per lisciare.
40. Qui in Brasile il rapporto con gli odori del corpo é molto più sentito che in altri paesi. Di conseguenza i deodoranti brasiliani sono più forti e con una durata superiore.
41. Qui in Brasile non piace molto il sapone liquido e preferiscono le classiche saponette.
42. Qui in Brasile, come tutti sanno, la carta igienica non si butta nel water dopo averla usata, ma in un bidoncino apposito :(
43. Stranamente, considerando proprio quanto appena scritto, la carta igienica profumata qui in Brasile non ha successo.
44. Qui in Brasile gli uomini non fanno la barba con l’acqua calda. Considerano questo una “frescura”, cioè una cosa inutile, un capriccio. Però molti uomini si fanno la barba sotto la doccia calda. E allora dov’è la differenza?
45. A proposito di docce, qui in Brasile le case non hanno la vasca da bagno, ma una doccia elettrica. E il tempo di permanenza di un bagno è assurdamente elevato.
46. Qui in Brasile sono ossessionati per avere dei denti perfetti. Ora, è vero che l’igiene dentaria è fondamentale sia per la prevenzione di alcune malattie e anche per un fattore estetico, ma qui mi sembra un poco esagerato.

COSTUME
47. La maggioranza dei brasiliani adora Disney e fare un viaggio a Disneyworld di Orlando è un sogno di molti.
48. Qui in Brasile una mania “simpatica” è quella di tirar su col naso! Certi grugniti da far venire la pelle d´oca. O peggio ancora soffiarsi il naso con le dita!
49. Qui in Brasile non si usano molto i fazzolettini di carta. Chi ha un raffreddore preferisce usare la carta igienica, forse per una questione economica.
50. Se in Italia abbiamo i vari dialetti, qui in Brasile le persone usano molto la "giria", cioè un modo di dire e di parlare molto particolare che rende difficile, specialmente a uno straniero (ma a volte anche per gli stessi brasiliani) quello che si sta dicendo. Nulla di male, peccato però che questo modo di parlare venga usato molte volte anche da persone di cultura elevata.
51. I brasiliani non amano seguire le regole... gli piace fare a modo loro in qualsiasi campo.
52. Qui in Brasile le espressioni sono sempre piene di Dio: Graças a Deus, fica com Deus, Deus te abençoe, ecc.  
53. I brasiliani sono persone allegre e ottimiste e non inizieranno mai una frase con un “no”. Di conseguenza “si” significa “forse”. Quindi se un brasiliano vi dirà “Si, tranquillo, ti chiamerò dopo”, non aspettatevi di ricevere una telefonata nelle prossime ore. 
54. Qui in Brasile la puntualità non é una scienza conosciuta. Se fissate un appuntamento con qualcuno non aspettate che verrà in orario. La media varia dai 15 ai 30 minuti dopo.
55. Qui in Brasile la maggior parte gli uomini non sanno fare nessun tipo di lavoro in casa: non sanno pulire, non sanno usare le lavatrice. Non sanno cucinare, neanche per la sopravvivenza. In compenso molti uomini sanno fare lavori all’uncinetto!
56. Qui in Brasile a Natale si usa fare un gioco chiamato “Amico segreto”. In pratica ognuno pesca a sorte il nome di uno degli amici e famigliari, che non verrà rivelato fino al Natale. E a questo fortunato estratto verrà fatto un regalo. In questo modo tutti, indistintamente, riceveranno perlomeno un regalo e nessuno spenderà molto.
57. Qui in Brasile tutto è preconcetto: se dici che preferisci le bionde hai preconcetto, se preferisci la pasta al risotto é preconcetto, ecc.
58. Per i brasiliani qualunque europeo, di qualunque nazionalità, sarà sempre lurido e sporco.

TRASPORTI
59. Qui in Brasile alberi, pali della luce, piante e cassonetti sono posizionati nel centro del marciapiedi, rendendoli impraticabili.
60. Qui in Brasile, essendo un paese molto collinare, le strade hanno molte salite (o discese). Ma i marciapiedi non sono mai sullo stesso livello, e tra una casa e un'altra è facile trovare un gradino che può arrivare anche ai 50 cm, rendendo difficoltoso camminare con un passeggino o, peggio ancora, per un disabile andare con una sedia a rotelle. 
61. Qui in Brasile non c’è nessun rispetto per i pedoni. Quasi nessuno si fermerà per farvi passare, anche se foste sulle strisce pedonali
62. Qui in Brasile é normale restare nel traffico il giorno intero, ma non addormentarti al semaforo. Là devi essere veloce e passare ancora prima che diventi verde. 
63. Qui in Brasile non esiste il self-service. I benzinai, anche quello aperti 24 ore, hanno sempre funzionari pronti a servirti.
64. Lo stesso dicasi per il lavaggio auto. Non esiste come in Italia lavaggi self-service. Evidentemente ai brasiliani piace essere serviti.
65. Qui in Brasile il pagamento dell’autostrada è sempre con denaro. Non puoi pagare con Bancomat o carte di credito.
66. Pur essendo un paese tra i più vasti del mondo, il Brasile non ha creato una rete di ferrovie per il trasporto pubblico. 
67. Qui in Brasile gli automobilisti corrono molto. E le case automobilistiche si sono adeguate a questo comportamento. Per esempio le marce qui hanno un rapporto più corto che in altri paesi, in modo che i brasiliani possano accelerare molto.
68. Qui in Brasile gli interni delle auto sono quasi sempre scuri, per il semplice fato che chiari si sporcano più facilmente. Ed é molto facile trovare auto, anche non di lusso, con interni in pelle.
69. Qui in Brasile molte auto hanno l’aria condizionata. Peccato che i brasiliani non sappiano usarla, dato che la pongono sempre al massimo di freddo. Lo stesso vale per il climatizzatore. In estate viene usato sempre con la temperatura al minimo, in inverno non lo usano mai, nemmeno quando fa freddo o quando piove.
70. Qui in Brasile anche alcune parti del motore sono creati esclusivamente per questo paese. Per esempio, la Ford, produce degli ammortizzatori particolari solo per il mercato brasiliano, più rubasti, per adeguarsi alle pessime strade brasiliane.
71. Qui in Brasile non puoi mettere il braccio fuori dal finestrino, puoi guidare scalzo, ma non con le Havaianas, l’automobilista non può fumare e non puoi rimanere senza benzina (Articolo 252 e 180 del Codice della Strada Brasiliano)

VARIE
72. Qui in Brasile amano fare delle feste di compleanno faraoniche per i bambini.
73. Qui in Brasile si usa fare una grande festa a chi compie 15 anni. Con i maschi vestiti di smoking e le ragazze con un vestito di gala tipo Cenerentola. 
74. Qui in Brasile gli anziani, le donne incinta e con bambini piccoli hanno sempre una corsia preferenziale. Quindi succede che tu sei da un’ora che aspetti il tuo turno alla fila e una vecchietta o una ragazza con bambino in braccio ti passa davanti. Molto fastidioso.
75. Qui in Brasile amano la musica a tutto volume. Sia in casa che in auto, ma anche in molti negozi, sentirete sempre qualcuno con lo stereo a manetta.
76. Qui in Brasile si ascolta sempre la musica sempre. Che tu stia lavorando, studiando o facendo qualunque attività, devi sempre avere una musica di sottofondo (sottofondo per modo di dire, perché è sempre dannatamente alta).
77. Qui in Brasile tutte le farmacie brasiliane hanno una bilancia. E tutti, o quasi, i brasiliani entrano in farmacia solo per pesarsi. Tanto è gratis!
78. Qui in Brasile una cosa che trovo divertente è quando qualcuno ti telefona. Tu dici “Aló” e loro ti rispondono “Quem fala?” Come chi parla? Sei tu che mi hai telefonato, e non sai a chi? 
79. Qui in Brasile quando uno ti fa una domanda bisogna risponde con il verbo della frase. Per esempio: você comeu o bolo? Comi; você foi no cinema? Fui.
80. Qui in Brasile, benché tanto se ne dica, I brasiliani non sono quel popolo tanto mite e cordiale che molti pensano, a mio parere sono piuttosto aggressivi e opportunisti. Quindi attenti a quello che dite o fate.
81. Qui in Brasile rispettano poco l’ambiente. Buttano grandi quantità di rifiuti dappertutto e la quantità di spazzatura è incredibile, specialmente lungo le strade e i marciapiedi
82. Qui in Brasile le persone interrompono costantemente l’altro per poter parlare.
83. I brasiliani rimangono molto vicini, emozionalmente e geograficamente, alle loro famiglie per tutta la vita.
84. Qui in Brasile le cose sono raramente eseguite correttamente la prima volta. Se devi andare in banca, ufficio, consolato, preparati a inviare e-mail o chiamare 2-10 volte per le persone fare il loro lavoro.
85. Qui in Brasile andare nei centri commerciali e ristoranti sono le attività principali dei brasiliani.
86. Qui in Brasile la finitura delle case è pessima. Finestre, porte, cerniere, tubi, elettricità, marciapiedi, sono tutti costruiti con il minimo sforzo possibile. 
87. Qui in Brasile non ci sono fontanelle per bere come in Italia.
88. Qui in Brasile le case non hanno un impianto a gas per l’acqua calda né tanto meno un sistema di riscaldamento. Quindi il bagno si fa con la doccia elettrica e per lavare i piatti usi solo l’acqua fredda.
89. Qui in Brasile i citofoni dei condomini hanno il numero dell’appartamento e non il nome dell’inquilino.
90. Qui in Brasile, se dovete andare a trovare qualcuno che abita in un condominio, dovete prima passare per il portinaio, che prima identifica l´ospite, poi alza la cornetta, telefona all´appartamento e chiede se il nuovo arrivato ha l´autorizzazione ad entrare nel palazzo. Dopodiché potrete entrare finalmente nel palazzo.
91. Qui in Brasile, per tutto c´é una fila: fila per pagare, fila per ordinare, fila per entrare, fila per uscire e fila per aspettare la prossima fila. E due persone sono sufficienti per costituire una fila.
92. Qui in Brasile l´anno comincia dopo il Carnevale.
93. Qui in Brasile c’è sempre un prete o un pastore che parla in tv o alla radio
94. Qui in Brasile con la carta di credito si può pagare dappertutto, anche un chilo di frutta al mercato o un´acqua di cocco sulla spiaggia. Praticamente chiunque la accetta. A breve anche i barboni si attrezzeranno
95. Qui in Brasile non esistono macchine automatiche di sigarette.
96. Qui in Brasile le pulizie di casa si fanno con la canna dell’acqua, 
97. Qui in Brasile le levatrici vanno tutte, o quasi, solo ad acqua fredda, ma allo stesso tempo puoi trovare rubinetti elettrici.
98. Qui in Brasile, a differenza di quanto avviene in quasi tutto il mondo, nelle grandi città il centro storico non è la zona più elegante. Anzi, solitamente è un´area decadente, frequentata da moltissimi senzatetto e sbandati che vagano senza meta, rovistando tra i rifiuti 
99. Qui in Brasile le strade sono sporche e i marciapiedi sconnessi. Le strade durante il giorno sono sempre molto affollate perché qui si concentrano tantissime attività commerciali e uffici, i venditori ambulanti e gli artisti di strada. Ma i migliori quartieri residenziali si trovano fuori dal centro.
100. Le costellazioni raffigurate nella bandiera nazionale corrispondo all’aspetto del cielo, nella città di Rio de Janeiro, alle 8:30 del mattino del 15 novembre 1889, e devono essere considerate come viste per un osservatore situato fuori dalla sfera celeste.
101. Qui in Brasile nessuno potrà essere ammesso a un servizio pubblico se non dimostrerà di conoscere l’inno nazionale (LEI No 5.443, DE 28 DE MAIO DE 1968).
102. Qui in Brasile molte persone hanno un nome americano, ma scritto però in maniera incorretta: Gilson, Rickson, Denilson, Maicon, ecc.
103. Qui in Brasile alzare il pollice serve a molte cose. Lo puoi usare per chiedere se va tutto bene, per chiedere scusa, grazie, ecc.
104. Qui in Brasile i Motel non sono degli alberghi lungo le autostrade o strade principali come nel resto del mondo. Qui sono dei luoghi dove si va esclusivamente per fare sesso.
105. Allo stesso modo, qui in Brasile il Drive in non è un posto per vedere un film in auto, ma anche in questo caso solo un luogo per fare sesso, meno caro del motel.
106. Qui in Brasile molti negozi non mettono i prodotti con il prezzo di vendita, ma con il valore della rata con cui puoi pagare.
107. Qui in Brasile ci sono molti successi musicali, sconosciuti però all’estero. Ma cosa succede: molti cantanti o gruppi riprendono questi successi riproponendoli ai loro fans. Così alla fine qui si ascolta sempre la solita musica all’infinito.
108. Qui in Brasile sembra che non possano vedere un muro bianco o comunque pulito. Non fai in tempo a tinteggiarlo che subito qualcuno, di nascosto, viene e scrive disegni, scritte o simboli assurdi. Per loro é arte o una forma di protesto, ma in pratica é solo un atto di vandalismo bello e buono.
109. I brasiliani piangono sempre e molto, in qualunque situazione.
110. I brasiliani non sopportano le varie differenze climatiche. E si lamentano sempre per questo. Pur essendo abituati al caldo, quando é estate per loro fa troppo caldo. In inverno fa troppo freddo. Per loro l'ideale é avere 30° tutto l'anno, senza variazioni di sorta.
111. Qui in Brasile non esistono reperti storici molto antichi come in Italia, quindi per loro palazzi o manufatti del secolo scorso sono reperti di grande valore storico.
112. Qui in Brasile hanno coniato un neologismo, ufano o ufanismo, per definire una persona o un atteggiamento tipico brasiliano, cioé l'amore incondizionato per il proprio paese. Sembrerebbe una cosa positiva, ma in pratica si risolve con una forma di auto-esaltazione e un'idea falsa ed esageratamente positiva del Brasile. In poche parole, molti brasiliani pensano che il Brasile sia il miglior paese del mondo e che niente eguagli le sue bellezze naturalistiche, sociali o qualunque cosa che faccia del Brasile un paese meraviglioso.
113. Qui in Brasile i film nelle sale esistono sempre in due versioni: in portoghese o in lingua originale sottotitolati. La trovo un'ottima idea e dovrebbe essere così anche in Italia.
114. Qui in Brasile é molto difficile trovare online degli e-book in portoghese. In compenso é molto facile trovare film di ogni genere, anche appena usciti nelle sale o ancora non trasmessi.
115. Avrei dovuto scriverlo nella sezione "Alimentazione" ma me n'ero scordato: qui in Brasile é facile trovare prodotti alimentari simili a quelli italiani, però qui sono relativamente onesti, nel senso che scrivono e specificano nell'etichetta salame "tipo" Milano, formaggio "tipo" Parmigiano, prosciutto "tipo" di Parma, ecc.
116. Qui in Brasile un prodotto, per essere efficace nella pulizia, deve fare molta schiuma. Che sia un detergente per i pavimenti come una saponetta per il viso, se non fa un monte di schiuma per i brasiliani non pulirà mai bene.
117. Qui in Brasile, per un motivo a mio avviso inspiegabile, vanno matti per i Beatles. Non che questo gruppo inglese non meriti questo successo, ma é qualcosa di così lontano dalla cultura e dal genere musicale brasiliano che lo rende strano.

Ho dimenticato qualcosa? Volete aggiungerne altri? Nessun problema, a voi la scelta.

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domenica 30 novembre 2014

No Brasil, a taxa de homicídios é:

6 vezes maior que a dos EUA
8 vezes maior que a da Índia
9 vezes maior que a do Chile
13 vezes maior que a do Marrocos
36 vezes maior que a da Espanha

A escala da violência letal no Brasil é muito maior que a da maioria dos países do mundo e o enfrentamento a esse problema ainda não é prioridade na agenda nacional.


Você sabia que mata-se muito mais no Brasil do que em diversos países em guerra? Nos últimos 30 anos, mais de 1 MILHÃO de pessoas foram assassinadas. Em 2012, foram mais 56.000 homicídios.


Nas últimas três décadas, enquanto muitos indicadores sociais avançaram - como saúde, educação e redução da pobreza - o número de homicídios cresceu de forma vertiginosa no Brasil. Precisamos de políticas públicas que priorizem a redução da violência letal! 


Fonte: Anistia Internacional Brasil
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martedì 25 novembre 2014


Secondo una ultima notizia, l'Ikea ha desistito di aprire uno o più negozi in Brasile. Per chi, come me, conosce bene i prodotti Ikea non può che essere una cattiva notizia, ma in ogni caso era molto prevedibile questa decisione.

A causa delle assurde tasse d'importazione, i prodotti dell'Ikea avrebbero alla fine un costo molto elevato, poco competitivo con catene Casas Bahia o Magazine Luiza. È vero che in questo caso la qualitá sarebbe superiore a quest'ultimi (sfido chiunque a provare il contrario) ma in ogni caso l'impresa svedese perderebbe il target di clientela che la contraddistingue.

Altro fattore a mio parere determinante per la decisione presa é il metodo di vendita dell'Ikea. Per chi non lo sapesse funziona cosí: entri nel negozio e cominci a girare per i vari reparti, tutti adeguatamente arredati per categorie, come cucina, camera da letto, studio e altro. sa bisogna munirsi di matita e foglietto: si trovano all'inizio del percorso e anche strada facendo. I foglietti servono per segnare dove si trovano nel self-service (dove ci recheremo alla fine) i prodotti scelti. Sono disponibili anche dei metri di carta, per prendere le misure dei prodotti. 

Come ho detto è possibile osservare i prodotti all'interno degli ambienti ricostruiti, oppure presi singolarmente all'interno delle aree apposite. Se per esempio ci interessa un divano, possiamo valutare quelli esposti negli ambienti ricostruiti (quindi ricostruzioni di soggiorni) oppure recarci all'area dedicata ai divani e vederli tutti insieme. Ogni prodotto è provvisto di un cartellino; sopra sono indicati:


  • il nome del prodotto
  • la categoria a cui appartiene
  • la serie di appartenenza
  • il prezzo
  • i materiali
  • i colori disponibili
  • dove trovarlo
  • le misure del prodotto montato
  • le misure della scatola del prodotto da montare


Se il prodotto ci interessa, segniamo sul foglietto dove possiamo trovarlo. Fatto questo, con la nostra bella lista in mano, ci incamminiamo verso la fine, dove si trova il magazzino. Prendiamo un carrello e cerchiamo quello che ci serve nei vari scaffali, caricandoli direttamente sul carrello, dato che sono completamente smontati. Tutto questo da soli, senza l'aiuto di qualche commesso. Alla fine si paga e si carica in macchina quello che abbiamo comprato. Arrivati a casa dobbiamo solo montare i mobili seguendo dettagliatamente le istruzioni allegate. 

Bene, ve lo immaginate un brasiliano facendo questo? Di sicuro no. Sono talmente abituati a farsi servire in tutto che solo l'idea di cercare e caricare qualcosa da soli per loro é inconcepibile, figurarsi montarselo a casa.

Da notare alcuni commenti nell'articolo citato prima. C'é chi pensa che i prodotti dell'Ikea siano un "lixo" (ma questo succede anche in Italia), chi dice che l'Ikea é uguale a Casas Bahia (evidentemente non ha mai visto ne toccato con mano un mobile dell'Ikea) e chi afferma che qui in Brasile abbiamo giá negozi simili, per esempio Tok&Stok e Etna. Si, é vero, il concetto di vendita é molto simile, ma i prezzi sono di una assurditá totale! Faccio solo qualche esempio, prendendo alcuni prodotti simili:

Divano a 3 posti





Letto matrimoniale




Tavolo da pranzo




Quindi, come vedete, la differenza di prezzo tra l'Ikea in Italia con i negozi "simili" qui in Brasile é decisamente elevata. Questo, insieme ai motivi citati prima, ha fatto sí che l'Ikea abbia desistito, forse temporaneamente, di aprire una catena dei suoi negozi anche qui in Brasile. Peccato.

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venerdì 21 novembre 2014


È di questi giorni la notizia che il miliardario svizzero Stephan Schmidheiny e il barone belga Louis de Cartier, proprietari della multinazionale Eternit, sono stati assolti dall'accusa di disastro ambientale doloso e omissione dolosa di cautele antinfortunistiche. Il motivo é molto semplice: é passato troppo tempo dai fatti. 

L'art. 157 del codice penale italiano prevede che la prescrizione estingue il reato decorso il tempo corrispondente al massimo della pena edittale stabilita dalla legge e comunque un tempo non inferiore a sei anni se si tratta di delitto e a quattro anni se si tratta di contravvenzione, ancorché puniti con la sola pena pecuniaria. Purtroppo il mesotelioma maligno, il tumore causato dall'amianto, ha un’alta latenza (in altre parole, si manifesta solo molti anni dopo l’esposizione all'amianto). Per questo motivo La Suprema Corte ha annullato per prescrizione la sentenza che condannava Stephan Schmidheiny a 18 anni di reclusione e un risarcimento di quasi 100 milioni di euro, destinati ai sindacati, al comune di Casale Monferrato, alla regione Piemonte e alle 932 parti lese.

Se puó consolare Schmidheiny non é stato assolto completamente. L'imprenditore svizzero dovrà rispondere all'accusa di omicidio volontario continuato e pluriaggravato di 256 persone. È andata in prescrizione l'accusa di reato ambientale, ma ció non toglie che le sue fabbriche abbiano ucciso tutte queste persone. Staremo ora a vedere cosa succederà in futuro.

E in Brasile?

Qui ci sarebbe da ridere, se non da piangere. La quantità di amianto estratto, prodotto e commercializzato in questo paese é allucinante. Ma la cosa che fa piú impressione é la ingenuità e l'ignoranza di molte persone. La maggioranza dei brasiliani sono convinti che l'amianto prodotto in Brasile sia differente da quello degli altri paesi, meno pericoloso. Anzi, qualcosa di valido, utile ed economico. E non serve cercare di spigargli che, col tempo, quella copertura di Eternit sul tetto puó uccidere le persone, tanto loro non ci credono. Sará perché, considerando le morti che avvengono in Brasile, morire di tumore dopo venti o trent'anni sia una cosa da poco conto.

L’amianto – la cui produzione è stata bandita dal 1992 in Italia, dal 1999 in Europa e di cui l’OMS raccomanda sia eliminato a livello mondiale – ha un giro d’affari mondiale plurimiliardario che interessa molti paesi, a cominciare da Russia, Cina e Brasile, i tre principali produttori. Se però la Cina non è una democrazia e in Russia non si muove foglia che Putin non voglia, il Brasile è una democrazia piena e, per di più, è anche il terzo maggior consumatore al mondo d’amianto. «Ogni brasiliano» spiega lo pneumologo Ubiratan de Paula Santos, «consuma in media 700 grammi di amianto l’anno e stimiamo che i morti da amianto negli ultimi 10 anni siano stati 150mila». Il motivo è semplice: in Brasile ci sono 16 grandi aziende multinazionali che producono amianto – Eternit compresa – che «ad ogni elezione, vanno a finanziare trasversalmente tutti i partiti politici», spiega Fernanda Giannasi, un’ispettrice del ministero del Lavoro brasiliano in pensione, che ha fondato l’Abrea, l’associazione delle tante vittime verde-oro dell’amianto. Il suo è un lavoro immane perché gran parte di media e tv, grandi e piccoli, in cambio di pubblicità e/o finanziamenti da parte delle multinazionali che producono amianto non informano la popolazione brasiliana dei rischi connessi all’uso quotidiano dell’amianto.
Due episodi personali per capire. Quando nel 2007 mi trasferii in Brasile cercavo casa e ricordo ancora come un locatore, nello spiegarmi le virtù del suo appartamento, mi mostrò 4 enormi «fioriere di amianto. Sono una bellezza non è vero?» mi disse. Scappai a gambe levate. Un paio di anni fa, visitando il villaggio degli indios Tupinambá di Itapuã nei pressi di Ilheus, la città dove Jorge Amado ha ambientato il suo Gabriella, garofano e cannella, un vecchio mi mostrò orgoglioso il tetto della sua capanna in Eternit. «È indistruttibile» mi disse. «La nostra tradizione vorrebbe il tetto di foglie e paglia», mi spiegò lasciandomi di sasso Thiago, studente 25enne con la passione per l’informatica, nome indio Kaluaná, ma «la maggioranza qui ha voluto l’Eternit», perché «costa poco» ed è «più moderno».
Questa dunque la situazione in Brasile dove le aziende del settore si difendono con un mantra: «Il nostro amianto non fa male, è crisotile ed è diverso da quello italiano». Una balla clamorosa smentita da tutti gli studi scientifici seri, ovvero non fatti da “scienziati” pagati dalle multinazionali dell’amianto.
Fonte: Europaquotidiano 

QUI un video del quotidiano britannico The Guardian sulle  decine di migliaia di brasiliani affette da mesotelioma da amianto.
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mercoledì 12 novembre 2014


La violenza in Brasile é un dato di fatto e quasi una caratteristica saliente di questo paese. Numeri alla mano i morti in Brasile sono uguali o superiori a quelli nelle regioni di conflitto, con la differenza che qui non ci sono attenuanti di carattere religioso, etnico o politico. E nemmeno serve dire o pensare che tali morti occorrono solo in determinate fasce sociali. I delitti, i furti, le rapine e ogni genere di crimine violento avvengono quotidianamente in tutte le cittá del Brasile, grandi o piccole che siano, colpendo persone di ogni ceto sociale. Persone innocenti che pagano con la loro vita o con i loro beni le nefandezze di certi individui.

A violência no Brasil, persistente e indomável, é assustadora até para quem vive em áreas de guerra declarada.

Recentemente passei uma semana de férias no Brasil e, como sempre, a pergunta que mais ouvi foi: “Você não tem medo de morar no Oriente Médio?”.  Em seguida, quase no mesmo fôlego, me contavam sobre algum assalto, arrastão, sequestro, homicídio, ou alguma outra modalidade de crime que virou rotina no Brasil.  A quantidade de mortes violentas é comparável ou maior que em regiões de conflito. E o Oriente Médio é que é perigoso?

Em sua coluna de hoje na Folha, Clóvis Rossi chama a atenção para o problema com a argúcia habitual e o misto de indignação e espanto que o tema desperta. No Brasil, lembra Rossi, “inexistem os fatores agravantes”, étnicos, geopolíticos e religiosos, de um conflito como o do Afeganistão, “exceto uma clivagem social obscena. Mas, se dizem que ela está diminuindo, como explicar que não diminua também a violência, se valesse a teoria de que a criminalidade é decorrência predominantemente de fatores sociais?”

Os números falam por si. Segundo um estudo do Instituto Sangari, os homicídios no Brasil tiveram aumento de 259% nos últimos 30 anos anos, apesar da ascensão econômica do país. Em 2010 foram 49,9 mil homicídios. Para efeito de comparação, é menos que em um ano e oito meses de guerra civil sangrenta na Síria, que já deixou cerca de 30 mil mortos.

O descalabro brasileiro supera em vítimas os piores conflitos somados. De acordo com o estudo, a média anual de mortes por homicídio no Brasil é maior que a de vítimas de enfrentamentos armados no mundo. Entre 2004 e 2007, 169,5 mil pessoas morreram nos 12 maiores conflitos mundiais. No Brasil, o número de mortes por homicídio no mesmo período foi 192,8 mil.

Já fui a quase todas as capitais do Oriente Médio e nunca senti a insegurança das grandes cidades  brasileiras. Em nenhum país da região os motoristas andam sempre de janelas fechadas, como no Brasil. Vidros escurecidos nos carros, uma horrenda moda no Brasil, são inexistenses. Carros blindados são coisa para chefes de Estado e chefões da máfia.

Cobri guerras e estive em situações perigosas, mas é outro tipo de insegurança. Mesmo nas guerras civis, como na Líbia e na Síria, a linha de frente é de alguma forma delimitada. No Brasil, o front é onipresente.

Alguns dias antes de eu deixar o Brasil, um relato de arrepiar foi publicado por Eliane Catanhêde em sua coluna na Folha. Uma perseguição em alta velocidade, bandidos armados fazendo cavalo de pau na madrugada de Brasília, ameaças, tudo para roubar o carro da jornalista. Coisa de cinema, até para quem mora num lugar que virou sinônimo mundial de violência, a faixa de Gaza.

Na minha última visita a Gaza, um amigo veio me contar, visivelmente impressionado, sobre um filme brasileiro que tinha acabado de ver. Me encheu de perguntas, estava chocado com o nível de violência e queria saber se era verdade ou ficção. O filme era Tropa de Elite.  Expliquei como pude, sem botar panos quentes. Contei que a situação melhorara no Rio com as UPPs e mencionei como curiosidade que um dos pontos mais violentos da cidade, no Complexo da Maré, tinha o apelido de faixa de Gaza. O amigo ficou indignado…

O jornalista local que me ajudou na produção das reportagens em Gaza, circulava com um reluzente Rolex no pulso, que garantia ser verdadeiro. No Brasil alguém tem coragem?

Jerusalém, o epicentro do conflito israelense-palestino, é hoje uma das cidades mais seguras que conheço. É possível andar na rua a qualquer hora sem medo de assalto. O mesmo em Beirute, famosa pela guerra civil e, no passado mais recente, pelos carros-bomba. No Cairo, onde a segurança piorou depois da revolução, com a debandada da polícia, ainda fico muito mais tranquilo caminhando pelas ruas de madrugada do que no Rio ou São Paulo.

 No Rio, onde todos me dizem que a situação melhorou, peguei um táxi na zona sul e o motorista não tinha troco para uma nota de R$ 50. A explicação: com medo de assalto, prefere não andar com muito dinheiro. A que ponto chegamos.

Não tenho nenhuma intenção de glorificar o Oriente Médio, uma região cheia de irracionalidade e violência sem sentido: tensões sectárias, intolerância religiosa, extremismos e divisões tribais. Disso estamos livres, felizmente.  Mas bem que eu gostaria de poder abrir a janela do carro quando estou no Rio ou em São Paulo.

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mercoledì 29 ottobre 2014


E dopo aver passato mesi interi sotto un'estenuante propaganda politica, dopo aver visto il livello vergognoso di alcuni personaggi politici, dopo il risultato delle elezioni che tutti noi (purtroppo) conosciamo, consoliamoci con un'intervista fatta alla modella (modella??) brasiliana Geisy Arruda, in cui, trattando di argomenti di interesse pubblico (perlomeno qui in Brasile) parla, senza peli sulla lingua (e qui ci sarebbe di fare una battuta) sulle sue esperienze sessuali. Viva il Brasile!

"Aprendi sexo oral pensando em picolé de chocolate", diz Geisy Arruda

Não existe tabu para Geisy Arruda quando o assunto é sexo. Desinibida e muito bem resolvida, como ela mesma faz questão de frisar a todo momento, a modelo não se furtou a responder às mais picantes perguntas nos bastidores do Paparazzo. Nem mesmo sobre sexo anal, assunto que já deu o que falar com declarações de Sandy e Nicole Bahls em outras ocasiões.

"Já fiz com dois namorados, mas sexo anal para mim é prova de amor. Só fiz porque estava completamente apaixonada. Mas acho que é uma coisa muito particular, muito íntima, não dá para sair fazendo com todo mundo", explica.

Tanta destreza para falar de sexo, talvez, seja reflexo de uma vida sexual que começou aos 13 anos. Hoje com 25, Geisy relembra sua primeira vez, sem arrependimentos, e conta como aprendeu a fazer sexo oral logo em sua "estreia":

"Ele não sabia que eu era virgem, quis fazer uma surpresa. Cheguei toda confiante, mas na hora 'H' não consegui fazer nada. Para me ajudar a fazer sexo oral direito, ele me disse para imaginar que estava chupando um picolé. Aprendi a fazer pensando em picolé de chocolate, que é mas gostoso. Quando acabamos de transar, fui ao banheiro e vi que estava sangrando. Fiquei toda feliz. Ele ficou muito bravo quando descobriu que eu tinha acabado de perder a virgindade. Ele foi meu primeiro amor", lembra a modelo.

Fonte: Globo
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lunedì 27 ottobre 2014


Delusione. Questo é il sentimento che sto provando in questo momento. Dilma Rousseff ha vinto ancora una volta le elezioni e per altri quattro anni il PT governerà questo paese. Mi aspettavo un cambiamento radicale (ammesso che si possa definire “radicale” rimanere sempre in una posizione di sinistra), ma non è successo.

Per la verità era prevedibile quanto è successo. Ai brasiliani piace ricevere l’aiuto di qualcuno, e lo si vede nella vita di tutti i giorni. Quindi quando trovano un governante che promette sussidi economici di ogni forma e colore, non sanno dire di no, dimenticando così tutto quello che quel determinato partito o persona abbia commesso. Non per niente Dilma ha vinto specialmente nel Nord del paese, dove i beneficiari di tali sussidi sono in maggioranza.


Il “mensalão” e la corruzione in Brasile avrebbero dovuto dare una svolta decisiva a queste elezioni, ma i brasiliani sono così abituati a tutto questo che ormai non ci fanno più caso. La corruzione in Brasile è così sviluppata e radicata che fa parte della cultura brasiliana, come il samba o la caipirinha. È qualcosa di endemico, di generalizzato, quindi per loro qualunque partito dovesse governare il Brasile sempre ci saranno politici corrotti e scandali a non finire, quindi perché cambiare. Non lasciare la strada vecchia per quella nuova, sembra che sia il loro detto, perché sai quello che perdi ma non quello che trovi. E dopo dodici anni di PT di sicuro i brasiliani conoscono bene la “via vecchia”. Peccato che abbiano visto solo ciò che a loro interessava.


Di sicuro tirano un sospiro di sollievo Cuba, Argentina e Venezuela, maggiori partner commerciali del Brasile.

Quello che mi ha particolarmente colpito di questa campagna elettorale, aldilà del risultato finale, sono state le accusazioni e le bugie lanciate verso i vari avversari. Il PT in particolar modo, si è letteralmente divertito a lanciare falsità verso il suo avversario Aécio Neves. Una vera e propria tattica di paura e di terrorismo elettorale, prima contro Marina Silva durante il primo turno, poi contro Aécio nel secondo. E da come si vede il popolino ha creduto a tutto quello che Dilma & Co. affermava. O PT tem promovido uma das campanhas mais sujas da história. O objetivo é se manter no poder a qualquer preço”, há affermato Marina Silva, candidata del PSB. “Fui vítima dessa ação difamatória sem precedentes que agora praticam contra o candidato Aécio Neves.

Il bello é (si fa per dire) che tali accuse e diffamazioni molte volte cadevano nel ridicolo e nel personale. Per esempio Lula, in un comizio a favore di Dilma, accusò Aécio di guidare ubriaco e di rifiutarsi di fare il test alcolometro. In un altro comizio sempre Lula lesse una lettera di una presunta psicologa in cui si evidenziava come Aécio avesse disturbi mentali e che picchiava le donne. Hanno accusato Marina Siva di essere omofobica, tanto che la sua scota di sicurezza ha picchiato fino alla morte una persona gay che aveva tentato di approssimarsi a lei. Sempre Lula accusó il PSDB di essere come i nazisti: “Eles (Aécio e o PSDB) agridem a gente (nordestinos) como os nazistas na Segunda Guerra Mundial. São mais intolerantes que Herodes, que mandou matar Jesus Cristo... O governo do PSDB significa o genocídio da juventude negra”.

Per non parlare poi del fato che secondo il PT Aécio e/o Marina avrebbero eliminato la Bolsa Familia e alri sussidi con cui molti brasiliani vivono. È vero il detto che in amore e in guerra tutto vale, ma qui si esagera come sempre.

Strana però questa vittoria. Navigando per i vari social network si leggevano solo post e commenti contro Dilma. Sembrava che tutti votassero per Aécio. Peccato che non sia stato così.


Mi chiedo a cosa siano servite tutte le proteste e manifestazioni avute durante l’anno, cosa serviva fischiare e offendere la presidente Dilma durante la Coppa del Mondo. Sembra che i brasiliani pensino una cosa ma poi facciano un’altra. Ora il paese è in lutto per la vittoria di Dilma, ma conoscendo e vivendo in questo paese già da alcuni anni, ho imparato a non credere molto a quello che loro dicono o pensano. Non ha importanza se il Brasile si trovi diviso in due, e nemmeno il fatto che Dilma abbia vinto per pochi punti. I brasiliani hanno scelto il loro governante e il loro futuro. Peccato che, in qualche modo, anche io ne faccia parte.


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