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domenica 25 agosto 2013


In questi giorni uno degli argomenti più trattati e dibattuti è il "Programa Mais Médicos". Penso che tutti sappiano cosa sia, ma in ogni caso, per dirla in poche parole. è un programma istituito dal governo brasiliano per ampliare il numero dei medici in Brasile, specialmente nelle aree più isolate. Questi nuovi medici saranno sia brasiliani che stranieri, e riceveranno uno stipendio di 10 mila R$ al mese più un aiuto dal governo per le spese di installazione tipo ambulatori o altro. Ma facciamo alcune considerazioni su questo programma e sui medici in genere.

Prima di tutto, perché "poveri" medici? Certamente non per il lato economico, anche se di questo ne parleremo meglio più avanti. Poveri perché, i medici stranieri che sono già arrivati e che arriveranno nei prossimi tempi, stanno già ricevendo dure critiche proprio dai loro colleghi nazionali:

Médicos brasileiros ameaçam denunciar estrangeiros para polícia

A chegada ao Brasil dos primeiros médicos estrangeiros contratados como parte do programa do governo federal Mais Médicos provocou reação de organizações do setor, que ameaçaram denunciar seus colegas para a polícia por "exercício ilegal da profissão". Segundo o governo, uma das razões das deficiências na saúde, que foram uma das reclamações apontadas nas recentes manifestações no país, é a falta de médicos, principalmente nas áreas mais pobres do Brasil, nas quais os profissionais do setor resistem a trabalhar.

Quindi, in questo paese così aperto e liberale come molti affermano, questi "poveri" medici subiranno fin dal principio una serie di preconcetti e discriminazioni non indifferenti, e non da parte del popolo brasiliano, che in qualche modo non s'importa se il medico curante sia di questo paese o straniero, ma da una certa classe di professionisti che vedono il loro lavoro e il loro futuro messo in rischio per una misura voluta dal governo Dilma. Ma allora, se se proprio i medici vedono una minaccia l'arrivo di medici stranieri, perché non fanno qualcosa per migliorare le cose, oltre che a lamentarsi? Ma è poi vero che mancano medici in Brasile?

O Brasil tem uma taxa de 1,8 médicos por cada 1.000 habitantes, baixa em relação a outros países e que chega a 3,7 no Uruguai, 3,2 na Argentina e quatro na Espanha. [secondo Index Mundi, la percentuale del Brasile é di 1,72 e dell'Italia 4,242].

In effetti, meno di due medici per mille abitanti è veramente poco. È vero che, per esempio, in Papua Nuova Guinea il valore è meno di 1 (0,053), ma qui stiamo parlando di un paese considerato uno tra i più ricchi e prosperi del mondo. E perché ci sono così pochi medici in Brasile?

No início do ano, uma pesquisa do Ipea realizada com 2.773 frequentadores do SUS, o Sistema Único de Saúde, indicou que o principal problema de 58% dos brasileiros que procuram atendimento na rede pública é a falta de médicos. Num País com cerca de 400 mil médicos formados, no qual pouco mais de 300 mil exercem a profissão, nada menos que 700 municípios – ou 15% do total – não possuem um único profissional de saúde. Em outros 1,9 mil municípios, 3 mil candidatos a paciente disputam a atenção estatística de menos de um médico por pessoa – imagine por 30 segundos como pode ser a consulta dessas pessoas. Em busca de médicos para 13 mil postos abertos em pontos remotos de 2,9 mil prefeituras do país, mas reservados exclusivamente a brasileiros, o Ministério da Saúde mal conseguiu preencher 3 mil vagas, ainda que oferecesse uma remuneração relativamente convidativa para recém-formados, no valor R$ 8 mil mensais, o equivalente a um profissional de desempenho regular em estágio médio da carreira. Essa dificuldade se explica por várias razões. Poucas pessoas nascidas e criadas nos bairros de classe média das grandes cidades do País, origem de boa parte dos médicos brasileiros, têm disposição de abandonar amigos, família e todo um ambiente cultural para se embrenhar numa região desconhecida e inóspita. Isso vale não só para médicos, engenheiros, advogados, mas também para jornalistas.

O motivo essencial, contudo, reside numa regra econômica que regula boa parte da atividade humana, inclusive aquela que define chances e oportunidades para profissionais de saúde – a lei da oferta e a procura. Em função da elevação da renda da população e também de uma demografia que transformou o envelhecimento numa realidade urgente, nos últimos dez anos assistiu-se a uma evolução curiosa no universo da saúde brasileira. Formou-se a demanda por 146 mil novos médicos, no Brasil inteiro, mas nossas universidades só conseguiram produzir dois terços dessa quantia, deixando um déficit de 54 mil doutores ao fim de uma década. Num sintoma desse processo, os vencimentos dos médicos brasileiros ocupam, hoje, o primeiro lugar na remuneração de profissionais liberais, superando engenheiros e mesmo advogados.

Nos hospitais e nos órgãos públicos, há diversos relatos dramáticos que envolvem a dificuldade para se contratar médicos, mas poucos se comparam à situação enfrentada por Henrique Prata, gestor do Hospital do Câncer de Barretos, uma das mais respeitadas instituições do País na especialidade. Nem oferecendo um respeitável salário de R$ 30 mil para seis profissionais que seriam enviados a Porto Velho, em Rondônia, ele conseguiu os especialistas que procurava. Henrique Prata explica: “Há cerca de dois anos venho notando a falta de médicos no Brasil. Hoje, oferecemos salário inicial de R$ 18 mil por oito horas diárias de trabalho, mas não conseguimos gente para trabalhar. Está mais fácil achar ouro do que médico.”

Quindi sembra che qui in Brasile nessuno voglia fare il medico. Sará perché, secondo loro, guadagnano poco?

O concurso público para provimento de vagas de médicos oftalmologistas em Ambulatório Médico de Especialidades (AME) em São João da Boa Vista, por exemplo, oferece salário de R$ 5.833,61, por 22 horas semanais. Já a Prefeitura Municipal de São Luiz do Paraitinga paga R$ 7.252,20, por 40 horas semanais, para clínicos gerais no Programa de Saúde da Família (PSF), e R$ 2.755,83 a médico ginecologista, por 16 horas semanais. Por sua vez, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, subordinado à Secretaria de Estado da Saúde, oferece salário de R$ 1.862,64 para médico cardiologista, por 20 horas semanais.


Fermi tutti! Come 20 ore settimanali? Vuol dire che un medico in Brasile lavora solo 4 ore al giorno? E allo stesso modo, prende uno stipendio che va da circa 1.800 R$ a piú di 7.000 R$? In Italia, solo per fare un esempio, i medici hanno lo stesso carico orario degli altri lavoratori. Secondo il contratto della CGL "L'orario settimanale contrattuale per un dirigente medico è di 38 ore settimanali, pari a 7 ore e 36 minuti al giorno su 5 giorni." e addirittura per la Commissione Europea i medici italiano lavorano troppo:


I medici italiani lavorano troppo per la Commissione europea che ha chiesto che siano rispettati i loro diritti al riposo minimo quotidiano e settimanale. Se entro i prossimi due mesi l’Italia non si adeguerà a quanto prescritto dalla direttiva sull'orario di lavoro, rischia il deferimento alla Corte di giustizia europea. In base alla legislazione italiana numerosi diritti fondamentali stabiliti nella direttiva sull'orario di lavoro, quali la durata media dell'orario settimanale limitata a 48 ore e un periodo minimo di riposo giornaliero di 11 ore, non si applicano agli "amministratori" che lavorano presso il Servizio sanitario nazionale. La direttiva consente agli Stati membri di derogare ai suddetti diritti quando si tratta “di dirigenti o di altre persone aventi potere di decisione autonomo”. I medici che lavorano per la sanità pubblica italiana, tuttavia, sono classificati ufficialmente come “amministratori" senza godere necessariamente di prerogative dirigenziali o di autonomia rispetto al proprio orario di lavoro. Ne consegue un'ingiusta privazione dei diritti garantiti loro dalla direttiva sull'orario di lavoro. Il sollecito della Commissione è arrivato sotto forma di parere motivato nel quadro dei procedimenti di infrazione dell'UE.

In ogni caso i motivi di questa carenza di medici non sono certamente economici.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou projeto de lei que institui plano de cargos e salários e de carreira médica, durante coletiva de imprensa na Associação Médica Brasileira (AMB), na manhã deste dia 18 de outubro, Dia do Médico. O projeto está sendo encaminhado à Assembleia Legislativa e, se aprovado, irá abranger todos os médicos do Estado de São Paulo, incluindo pensionistas e aposentados. “Com uma remuneração mais justa e valorização da carreira, queremos que não faltem médicos, beneficiando a população que mais precisa e depende do SUS”, afirmou Alckmin, que também é médico. 
O plano incluirá três classes de médicos (I, II e III). Um profissional da classe III, por exemplo, receberá, com teto de produtividade, até R$ 7,5 mil por jornada de 24 horas semanais, R$ 6,3 mil por 20 horas e R$ 3,8 mil por 12 horas. Aos profissionais iniciantes enquadrados na classe III, com carga horária de 40 horas e que receba o teto do Prêmio de Produtividade Médica, além da Gratificação Executiva, por exemplo, estão previstos salários de R$ 14,5 mil. Os médicos com cargos de chefia terão remuneração diferenciada. A remuneração média atual de um profissional médico da rede estadual é de R$ 3,7 mil. 

Embora sejam as cidades do interior o principal alvo da proposta do governo federal de trazer médicos de outros países para suprir a demanda, a falta de profissionais não é uma exclusividade delas. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, municípios também oferecem altos salários a profissionais que queiram se dedicar principalmente às equipes de saúde da família (PSF). Em Santa Luzia, por exemplo, são R$ 15.000 para trabalhar no posto por 40 horas semanais, ou oito horas por dia, com coleta de impressão digital para garantir a presença. É um dos maiores rendimentos oferecidos na Grande BH. Mesmo assim, há quatro vagas abertas. Clínicos justificam apontando problemas como falta de estrutura e contrato de trabalho e mesmo violência. Ontem, o Estado de Minas mostrou a dificuldade de cidades do interior em conseguir contratar médicos. Hoje, a presidente Dilma Rousseff anuncia medida provisória que autoriza que estrangeiros atuem no interior e abre vagas em universidades. 

Os salários, mesmo tão perto de Belo Horizonte e atraindo profissionais que geralmente moram na capital, são de pelo menos R$ 9.000, chegando aos R$ 15.000. Quem entra no site da Prefeitura de Ibirité, por exemplo, se depara com um anúncio: “Contratam-se médicos – salários de até R$ 13.230,82”. 

Segundo o secretário Dácio Abud Lemos, um médico que atende no Programa de Saúde da Família (PSF) ganha cerca de R$ 7.000 e os da atenção básica recebem R$ 4.000 com horário diferenciado. “Esse valor não é atrativo para os profissionais. Todo mês abrimos vagas para pediatras, mas nunca são preenchidas. Muitas vezes fizemos concursos e nenhum médico se inscreveu”, disse. A situação, segundo o secretário, ficou ainda pior quando o Hospital São João de Deus deixou de oferecer serviços de ortopedia e neurologia. Agora, pacientes que precisarem dessas consultas têm de aguardar uma vaga em Formiga ou em Santo Antônio do Amparo.

Allora forse il problema non è da ricercare nel vile denaro, ma nella struttura della sanità pubblica brasiliana, che non è certamente tra le migliori del mondo. E questo i medici brasiliani lo sanno molto bene.

Gustavo Machado Rocha é infectologista e vice-coordenador do curso de medicina da Universidade Federal de São João del-Rei, que tem câmpus em Divinópolis. Para ele, o maior problema ali é o exercício da medicina do ponto de vista técnico. O médico foi convidado pela prefeitura para montar um ambulatório de hepatite viral. “Topei, montei o ambulatório, mas não consigo fazer a propedêutica (procedimentos preparatórios para o tratamento) básica recomendada. Solicito um exame e a prefeitura não fornece. Peço uma biópsia hepática e ocorre o mesmo”, lamenta. Às vezes, segundo ele, nem mesmo um exame complementar básico pode ser obtido. Isso sem contar com a falta de uma rede de referência na especialidade. “Faltam aparelhos, às vezes até papel”, revela. Na opinião dele, as prefeituras e os serviços públicos deveriam assumir a saúde da população. “Para o tratamento da hepatite, o Ministério da Saúde oferece o medicamento, que é caríssimo. O tratamento passa de R$ 20 mil. Mas para isso exige uma série de pré-requisitos que não consigo cumprir, porque não há estrutura nem para as coisas mais básicas do tratamento.”


In ogni caso due cose sono facile da capire: la prima è che effettivamente servono più medici in questo paese, la seconda è che, anche con l'arrivo di nuovi medici, questo non risolverà i problemi della sanità brasiliana.


Ora c'è un'altra cosa che non mi è chiara. Come abbiamo visto, i medici che aderiranno a questo programma, riceveranno uno stipendio di 10 mila reais la mese. Tutti, ma non i medici cubani.

O salário oferecido pelo governo brasileiro é de R$ 10.000 por mês, mas no caso dos cubanos o governo da ilha receberá o salário por meio da OPS e pagará seus profissionais.

Seria compreensível que não reclamassem: como o salário mensal de um médico em Cuba varia entre 25 e 40 dólares, a proposta de imigrar temporariamente para o Brasil parece tentadora. Aqui, diferentemente de outros países, o governo garante que eles vão receber valor maior que o diminuto salário cubano. Como a bolsa do governo é de R$ 10 mil, o pagamento poderia ficar entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil. Em compensação, um médico que veio ao país na década de 90 e que não quis se identificar, em depoimento a O Globo, reclamou que eles ficavam apenas com 15% do salário que a embaixada cubana recebia. "Era muito pouco pela quantidade de trabalho", reclamou. Ele desertou Cuba.

Pelo acordo firmado entre o Ministério da Saúde e a Organização Panamericana de Saúde (Opas) para contratar 4 mil médicos cubanos, o governo brasileiro pagará à Opas o valor equivalente à remuneração dos demais profissionais do Mais Médicos (R$ 10 mil), e a organização repassará esse dinheiro para o governo cubano. O governo não sabe quanto dos R$ 10 mil ficará com os médicos e quanto irá para o governo cubano. A declaração foi feita em uma reunião nesta quinta-feira (22) com representantes dos municípios de São Paulo sobre o programa federal. "Não podemos pagar diretamente ao médico cubano. O governo cubano só aceita enviar médicos sob a forma de um acordo bilateral, e é isso o que está sendo feito", disse Barbosa. Questionado sobre as declarações de entidades médicas brasileiras, que mostraram preocupação com as condições de trabalho dos profissionais cubanos, ele enfatizou que os médicos estão vindo para o Brasil voluntariamente.


Quindi, va bene che in ogni caso un medico cubano riceverà uno stipendio maggiore di quanto prenderebbe nel suo paese d'origine, ma in ogni caso io la vedo come una forma di discriminazione. D'accordo che la "colpa" è del governo di Castro, ma a questo punto era proprio necessario prenderli da Cuba questi medici? I paesi membri del OPAS sono 27, tra cui Stati Uniti e Canada, e non si potevano trovare qualche migliaio di americani per venire a lavorare in Brasile? Evidentemente no, perché o fai parte di qualche organizzazione volontaria senza fini di lucro, oppure devi vivere in un paese peggiore di questo per accettare un accordo simile. Diecimila reais sono circa 3.300 euro al cambio attuale. Non penso che un medico spagnolo o italiano guadagni molto meno in Europa, quindi questi medici stranieri hanno altri motivi per scegliere di far parte di questo programma. La maggior parte hanno famigliari brasiliani, e questo é un modo di ricongiungersi a loro. Ma mi piace pensare che la maggior parte di loro venga qui per una delle regole di Ippocrate: prestare soccorso a chiunque fosse bisognoso di cure senza escluderne alcuno.









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lunedì 19 agosto 2013


C'è un post scritto nel lontano 2010 che continua ad avere molto successo in questo blog ed è sempre al primo posto nelle statistiche di Blogger. In quel post chiedevo quale era il miglior posto per vivere in Brasile, considerando il livello di vita e il fatto di essere italiano, quindi abituato a un clima e a un modo di vivere diverso. Devo dire che ho ricevuto molti commenti e consigli a riguardo, e ringrazio moltissimo tutti quelli che in qualche modo hanno voluto aiutarmi in questa epica scelta. 

Ora però faccio il contrario

Quella santa donna di mia moglie, durante certe crisi esistenziali che avvengono in tutte le famiglie, ogni tanto mi guarda serio e mi dice: "Torniamo in Italia". Io la guardo sorridendo, e le spiego che purtroppo non è possibile per noi tornare a vivere in Italia. Non ho la possibilità di rifarmi una vita in un altro paese, non ho i mezzi necessari per comprare tutto quello che serve e in Italia è ancora difficile trovare un lavoro. Penso seriamente che la mia vita e il mio futuro ormai è qui in Brasile e mi basterebbe avere qualche problema in meno e qualche soldo in più per vivere serenamente, senza troppe pretese. Però quest'idea di vivere in Italia, oltre ovviamente a farmi piacere, mi ha incuriosito.

Così sono andato a cercare in rete qualche dato sui costi delle città italiane, giusto per avere un'idea, ma bene o male sono venute fuori informazioni già note o poco dettagliate.

Per esempio si vede che al Sud la vita costa meno. Secondo una ricerca fatta dal Istituto per le Ricerche Economiche e Sociali, la spesa di una famiglia italiana è più cara a Roma o Milano che a Terni o Ascoli:



Secondo invece un'altra ricerca fatta da Il Sole 24 Ore, la città più cara risulta essere Rimini, mentre quella più economica Potenza. QUI l'articolo in questione.

E ancora, secondo un'altra ricerca, Aosta risulta essere la città più cara d'Italia e Siena (!) la più conveniente:


E' Aosta la città più cara d'Italia, dove il carrello della spesa arriva a costare fino a 800 euro in più l'anno. Secondo un'indagine condotta dal Codacons, insieme al sito specializzato www.spesafacile.com, il capoluogo valdostano batte infatti tutte le altre 109 province italiane, arrivando a costare ben il 28% in più rispetto alla provincia più economica, Siena. Lo studio ha preso in esame un paniere composto da 28 beni, rappresentativi della spesa settimanale tipo di una famiglia media. Nel carrello sono stati inseriti quindi generi alimentari come latte, uova, pane, pasta, carne bovina, e beni legati alla persona come sapone, detersivo e dentifricio. Il risultato indica Siena al vertice della classifica del risparmio.
Quasi inaspettatamente infatti nella provincia toscana per acquistare il paniere di beni individuato, si spende meno in assoluto: 49,83 euro. La provincia più cara invece proprio Aosta dove, per i medesimi prodotti, si spendono 63,83 euro, ossia 14 euro netti in più di Siena (+28%). Tra le città più economiche figurano molte città del Sud: al secondo posto si piazza infatti Vibo Valentia (50,29 euro) e al terzo Potenza (50,98 euro). Al contrario tra le più care sono soprattutto città del Nord. Il Codacons evidenzia proprio che tra le città meno convenienti vi siano ben tre province della Lombardia (Lecco, Varese e Sondrio) e tre del Piemonte (Novara, Vercelli e Verbano Cusio Ossola).
Guardando ai prodotti inseriti nella lista della spesa, alcuni registrano prezzi estremamente diversificati a seconda della città: ad esempio il riso (1 kg) lo si può trovare a 1,50 euro a Potenza e a 4,84 euro a Nuoro, con una differenza che arriva al 220%; il tonno in scatola (confezione da 3 x 80 gr) passa da 1,80 euro di Siena a 4,49 euro di Aosta (+149%); 12 rotoli di Carta igienica costano invece 6,98 euro nella provincia di Verbano-Cusio-Ossola e 3,35 euro a Isernia (differenza del 108%). ''Le differenze esistenti tra le varie città d'Italia sotto il profilo dei prezzi al consumo, incidono pesantemente sui bilanci delle famiglie e sul loro potere d'acquisto - afferma il Presidente Codacons, Carlo Rienzi - Basti pensare che, facendo una spesa completa (non solo i 28 beni dello studio) nella città più conveniente, a fine anno si avrà un risparmio pari a circa 800 euro a famiglia rispetto alla città più costosa''.
Fonte: Wineuropa.it

Insomma, capire dove la vita costa meno è molto difficile. Ma aldilà dell'aspetto economico (a mio avviso molto importante, perché, parliamoci chiaro, chi ha i soldi sta bene sia a Milano come a Catania o São Paulo) un altro aspetto da considerare è la qualità della vita, e qui i dati si capovolgono, o per meglio dire, rimangono uguali, nel senso che le città del Nord sono quelle con il miglior livello di vita, mentre quelle del Sud le peggiori.
Fonte: Idealista

Ma allora, un povero Cristo senza soldi che vuole vivere in Italia, quale città dovrebbe scegliere? Di sicuro, se dovessi considerare solo il clima e i gusti personali, sceglierei come destinazione, che so, il Trentino Alto Adige, ma considerando i gusti e i bisogni di mia moglie penso che sia meglio vivere in qualche località del Sud, magari vicino al mare. Torno a precisare che non é mia intenzione tornare in Italia, anche se mi piacerebbe. È solo una curiosità che mi é venuta. Quindi, secondo voi... qual'è il miglior posto per vivere in Italia? 

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... soltanto un anno dopo." diceva una vecchia canzone di Charles Aznavour. E triste lo è veramente, specialmente per i turisti che vanno a visitarla. Ad alcuni turisti romani è costata molto la visita di questa città: piu di 100 euro per 4 caffé e 3 amari! Solo "l'accompagnamento musicale" è costato 42 euro, neanche ci fosse Bocelli in persona a cantare! A difesa del Caffè accusato, posso dire che il locale è uno dei più noti e prestigiosi di Venezia, proprio in Piazza San Marco, e che in ogni caso hanno un listino prezzi dove uno, prima di fare l'ordinazione, può fare due conti e decidere se rimanere in quel locale o sceglierne uno più economico. E poi qui in Brasile un cafezinho da quattro soldi in un qualunque Shopping della città lo pago 3 reais, quindi in proporzione quel Caffè veneto non é che sia poi così caro. Certo però che 100 euro sono tanti.

Quattro caffè e 3 amari a San Marco
Lo scontrino supera i cento euro

Al Caffè Lavena. I turisti romani postano la foto su Facebook e scoppia il caso . La difesa della Fipe: «Quelle tazzine sarebbero dovute costare 20 euro l'una»

VENEZIA - Quattro caffè e tre amari in Piazza San Marco, con tanto di accompagnamento musicale, sono costati a un gruppo di sette turisti romani, 100,80 euro. Il conto «salato», del caffè Lavena pubblicato sulle pagine di Facebook, è diventata l'occasione per una nuova polemica sui costi degli esercizi commerciali di Piazza San Marco. A incidere sul prezzo totale è stata, in particolare, la voce «accompagnamento musicale», che ammontava da sola a 42 euro, e la «correzione» al caffè, costata 44,80 euro.
I titolari del caffè, che si affaccia sul «salotto buono» della città, non si scompongono e spiegano: «Ai turisti viene dato il listino nel quale sono indicati tutti i prezzi, compreso il supplemento per la musica». Difende il locale anche Ernesto Pancin, segretario provinciale della Fipe, la federazione dei pubblici esercizi. «Se quei caffè e quegli amari i sette turisti romani li avessero presi cento metri più in là, fuori dalla piazza, avrebbero sicuramente pagato un prezzo diverso».
E rincara: «Sono stufo di questi episodi che attaccano di continuo Venezia e i locali apparentemente da salasso. Mi sembra che siano persone che non sanno girare il mondo. Cosa pretendevano di pagare in un caffè che è il top sia nel servizio che nella qualità, seduti in Piazza San Marco e con l'orchestra che suona per loro? Se ne stia a casa certa gente. Lancio una provocazione: quel caffè per quanto mi riguarda - conclude - sarebbe dovuto costare almeno 20 euro per i costi che hanno le nostre aziende». (Ansa)


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domenica 18 agosto 2013



di Valerio Porcu, 14 agosto, 2013 14:15

Il governo brasiliano chiede i danni a Samsung per aver violato le leggi sul lavoro.

Il ministero del lavoro brasiliano ha denunciato Samsung per avere violato le leggi sul lavoro, danneggiato la salute dei lavoratori e provocato un spesa sostanziosa da parte delle casse pubbliche. L'azienda sudcoreana si è già detta disponibile a collaborare con le autorità del Paese.
Il problema più rilevante sono turni che arrivano a 15 ore, ma anche la velocità di produzione richiesta rappresenta un nodo da sciogliere: 85 secondi per assemblare uno smartphone e 6 secondi per imballarlo porterebbero a fare il triplo dei movimenti al minuto che sarebbero accettabili da un punto di vista medico. Non sorprende quindi che gli operai lamentino mal di schiena, tendiniti e altri problemi.
Gli inquirenti hanno controllato la fabbrica di Manaus nel maggio del 2011 e ancora il maggio scorso, con l'obiettivo di verificare circa 1200 denunce da parte dei lavoratori, eoltre 2000 richieste di assenza per motivi di salute ricevute dalle istituzioni carioca. A tali verifiche ha fatto seguito la denuncia da parte del governo, che ha pagato le spese tramite il sistema di welfare, ma ritiene che il conto debba saldarlo Samsung - avendo violato diverse leggi.
Il governo di Brasilia è quindi intenzionato a chiedere i danni, per un ammontare di poco più di 81 milioni di euro. "Una volta che avremo ricevuto la documentazione, faremo una revisione completa e offriremo completa collaborazione al governo brasiliano. Ci preoccupiamo moltissimo per creare un ambiente di lavoro che assicuri i migliori standard di salute, sicurezza e benessere per i nostri lavoratori in tutto il mondo", ha risposto Samsung con una nota stampa.
Non è comunque la prima volta che Samsung deve affrontare accuse simili, sebbene in passato si sia parlato frequentemente di fabbriche situate in Cina. Un problema che, molti lo ricorderanno, tocca da vicino anche Apple - e a seguire tutte le aziende del settore hi-tech.
Una situazione che, purtroppo, accomuna tutto il settore manifatturiero, che si tratti di smartphone, di abbigliamento o altro. Alcuni ritengono che sia l'inevitabile prezzo da pagare: per avere prodotti economici in una parte del mondo, è necessario che in un'altra qualcuno debba affrontare condizioni inaccettabili, qualche volta quasi inumane. Altri invece credono che questa sia una stortura che va corretta al più presto, e che la soluzione sia ridurre i profitti delle aziende: in altre parole, che si trattino meglio i lavoratori senza aumentare il prezzo finale. Qual è la risposta giusta secondo voi?
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sabato 17 agosto 2013


In Italia, ma forse nel mondo intero, durante gli anni 60/70 era comune immaginare la Svezia come un paese evoluto e emancipato, specialmente dal lato sessuale. Si immaginava che le donne svedesi, alte, belle e bionde, fossero tutte disinibite e libere, in cui il sesso fosse una cosa "normalissima" e non qualcosa da nascondere fra le mura di casa. Ma qui in Brasile si fa di meglio! In una città del Paraná, Cascavel, un professore di matematica ha dato un classico compito ai propri alunni dove, invece del solito tema  tipo "Mario ha comprato due mele..." il prodotto principale era un vibratore. Sì, proprio un vibratore, con tanto di Sex-Shop e affini. Io non sono scandalizzato per questo, sono vecchio ma non così bigotto, ma per quale motivo questo simpatico professore ha scelto proprio questo articolo? Forse é qualcosa che i suoi alunni conoscono bene? Chi lo sa. 

Professor é suspenso após pedir que alunos calculassem preço de vibrador
Caso aconteceu em uma escola pública de Cascavel, no oeste do PR. Professor foi suspenso até que o Núcleo de Educação investigue o caso.

Um professor de matemática que dava aulas na rede estadual de ensino em Cascavel, no oeste do Paraná, foi afastado nesta sexta-feira (16) suspeito de pedir aos alunos para que resolvessem um problema. Na questão, ele usava as palavras "vibrador, camisola e sex-shop".

Na atividade, o professor, que não teve o nome divulgado nem a escola onde leciona, pede para que os alunos façam uma conta para saber os preços de um vibrador e uma camisola, comprados dentro de uma sex-shop.

Em nota, a o Núcleo Regional de Educação (NRE) informou que tomou conhecimento dos fatos pela imprensa e que, de imediato, convocou o professor para uma audiência junto à Ouvidoria do órgão. Enquanto a situação é analisada, o profissional ficará afastado das funções.

Veja a nota do NRE:

Com relação à denúncia de que um professor da rede estadual, pertencente ao nosso Núcleo Regional, teria utilizado um exemplo inadequado a idade da turma numa questão de Matemática, o Núcleo Regional da Educação de Cascavel informa que, após ter obtido a informação por meio da imprensa, de imediato tomou as providências cabíveis, isto é, convocou o professor, cuja identidade será mantida em sigilo por solicitação do denunciante, para uma audiência junto à Ouvidoria deste órgão. Enquanto se analisa o ocorrido, o profissional está afastado da função junto à escola, até completa apuração dos fatos.

Fonte: G1
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sabato 10 agosto 2013


60.752 morti nel 2012. Gli incidenti di transito in Brasile uccidono , in un anno, quanto la guerra civile in Siria uccide ha ucciso in 20 mesi... quanto la guerra in Iraq in 3 anni... la guerra del Vietnam in 16 anni.

Qualche tempo fa qualcuno mi aveva chiesto quanti morti avvengono nelle strade brasiliane a causa di incidenti. Evidentemente é un argomento interessante, perché nel numero di aprile della rivista Veja si parla proprio di questi. E i numeri non sono per nulla incoraggianti. Questi sono alcuni punti interessanti di quell'articolo:


Il mondo avanza, il Brasile retrocede. In Germania, le morti per incidenti diminuirono del 81% negli ultimi quarant'anni, e il governo tedesco ha come obiettivo di chiudere un anno senza nessuna morte. L'Australia diminuì la mortalità nelle strade del 40% in sole due decadi. Alla Cina servirono solo dieci anni per invertire una situazione in cui le morti per incidenti erano diventati la principale causa di morte entro le persone fino a 45 anni d'età. Tra il 2002 e il 2011, la perdita di vite cinesi per incidenti, caduta di moto o bicicletta diminuì del 43%...


Un bilancio fatto dal Osservatorio nazionale di Sicurezza Viaria per Veja [...] rivela che il numero di vittime di transito é molto superiore a quello che fanno credere le statistiche ufficiali. Nel 2012 furono registrati più di 60.000 morti, con un aumento del 4% al 2011, e 352.000 casi di invalidità permanente. Si muore di più per incidenti che per omicidio o cancro. Ossia, noi, brasiliani, abbiamo più motivo di aver paura di un qualunque cittadino seduto al volante o su una moto che la possibilità di incontrare un rapinatore o di avere un tumore maligno...


Si ha l'abitudine di dare la colpa alla precarietà delle strade, ai problemi delle infrastrutture, alla mancanza di ciclovie e segnalizzazione. Si afferma anche che le auto vendute qui, non avendo uno standard di sicurezza europeo, sono delle vere trappole mortali su ruote. Tutti questi problemi aumentano i rischi, ma la vera ragione di questo massacro nel transito é che noi, brasiliani, guidiamo molto male. [...] Il primo problema risiede nella inefficienza del potere pubblico nella applicazione delle leggi e nella nostra inclinazione culturale per ingannare tali regole. Il secondo ha la sua origine nella eccessiva attenzione in soluzioni a carattere economiche - principalmente multe - e quasi nessuna attenzione nella formazione di automobilisti e pedoni...

Uno studio recente del Centro di Ricerche Giuridche Applicate della Fondazione Getulio Vargas ha rilevato che l'82% dei brasiliani trovano facile disobbedire alle leggi del paese [... ] Nel 2008, quando entró in vigore la Lei Seca, l'impatto positivo fu immediato. Per paura di essere arrestati molti automobilisti non guidarono dopo aver bevuto. Come conseguenza si ebbe una riduzione di quasi 4.000 richieste di indennizzazione per morte al DPVAT. Ma é bastato che scoprissero che non era obbligatorio soffiare nel etilometro che la curva delle morti ritornasse in aumento...

L'Australia ha uno dei migliori sistemi di abilititazione del mondo. Per prendere la patente gli australiani devono frequentare 120 ore di scuola pratica. In Brasile sono meno di 20 ore. Gli australiani, dopo di passare un test, affrontano numerose restrizioni fino a che provino che sono veramente capaci di guidare. Loro possono guidare a partire dei 16 anni, ma fino a 18 possono guidare solo di giorno e accompagnati di un adulto, e inoltre non possono portare nessun passeggero con loro. Dai 18 ai 22 anni, gli australiani non possono in nessun caso essere sorpresi ubriachi al volante. Se questo succede, loro perdono la patente e ne potranno avere un'altra solo dopo un anno. In Brasile, la prima abilitazione é provvisoria durante un anno, ma le regole sono deboli. Anche se l'automobilista una infrazione grave, la sua unica punizione é di tornare in una Autoscuola...

Nota: il neretto è mio.




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mercoledì 7 agosto 2013


Da quando è stato pubblicato, pochi giorni fa, il Rapporto sullo Sviluppo Umano del 2013, qui in Brasile è un fiorire di notizie che, in un modo o un altro, parlano di questo argomento, anche se non ce ne fosse bisogno.

Ecco allora che i vari giornali e media locali fanno a gara per promuovere servizi su quanto sia migliorato questo indice in "soli" 20 anni, ecco che fanno studi, comparazioni e previsioni future su come era e come sarà o "País do futuro", ecco titoli su giornali tipo "Municípios com IDH baixo tiveram contas reprovadas pelo TCE-AM" o "Condomínios podem ter alavancado IDH de Nova Lima", "Cidades com mais atividade comercial têm melhor IDH" o "Para onde vão os profissionais do Mais Médicos" dove, anche se non c'è IDH nel titolo, pubblicano una bella e elaborata "mapa com a distribuição de médicos, segundo o nível de desenvolvimento humano de cada município". Ma la lista è praticamente infinita.

Il fatto è che qui in Brasile hanno l'abitudine di manipolare le informazioni.

Per alcuni paesi l'ONU ha creato dei rapporti più dettagliati, dando così non solo dei valori nazionali, ma di ogni (o quasi) città di quella nazione. Ecco allora che scopriamo che, per esempio, São Paulo do Potengi, nello Stato di Rio Grande do Norte, nel 1991 aveva un IDHM del 0,341 ma nel 2010 tale valore è salito a 0,622. E via dicendo. In questo modo ogni municipio, ogni giornale, televisione o semplice persona potrà dire "Guarda come siamo cresciuti in dieci anni!".

Era già successo quando il Brasile era diventato una potenza economica, sorpassando i poveri paesi europei in crisi. Ecco allora "todo mundo" gridare al miracolo economico, a pavoneggiarsi come se avessero conquistato la Luna, a credersi superiori o migliori degli altri.

Peccato però che sei vai a vedere gli indici IDH nazionali non ci sia nulla di rallegrarsi. Il Brasile rimane ancora al 85° posto nella classica mondiale, superato da nazioni molto più piccole e più povere. Ma è certamente più facile e più comodo mostrare alla gente un dato positivo, anche se poco analizzato, che la dura e triste realtà.

Qualcuno una volta disse: È più facile credere a una bugia ripetuta mille volte che a una verità sentita per la prima volta. Evidentemente i media locali conoscono bene questo detto.
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lunedì 5 agosto 2013


Due notizie diverse ma con lo stesso argomento: la violenza. Argomento forse fin troppo trattato in questo blog, e mi scuso con tutti quei brasiliani che sono consapevoli di quello che realmente succede in questo paese, ma finché troverò persone che in qualche modo negano o in qualche modo diminuiscono tale grave problema, io continuerò a parlarne.

La prima notizia viene da UOL, e come titolo ha:

Brasil tem mais homicídios do que 12 maiores conflitos no mundo em 4 anos

Strano che UOL ne parli solo adesso, dato che la stessa cosa avevo scritto io nell'aprile di quest'anno. In ogni caso l'articolo è chiaro:

O número de vítimas de homicídio no Brasil em quatro anos -- 206 mil -- superou os mortos nos 12 maiores conflitos armados no mundo entre 2004 e 2007, de acordo com o relatório Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil, divulgado nesta sexta-feira (19) com os dados mais recentes do país (2008 a 2011). Ao todo, 170 mil pessoas morreram nos confrontos de Iraque, Sudão, Afeganistão, Colômbia, República Democrática do Congo, Sri Lanka, Índia, Somália, Nepal, Caxemira, Paquistão e Israel. 
O relatório destaca que, diferentemente destas regiões, o Brasil não enfrenta "disputas territoriais, movimentos emancipatórios, guerras civis, enfrentamentos religiosos, raciais ou étnicos, conflitos de fronteira ou atos terroristas" que justifiquem o alto número de mortos. E a dimensão continental do país também não pode ser apontada como razão para o total de vítimas, já que "o Brasil, com sua taxa de 27,4 homicídios por  100 mil habitantes, supera largamente os índices dos 12 países mais populosos do mundo".

Potete leggere il resto dell'articolo QUI.

L'altra notizia, sempre da UOL,è la seguente:

Em 15 anos, 130 mil homicídios deixaram de ser contabilizados no Brasil, diz levantamento

In pratica, secondo uno studio fatto dall'Ipea (nstituto de Pesquisa Econômica Aplicada) qualauno si è dimenticato di inserire piú di 100 mila omicidi nelle statistiche brasiliane. Ma la domanda che mi pongo è: saranno solo 100 mila?

Um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que mais de 100 mil homicídios deixaram de ser contabilizados nos últimos 15 anos no Brasil.
De 1996 a 2010, cerca de 130 mil homicídios não entraram nas estatísticas de mortes violentas do Brasil, o que representa 8,6 mil homicídios não registrados por ano.
A descoberta foi feita pelo pesquisador do instituto Daniel Cerqueira que analisou os dados de mortes por causas indeterminadas do Datasus, Banco de dados do Sistema Único de Saúde, criado pelo Ministério da Saúde. A pesquisa foi divulgada no programa "Fantástico" (Rede Globo) na noite deste domingo (4).
Segundo Cerqueira, nos últimos 15 anos, 175 mil pessoas foram mortas de forma violenta por causas indeterminadas no Brasil, entre as quais o Estado não sabe explicar a causa da morte.
Após a pesquisa, descobriu-se que 74% das mortes indeterminadas se tratavam de homicídios. Desta forma, concluiu-se que a taxa de homicídios no Brasil é 18,65% maior do que se diz hoje.

Non che la cosa cambi molto. Il numero di omicidi e il tasso di violenza in questo paese rimane sempre molto elevato, con o senza questi 100 mila morti in piu o in meno. Ma nascondere fatti e dati scomodi é tipico di chi sta in alto in questo paese, qualunque fazione politica si tratti. 
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