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mercoledì 3 ottobre 2012

A farsa continua


Qualcuno di voi forse avrà notato che, in alcuni miei post, giudico la Dilma come falsa o ipocrita. E qualcuno potrà giustamente pensare:: “Ma come si permette questo Franco, ignorante com’è, a criticare quello che fa la presidentA del Brasile Dilma Rousseff?”.

Posso affermare senza problemi che non c’è bisogno di essere esperti di economia o di politica internazionale. Basta sentire quello che dice e poi vedere se ci sono riscontri. E’ non è nemmeno un problema di “simpatia” politica. A me, che la Dilma sia del PT, del PTB, PCB o ABCD (?) non me ne importa proprio niente. Il fatto è che non mi piace essere preso per il culo.

E non sono l’unico a pensarla così.

Il mese scorso la Dilma fece un grandioso discorso in cui annunciava, trionfalmente, la riduzione della bolletta della luce. In pratica annunciava che nel prossimo futuro, le bollette dell’energia elettrica avranno una riduzione fino al 16,2% per i consumatori finali, e del 28% per le aziende. Mica male un annuncio così! Chi non voterebbe ancora per questa donna che magicamente, da un giorno all’altro, ha quasi dimezzato il numero di poveri in Brasile, ha reso questo paese più “grande” dell’Europa e degli Stati Uniti e ora dice anche di diminuire le bollette della luce? Basta solo che c’inviti tutti a mangiare ogni domenica e poi la faranno Santa!

Peccato però non sempre è come sembra.

Al di là del fatto che questa riduzione effettivamente avverrà (si parla nel 2013), questo “atto di bontà” della Dilma costerà al Governo la considerevole cifra di 21 miliardi di Reais, per indennizzare non i contribuenti (noi consumatori) ma le concessionarie che hanno investito in questo settore.

Come se non bastasse, per Legge, il Governo brasiliano dovrebbe realizzare nuove aste per rinnovare i vari concessionari di energia elettrica. Ma sapete cosa ha fatto la “nostra” amata Dilma? Ha inventato un provvedimento provvisorio, sospendendo TUTTE le aste e prorogando le attuali concessionarie per altri 30 anni! E perché fare questo? Chi ci guadagna? Non ci vuole molto a capire cosa c’è sotto, vero?


Sabe a redução da conta de luz? A Dilma te fez de trouxa!

Isso mesmo. Ontem, em rede nacional, a Presidente da República anunciou um (pra lá de) atípico pacote de bondades, resumido na redução das tarifas referentes à conta de luz. Pois bem:
A COBRANÇA É INDEVIDA DESDE 2002, COMO CONSTATA O TCU, E O GOVERNO SERIA INVARIAVELMENTE OBRIGADO A DEVOLVER O VALOR – hoje calculado em 7 BILHÕES!
Leiam reportagem do jornal O Globo (por Vinicius Sassine) de 09/08 deste ano, voltamos na sequencia:
Conta de luz: relator do TCU pede R$ 7 bilhões – Ministro vê cobrança indevida e defende devolução a consumidor – O ministro Valmir Campelo, relator do processo em curso no Tribunal de Contas da União (TCU) que analisa distorções em reajustes das tarifas de energia elétrica no país, é favorável à devolução de pelo menos R$ 7 bilhões cobrados indevidamente dos consumidores. O processo entrou na pauta do plenário do tribunal ontem, mas um pedido de vistas do ministro Raimundo Carreiro adiou a votação. Antes disso, Campelo leu o relatório e seu voto, em que se manifesta favorável à devolução da quantia indevida cobrada dos brasileiros. – Caberá à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidir se a devolução será feita de forma individualizada aos consumidores ou se será definida com base nos próximos reajustes tarifários – afirmou o ministro, que ressaltou que o TCU tem uma atribuição constitucional para tomar essa decisão.
Prejuízo de R$ 1 bi por ano – A devolução decorre de um erro na metodologia de cálculo dos reajustes tarifários. As tarifas de energia elétrica cobradas entre os anos de 2002 e 2009 apresentaram esse erro, o que pode ter ocasionado um prejuízo mínimo de R$ 1 bilhão por ano aos consumidores no país. O voto do ministro Campelo – que ainda não foi analisado pelo plenário do tribunal devido ao pedido de vistas – determina que a Aneel calcule a diferença entre o valor arrecadado e o valor repassado dos encargos e custos de transmissão em relação a cada concessionária desde o primeiro reajuste indevido até fevereiro de 2010. Representantes de entidades de defesa dos consumidores cobraram que seja feita uma correção da metodologia dos reajustes tarifários em 60 dias e lembraram que a própria agência reguladora reconheceu que a arrecadação decorrente do erro não pertence às concessionárias de energia, mas aos consumidores. Os “ganhos indevidos”, segundo esses representantes, já ultrapassaria R$ 7 bilhões destacados em auditoria realizada pelo TCU em 2008. Já os representantes das distribuidoras, da Aneel e do governo presentes no plenário negaram que houvesse ganhos de receita, descumprimentos contratuais e violações aos direitos dos consumidores no episódio.” (grifos nossos)
É isso aí! Sete BILHÕES de “ganhos indevidos”, valor pertencente aos CONSUMIDORES. A “redução na tarifa” é obviamente uma falácia, conversa-mole. Fomos todos feitos de idiotas.

Conta de luz: o golpe é ainda pior

Não são “apenas” 7, mas sim ONZE BILHÕES de reais devidos aos consumidores. Além disso, o governo pagará (com nosso dinheiro) R$ 21 bilhões às concessionárias e quase CINCO BILHÕES para custear programas que perderão subsídio. Por fim, em vez de fazer novo leilão (buscando menor preço), as concessões de energia elétrica serão prorrogadas por TRINTA ANOS.
Publicamos no último fim de semana a informação sobre a farsa da redução da conta de luz anunciada por Dilma. O primeiro texto sobre o assunto já foi lido e compartilhado milhares de vezes, e o vídeo publicado no Youtube foi visto mais de 1 MILHÃO de vezes, isso em apenas 3 dias. Até agora, nenhum órgão da “grande imprensa” associou uma coisa à outra. O que não quer dizer que não devemos fazê-lo. É quase uma OBRIGAÇÃO nossa fazer isso.
Pois bem, hoje um veículo ligado ao “PIG” (sic) anuncia que a tal “redução” anunciada pelo governo custará, pelo menos, R$ 21 BILHÕES aos cofres públicos. Em outras palavras, PAGAREMOS PELA REDUÇÃO NA TARIFA DE LUZ. É mole? Leiam o que informa o Estadão:
BRASÍLIA – Após meses de estudos e um anúncio em rede nacional de TV e rádio, a presidente Dilma Rousseff formalizou na terça-feira, 11, a redução no preço da energia elétrica a partir de 5 de fevereiro de 2013. Os cortes nas tarifas apresentados à população na semana passada, de 16,2% para residências e até 28% para grandes indústrias, são porcentuais médios, ou seja, podem ficar acima ou abaixo disso.
Para cortar as tarifas de energia elétrica no ano que vem, o governo vai eliminar encargos setoriais, que são cobrados na conta de luz e serão eliminados a partir de 2013. Os programas e subsídios bancados por esses encargos, como o Luz para Todos, a Tarifa Social e os subsídios aos sistemas elétricos isolados da Região Norte, serão pagos agora pelo Tesouro, com custo estimado em R$ 4,6 bilhões em 2013.
Além disso, o governo terá de indenizar um grupo de empresas concessionárias de energia elétrica. O valor exato ainda não está calculado, mas os técnicos acreditam que os R$ 21 bilhões já reservados para essa finalidade serão suficientes.
A compensação será entregue às concessionárias que, no prazo de seus contratos, não conseguiram recuperar o que investiram para construir as hidrelétricas, as linhas de transmissão ou a infraestrutura de distribuição, conforme o caso. Os cálculos serão feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Para poder reduzir a conta de luz, o governo concordou em prorrogar as concessões por mais 30 anos. Pela lei, elas venceriam agora e teriam de ser novamente leiloadas. Para dar o tempo adicional, Dilma assinou uma medida provisória.
Havia a expectativa em setores do governo que, em troca da renovação dos contratos, o governo obrigasse as concessionárias a se comprometer com investimentos, cujo montante global chegaria a R$ 20 bilhões, conforme noticiou o Estado nesta terça. Essa estratégia ficou em banho-maria. Mas técnicos acreditam que os investimentos crescerão, pelo fato de as concessionárias estarem mais capitalizadas.
Íntegra aqui.
Mesmo que a claque governista tente dissociar uma coisa da outra para legitimar o “pacote de bondades” de Dilma, não poderão negar que, se por um lado o governo reduzirá as tarifas de energia elétrica, por outro terá que desembolsar pelo menos R$ 21 BILHÕES para indenizar, não os consumidores, mas as CONCESSIONÁRIAS que investiram no setor.
Relembrando, o parecer do TCU apontou erro de cálculo que resultou em cobrança indevida de todos os consumidores por 8 ANOS! Acreditava-se que esse valor seria de aproximados R$ 7 BILHÕES, mas hoje, de acordo com cálculos da PROTESTE, esse valor estaria na casa dos R$ 11 BILHÕES.
E o pior não é isso, por lei, o governo deveria realizar novos leilões de energia para a renovação de todas as concessões. Sabem o que Dilma fez? Editou uma medida provisória suspendendo o leilão e PRORROGANDO OS CONTRATOS DAS ATUAIS CONCESSIONÁRIAS POR MAIS 30 ANOS!
É isso, não adianta reclamar. Os fatos estão expostos acima. O governo Dilma aplicou um engodo no último dia 6 de setembro ao anunciar a redução das tarifas. Pelo rumo que a coisa tomou, além de não conseguirmos recuperar o valor subtraído ao longo de 8 anos, poderemos pagar caro pela energia nos próximos 30 anos. Mesmo que isso não apareça diretamente na conta de luz.

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3 commenti:

  1. Beh!..e´pure tornata a criticare il protezionismo dei paesi ricchi, dalle mie parti si dice : una faccia sulla quale si possono rompere i pinoli

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  2. è una comunista... non ci puoi fare nulla... non esiste il libero mercato... solo per il fatto che vuole tenere il rais il più basso possibile per favorire investimenti esteri, certo, ma se tieni la moneta bassa come pensi che la tua popolazione possa stare bene, per importare i beni di consumo occidentali o americani, devono spendere 4 volte di più rispetto a 1 europeo?
    1 computer decente 500€ con stipendio di 1200€ (in Italia)
    1 computer scabercio 1000rais con stipendio 600 rais (in Brasile) è normale questo?? alla faccia del boom economico...

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    1. il real e´supervalutato e la Dilma da´la colpa agli altri di questo dicendo che tengono la loro moneta svalutata!
      Succede proprio il contrario, con il real troppo forte ( e i costi di produzione elevati) conviene comprare tutto da fuori.
      I prezzi assurdi dei prodotti qui sono dovuti ad altri motivi.

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