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lunedì 29 ottobre 2012


Sono parole di Paolo Pininfarina, rilasciate in una intervista a Estadão qualche giorno fa.Al di là delle idee personali di ognuno di noi, io penso che se un Pininfarina, considerando l’esperienza e la qualità di quello che crea, afferma tali cose, forse qualcosa di vero ci sarà. Peccato che, come sempre, secondo alcuni di noi dovremmo adeguarci e inchinarci di fronte alla sovranità brasiliana, perché per queste persone, è meglio “perdere la faccia” che perdere un buon negócio. Grazie a Dio non tutti la pensano in questo modo.
A Pininfarina, um dos mais tradicionais escritórios do design mundial, depende agora de mercados como o Brasil. Mas é difícil fazer negócios por aqui, diz seu presidente
Quando esteve no Brasil pela primeira vez, no ano passado, o italiano Paolo Pininfarina ficou empolgadíssimo. "Conversava com as pessoas e elas tinham várias ideias e os projetos iam surgindo. Voltei para a Itália com mais de cem deles". Mas dessa centena de ideias, somente dez tiveram continuidade nas conversas. E, desse total, só uma realmente se tornou projeto real, que está agora em andamento. Diante desse cenário, até a vontade do designer de abrir uma operação no Brasil, um escritório da Pininfarina em São Paulo, foi por terra. "O brasileiro não leva o design a sério. Ele acha que é lazer, que é passatempo", disse Pininfarina ao Estado.
Mesmo desiludido, ele voltou ao País, na semana passada. "Precisamos conhecer melhor como funcionam as coisas por aqui porque o Brasil é importante para nós." A Pininfarina tem 82 anos de história no design, principalmente no campo automobilístico. É da empresa italiana o desenho de vários sucessos da Alfa Romeo, Ferrari, Fiat, General Motors, Lancia e Maserati. Mesmo com toda essa tradição, a Pininfarina não escapou da crise na Europa. A empresa - que foi além do design e chegou a ter três fábricas de automóveis de luxo e 3 mil funcionários - acumulou 600 milhões (R$ 1,5 bilhão) em dívidas. Sob o comando de Paolo Pininfarina desde 2008, a companhia passa por uma reestruturação. A dívida foi renegociada no início do ano e será paga até 2018. As vendas, porém, ainda não se recuperaram. De 670 milhões há cinco anos, caíram para 53,8 milhões em 2011, número 73,6% inferior que o de 2010, de 204,41 milhões. A saída, mesmo que complicada, segundo Pininfarina, é investir em mercados como o Brasil.
A indústria automobilística está em crise e a Pininfarina tem uma grande
dependência desse setor, não é?
Sim, 90% de nossas vendas vêm da indústria de transportes, carros, barcos. A parte de mobiliário vinha crescendo bastante e já chegou a 10% do negócio. Mas a crise atingiu também o setor de móveis. Se ninguém compra casa nova, também não compra mobília. A saída, então, é procurar novos mercados, fora da Europa e Estados Unidos, como a Ásia, a Índia e o Brasil.
Diante dessa constatação, por que vocês desistiram de abrir escritório aqui?
Porque o brasileiro não leva o design a sério. Não leva as ideias a sério também. Parece que fazer negócio é lazer, um passatempo. Quando vim para cá no ano passado, todo mundo ficava muito empolgado com a Pininfarina. Todos tinham ideias, projetos. Fiquei deslumbrado. Mas quando voltei à Itália, apenas uns dez desses projetos tiveram continuidade e só um vingou. Conclusão? Perdi muito do meu tempo.
Qual dos projetos vingou?
Não posso falar o que é. O cliente é uma empresa que tem atuação tanto aqui quanto na Europa. E lá nós já temos uma parceria boa com essa empresa. O projeto é algo que era para acontecer só em São Paulo, mas que agora irá para outros Estados também. Estamos estudando para onde ir.
O sr. parece ter ficado ressentido com o ambiente de negócios no Brasil...
Sim... Ontem (terça-feira, 16), por exemplo, tive uma reunião das 10h às 16h com uma empresa que quer fazer alguns produtos em parceria com a Pininfarina. A cada minuto que discutíamos, surgia uma nova possibilidade, uma nova ideia. O risco é não dar foco ao assunto. Aí volto para Itália com um monte de ilusões. As pessoas precisam ser mais realistas. Mas o Brasil é extraordinário e não vamos deixar o País de lado. O crescimento que vemos por aqui é alucinante. Um iate que desenhamos para uma empresa europeia vende, lá na Europa, quatro por ano. Aqui se vende mais de 40.
Como a Pininfarina fará, então, para atuar no País?
Precisamos conhecer melhor como funcionam as coisas por aqui. Por isso digo que não é o momento para abrir um escritório da Pininfarina no País. Talvez reforcemos o de Miami, para que atenda todas as Américas. Ou talvez possamos dividir os custos de uma representação de empresas de Turim (sede da Pininfarina, na Itália) no País, para não pesar no orçamento. Mas não sei ainda qual a melhor maneira de estar mais presente no Brasil. Só sei que precisamos estar aqui para aproveitar o crescimento do País.
Por aqui, a classe que mais cresce é a C, que compra produtos de massa. Mas a Pininfarina é mais voltada para o luxo. Existe alguma intenção de ir para o consumo de massa?
Não tenho nada contra o consumo de massa, mas o problema para nós é a logística. Para atuar nesse mercado, é preciso produzir aqui, caso contrário fica muito caro. Por isso, nossa estratégia é continuar mais no segmento de luxo, que também tem crescido absurdamente no Brasil.
Como estão os negócios entre a Pininfarina e as montadoras hoje?
Hoje, vamos ainda bem com as montadoras porque nosso maior negócio é com as companhias alemãs. A Alemanha é 30% de nossas vendas. Só a Volkswagen tem, nesse momento, mais de 100 modelos em desenvolvimento. Não são todos irão para o mercado. E também não participamos de todos, mas de grande parte. Outro grande projeto nosso é o do carro elétrico, com a Bolloré, em Paris.
Como anda esse projeto?
Vai bem. Não sabemos ainda quando poderemos lançar o carro, porque o desafio é o preço. A crise também atrapalhou um pouco. Mas chegou a dar inspiração em alguns momentos. Por exemplo: a empresa de pintura automobilística da região faliu e não pudemos pintar o carro, que foi batizado de Bluecar. Mas aí percebemos que ele não precisaria ser pintado. Com isso, economizamos tinta, tempo e mão de obra. E foi muito melhor para o ambiente. O carro. além de tudo, ficou magnífico na cor natural do aço.
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Leggo oggi sul Corriere della Sera:

Roma, due omicidi in sette ore

Nel pomeriggio un sudanese ucciso a colpi di pistola nel parco degli Acquedotti. In nottata trovato il corpo di una 90enne assassinata dopo un furto in casa

E’ grave quello che sta avvenendo nella città eterna (e non solo) e desta molta preoccupazione. Ma agli occhi di certi “blogger” questi fatti sono ottimi spunti per denigrare l’Italia e dimostrare così la negatività (volevo usare un’altra parola ma la ritengo di cattivo gusto) del mio vecchio paese.

Per alcune persone, articoli come quelli del Corriere sono delle ottime opportunità per poter dire, al mondo intero, “guarda quello che succede in Italia!”. Perché è questo lo scopo di quelle persone: dimostrare che l’Italia è una merda (ora l’ho detta quella parola) e che, in ogni caso, il Brasile è migliore.

Ora, non sta a me decidere quale paese sia migliore di un altro. Io sono convinto che anche nella fredda Islanda come in qualche piccola isola del Pacifico, avvengano furti e omicidi. Però se uno va a vedere i numeri noterà che le cose sono diverse da come alcuni vogliono farci credere.

A Roma due omicidi in sette ore. E’ molto, non c’è dubbio. Ma è così tutti i giorni? Per caso ogni giorno muoiono a Roma, o in altre parti d’Italia 4 o 5 persone? Andate a vedere le statistiche, poi se volete parliamone.

E visto che stiamo discutendo su violenza e omicidi, sempre oggi, sulla Folha de São Paulo, leggo:

Em 9 ataques com motos, 22 são baleados na Grande SP

Homens armados em motocicletas fizeram ao menos nove ataques a tiros na Grande São Paulo entre a noite de sexta e ontem, deixando 22 baleados --seis morreram.
Quindi, mentre a Roma muoiono 2 persone in sette ore, a São Paulo ne muoiono 6, lasciandone altri 16 feriti, sono in una notte.
Ontem, foi o quarto dia seguido de violência na região, que teve 37 mortos desde a quinta-feira. Em todos os casos, atiradores fugiram após os disparos, a maioria contra pessoas na rua ou em bares. Ninguém foi preso.
Em setembro, dobrou o número de vítimas de assassinatos em relação ao mesmo mês de 2011, segundo a Secretaria da Segurança Pública --144 este ano contra 71 em setembro do ano passado.
A differenza di quanto possiate credere, non è mia intenzione fare un paragone tra l’Italia e il Brasile. Né tanto meno dimostrare che “qui è peggio e là è meglio”. Però i numeri parlano chiaro. Quindi, se a qualcuno venisse voglia di usare queste informazioni per criticare l’Italia o gli italiani, consiglierei prima di fare due conti, e poi parlare.

AGGIORNAMENTO DEL 31/10/2012

Leggo oggi, sempre su Folha de São Paulo, un articolo su questo argomento. Ho pensato che fosse giusto inserirlo in questo post.

Brasil tem um policial assassinado a cada 32 horas

Um policial é assassinado a cada 32 horas no país, revela levantamento feito pela Folha nas secretarias estaduais de Segurança Pública.
De acordo com esses dados oficiais, ao menos 229 policiais civis e militares foram mortos neste ano no Brasil, sendo que a maioria deles, 183 (79%), estava de folga.
O número pode ser ainda maior, uma vez que Rio de Janeiro e Distrito Federal não discriminam as causas das mortes de policiais fora do horário de expediente. O Maranhão não enviou dados.
São Paulo acumula quase a metade das ocorrências, com 98 policiais mortos, sendo 88 PMs. E só 5 deles estavam trabalhando. O Estado concentra 31% do efetivo de policiais civis e militares do país, mas responde por 43% das mortes desses profissionais em 2012.
Pará e Bahia aparecem empatados em segundo, cada um com 16 policiais mortos.
Para Camila Dias, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, o número é elevado. "Apenas para comparação, no ano de 2010 foram assassinados 56 policiais nos EUA."
Segundo ela, a função desempenhada pelos policiais está relacionada ao alto número de mortes, mas em São Paulo há uma ação orquestrada de grupos criminosos, que leva ao confronto direto com a Polícia Militar.
Os PMs foram as principais vítimas, no Brasil e em São Paulo: 201, ante 28 civis.
VULNERÁVEL
Para a pesquisadora da USP, a maioria dos policiais é morta durante a folga porque está mais vulnerável e a identificação dos atiradores é difícil.
Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, diz que os dados revelam uma "caça" a policiais.
Segundo ele, trata-se de um fenômeno recente, concentrado principalmente em São Paulo numa "guerra não declarada" entre PMs e chefes da facção criminosa PCC.
Cabe à polícia, diz Mingardi, identificar os mandantes e a motivação dos crimes para evitar uma matança após a morte de um policial.
Muitos dos policiais morrem em atividades paralelas à da corporação, no chamado bico. "A minha responsabilidade é com o policial em serviço", diz o o secretário de Defesa Social (responsável pela segurança pública) de Pernambuco, Wilsom Sales Damásio, onde morreram 14 policiais neste ano.
Em vários Estados, os policiais reclamam de falta de assistência. "Já houve o caso de um policial ameaçado que foi viver na própria associação até achar uma nova casa", afirma Flavio de Oliveira, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Espírito Santo.
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venerdì 19 ottobre 2012


Non ce la faccio più! Sarà lo stress di questo periodo, sarà perché è “sexta-feira” e sono stanco, sarà perché divento sempre più vecchio e intollerante. ma io qui sto letteralmente diventando matto.

Di che parlo? Di questa maledetta musica che ascolto 24 ore al giorno,in qualunque posto io vada!

Qui in casa ho una figlia che vive perennemente con le cuffie nell’orecchie. Se non ascolta la musica accende la TV, Se mia figlia è a scuola ho il vicino che rompe i coglioni con la sua musica sertaneja a tutto volume. Se esco per la strada trovo un numero incredibile di ragazzi che camminano col cellulare in mano e la musica tocando. Quando finalmente non incontro nessuno passa sempre qualche coglione in macchina con lo stereo al massimo. Se non c’è lui c’è un altro imbecille con un mega impianto da 1000 W sulla capote che fa pubblicità, con una musica, a qualche negozio. Non parliamo ora con le elezioni in ballo che è tutto un programma. Entri in un negozio per fare un giro, e a parte i rompicoglioni dei commessi che ti assillano ogni minuto e ti seguono come un cagnolino, hanno anche loro la musica a tutto volume. E sembra che facciano a gara tra i negozi a chi rompe più le balle ai clienti!

Possibile che in questo paese non sappiano cosa voglia dire pace e tranquillità? Scommetto che, anche se andassi nel centro dell’Amazzonia, troverei qualcuno ascoltando “Eu quero tchu Eu quero tchá” e altre cazzate musicali simili.

E basta, per l’amor di Dio! Piantatela di rompere i coglioni a tutta la gente. Invece di riempirvi le orecchie e la testa con tutta quella merda musicale andate a fare qualcosa di più costruttivo, come giocare in mezzo alla tangenziale o camminare sui binari (ma qui non ci sono). Leggete un libro, fate meditazione, andate a studiare il cinese. fate qualunque cosa ma piantatela di rompere i coglioni!! 

Non se ne può proprio più!

P.S. non è che questa volta avrò esagerato?
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giovedì 18 ottobre 2012


Per la verità non sono 80, ma 43. Perlomeno questi sono i blog che ho tra i miei Favoriti. Ovvio che in rete ce ne sono molti altri, però penso che sia già un inizio per guardarsi attorno. Sono blog che ogni tanto mi diverto a leggere, e s’imparano molte cose leggendo quello che scrivono. Per esempio che in Svezia si mangia da schifo, o che i “professionisti” (come idraulico, muratore o elettricista) dell’America Latina sono tutti allo steso livello (scarso). O che perdere un treno in Danimarca non è la stessa cosa che perderlo in Italia. Quindi questo semplice post è per tutti quelli che pensano che “tutto il mondo è paese”, ma sappiamo benissimo che non è così. Penso che valga la pena almeno darci un’occhiata. Se qualcuno ne ha altri da aggiungere a questa lista, gliene sarò grato.

A CARATTERE GENERALE
ARABIA SAUDITA
AUSTRALIA
CANADA
CINA
DANIMARCA
ESTREMO ORIENTE
GIAPPONE
GERMANIA
ISOLE FIJI
MEDIO ORIENTE
MESSICO
NORVEGIA
PANAMA
POLONIA
SPAGNA
SVEZIA
SVIZZERA
THAILANDIA
TURCHIA
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lunedì 15 ottobre 2012


Già in passato avevo consigliato, a chi venisse in Brasile per la prima volta, di stare attento ad attraversare la strada. Prendendo spunto da questo, posso affermare che qui in Brasile, fermarsi un poco davanti a un incrocio, a volte può essere divertente.

La prima cosa che si nota è il fatto che le persone attraversano la strada sempre di corsa. Questo perché i cari automobilisti di questo paese, dotati di un senso civico degno di un macaco del Borneo, non si fermano per nessuna ragione al mondo. Non ha importanza che tu sia sulle strisce o in strada aperta, che tu abbia un figlioletto al seguito o un cagnolino al guinzaglio, nemmeno che tu sia giovane o vecchio. Loro non si fermano mai, quindi sei costretto a correre per non venire investito. E’ chiaro, qualche anima pia si trova, e quando ti vede fermo sul marciapiede ti lascia passare. Ma lo fa con un modo e con un gesto che sembra proprio dire “Cerca d muoverti, pezzo di cretino, che non mi posso fermare”. Ma invece di mostragli il dito indice sei costretto a essere gentile e a ringraziare alzando il pollice, come segno di “OK, sei un grande. Grazie per esserti fermato”.

Questi automobilisti sono così civili che i poveri ciclisti sono costretti a pedalare sui marciapiedi oppure letteralmente in mezzo alla corsia, come se avessero uno moto di grossa cilindrata. Questo perché se pedalassero lungo il bordo della strada, come si fa abitualmente in Italia, corrono il serio rischio di venire investiti da qualche automobilista poco rispettoso verso gli altri. Più di una volta è mi è successo che, pur camminando sul marciapiede, qualche macchina passasse così vicino a me da battermi sul gomito con lo specchietto. Ovviamente senza che il conducente si preoccupasse più di tanto. Per questo, torno a dire, se venite in Brasile state attenti alle macchine.

Un’altra cosa che a me fa morir dal ridere è il seguente: immaginate di essere a piedi, sul marciapiede di un incrocio. Dovete attraversare la strada per andare dall’altro lato, ma arriva una macchina, e questa si ferma allo STOP proprio davanti a voi. Siccome è l’ora di punta e c’è traffico questa macchina non parte subito. Di solito voi cosa fate? Passate dietro la macchina e, stando attenti che dall’altro lato non venga nessuno, attraversate la strada. Qui no. Qui il brasiliano medio rimane fermo sul proprio marciapiede e aspetta che la macchina passi. Poi attraversa la strada. Di corsa. Ho fatto un disegno per far capire meglio:

incrocio

Giuro che è la verità! Non gli passa nemmeno per l’anticamera del cervello che possono passare di dietro. Non sapete quante situazioni come queste vedo tutti i giorni. Non sto esagerando né tantomeno mentendo. Qui fanno così.

Sempre a riguardo di auto, una differenza che c’è con l’Italia è il tipo di macchina che preferiscono. In Italia il modello che va per la maggiore è la Station Wagon. E infatti molte case automobilistiche, anche quelle più blasonate o sportive come BMW, Audi o Mercedes, hanno sempre vari modelli in versione SW e, se non è cambiato in questi anni, sono i modelli più venduti. Non so il motivo di questa preferenza. Io avevo una SW e l’adoravo. Forse è per una questione di spazio e comodità, o forse è perché a noi italiani piace viaggiare. Qui in Brasile invece il modello più ambito è la tre volumi, qui chiamata “Sedan”. La Sedan è la macchina dell’uomo di successo, di chi è arrivato, di chi ha conquistato un buon livello sociale. Ecco allora che le varie case propongono modelli che in Italia non si trovano e state pur certi che per ogni auto c’è una versione a tre volumi. Il fatto che una cosa è vedere un Mercedes o un’Audi Sedan, un’altra è veder circolare utilitarie con questo “sedere” di fuori, con arie di macchina importante, lussuosa. Ecco allora che troverete una Polo, una 207 o una Fiesta a tre volumi. Ma si sa che il sedere è la “paixão nacional” del Brasile, quindi…

Sempre rimanendo in campo automobilistico, sapete di cosa diventano matti i brasiliani? Delle ruote! Qui “a gente pira”, cioè dà fuori di testa, per i cerchioni in lega. Allora è facile vedere automobili nuove, ma anche vecchie carrette sgangherate, con cerchioni cromati da 18” e gomme ultra-ribassate. Non sto mentendo. Conosco uno che diventa matto per i pneumatici. Tutte le volte che andiamo insieme in qualche supermercato passa un buon tempo nel reparto autoaccessori per vedere e toccare ogni gomma che vede. “Olha que lindo!”, esclama ogni minuto. “E olha esto”. Il bello è che non ha nemmeno la macchina, Sto pensando seriamente di regalargli per Natale un pneumatico nuovo. Lo potrà mettere in sala vicino alla TV, o in camera da letto quando la moglie non c’è. Ma è un’ottima persona, ve lo assicuro.

Bene, anche questa volta è tutto. Spero che abbiate apprezzato l’ironia di questo post e che nessuno se la prenda più del necessario. In ogni caso ricordatevi. quello che scrivo è tutto vero!
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venerdì 12 ottobre 2012


Allora qualcosa di buono facciamo!!

Prêmio Nobel da Paz de 2012 vai para a União Europeia

Comitê elogiou bloco por seu papel em manter o continente europeu unido. Premiação sai em momento em que a região enfrenta forte crise econômica.

O Prêmio Nobel da Paz de 2012 foi atribuído nesta sexta-feira (12) à União Europeia. O anúncio foi feito em Oslo, pelo comitê que outorga o prêmio desde 1901.

O comitê justificou o prêmio citando o papel que o bloco europeu exerce, há longo tempo, para promover a união do continente.

A União Europeia e as instituições que a precederam em sua formação "contribuíram durante mais de seis décadas para a paz e a reconciliação, a democracia e os direitos humanos", disse Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel.

O comitê saudou o bloco, atualmente com 27 países, por ter reconstruído a região após a Segunda Guerra Mundial e o por ter semeado a estabilidade nos países do antigo bloco comunista, após a queda do Muro de Berlim, em 1989.

"Durante um período de 70 anos, Alemanha e França se enfrentaram em três guerras (1870, 1914-18 e 1939-45). Hoje em dia, uma guerra entre Alemanha e França é impensável", disse Jagland.

"Isto demonstra como, através de um esforço bem encaminhado e da construção da confiança mútua, inimigos históricos podem virar sócios próximos", completou, sem deixar de lembrar também das "graves dificuldades econômicas e problemas sociais consideráveis" que o bloco atualmente enfrenta.

Surpresa
A surpreendente premiação da União Europeia ocorre em um momento em que o bloco político e econômico é abalado por uma forte crise econômica, que põe à prova a unidade regional, com profundas divisões entre os países do sul do continente, como Portugal, Grécia, Itália e Espanha, muito afetados pela crise da dívida e sob pesadas políticas de austeridade, e os do norte, mais ricos, liderados pela Alemanha.

A Noruega, anfitriã do Nobel da Paz, não é integrante da UE e não pretende aderir ao bloco, segundo seu premiê.

A TV pública do país, a NRK, antecipou o nome do vencedor, cerca de uma hora antes do anúncio oficial.

O prêmio, equivalente a US$ 1,2 milhão, vai ser entregue em uma cerimônia em Oslo em 10 de dezembro.

História
Nascida das ruínas da Segunda Guerra Mundial e sob o estímulo dos seis países signatários do Tratado de Roma em 1957, a União Europeia, então batizada de Comunidade Europeia, ajudou a estabilizar um continente havia séculos acostumado aos conflitos.

Apesar das crises registradas durante seu crescimento, o bloco teve sucesso ao unir os destinos de antigos inimigos. Virou o maior mercado comum e uma grande potência econômica mundial, onde a livre circulação de bens, pessoas, serviços e capitais está garantida. Ao longo dos anos, o projeto se expandiu até englobar 27 Estados situados dos dois lados da antiga Cortina de Ferro, que separava os países ocidentais das nações do bloco comunista. O espaço tem grandes divergências econômicas, sociais e culturais. Dos 27 países da União Europeia, 17 estabeleceram uma união monetária, a Eurozona.

Diversidade de ganhadores
O Nobel é escolhido por um comitê norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da
NoruegaGeralmente, a tendência é optar pela diversidade dos ganhadores. No ano passado, venceram o prêmio três mulheres ativistas: a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman.

No ano retrasado, o ativista chinês pró-democracia Liu Xiaobo foi o ganhadorEm 2009, o prêmio foi dado ao presidente dos EUA, Barack Obama, por conta de seus esforços em relação à questão nuclear.

Desde 1901
Estabelecido em 1901, o Prêmio Nobel tem o objetivo de reconhecer pessoas que tiveram atuações marcantes nas área da física, da química, da medicina, da literatura, da paz -e, desde 1968, também da economia.

O prêmio foi estabelecido pelo cientista e inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, que morreu em 1895. Ele criou uma fundação para administrá-lo. Todos os prêmios são concedidos em Estocolmo, capital da Suécia, a não ser o da paz, que é dado em Oslo, capital da Noruega.

Na época em que Nobel era vivo, a Noruega e a Suécia estavam unidas numa monarquia - que durou até 1905, quando a Noruega tornou-se um reino independente. Em seu testamento, Nobel determinou que o prêmio da Paz deveria ser decidido por um comitê norueguês.

Os laureados com o prêmio são escolhidos de uma lista de nomeados, que não é divulgada previamente. Portanto, apesar de haver sempre muitos palpites e "favoritos", é muito difícil saber realmente quem vai vencer. Muitas vezes, o escolhido passa longe das previsões divulgadas pela imprensa na semana da premiação.

Em 2012, a União Europeia derrotou nas previsões outros candidatos que apareciam bem situados nas apostas prévias, como vários ativistas russos e bielorrussos, o filósofo americano Gene Sharp, a afegã Sima Samar e o bispo mexicano José Raúl Vera López.

fonte: Globo.com
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E’ un vero peccato vedere che una idea è nata con buoni propositi,ma poi finisce col recare solo danni alle persone.

Qui in Brasile puoi comprare tutto, ma proprio tutto, a rate. Il famoso “10 sem juros” spopola in tutti i campi. E se il negozio non ti dà questa opzione, è la carta di credito che ti viene in “aiuto”, dandoti la possibilità di “parcelar” la tua fattura (questa volta però con interessi altissimi).

L’idea sicuramente all’inizio doveva essere buona: permettere a tutte le persone, anche a quelle con minori possibilità economiche, di comperare quello che serve per la casa o per vivere. Peccato che in questo modo ora tutti i brasiliani non riescono a fare a mano di queste promozioni, e si ritrovano indebitati fino al collo.

E’ così radicata in loro l’idea che “posso comprare anche senza soldi, pagando in piccole rate” che alla fine, sommando queste “piccole rate” si finisce di ritrovarsi con una mega-rata mensile senza fine.

Inoltre, in questo modo, perdono la cognizione della realtà: non riescono a capire quando possono permettersi una tal cosa e quando no. “Tanto lo pago poco alla volta… e senza interessi!” è la frase che sento dire più spesso. Ecco allora che una folla immensa di brasiliani fano la fila per comprare l’ultimo modello di TV al plasma, o il cellulare con Facebook o quel paio di tennis che vanno tanto di moda adesso.

Allora capita di vedere cose assurde, come per esempio entrare in una casa dove non vivrebbero nemmeno le galline di mia nonna, ma con la TV LCD, o l’aria condizionata o la parabola di Sky.

Anche in Italia si può comprare a rate, ma non con questa semplicità che esiste in Brasile. Se io volevo comprare un nuovo notebook o la lavatrice, avevo solo due possibilità: pagare in contanti o fare un finanziamento. Chi era povero come me era costretto a fare il finanziamento (a meno che metteva da parte ogni mese un po’ di denaro e poi pagava in contanti), e questo significava un monte di documenti, di tempo e di approvazioni prima di veder il prodotto nelle proprie mani. Inoltre, se già stavo pagando un finanziamento, difficilmente la finanziaria me ne concedeva un altro.- Quindi dovevo prima finire di pagare una cosa prima di comprarne un’altra. Quindi anche in Italia si rischiava di indebitarsi per molto tempo, ma perlomeno avevi questa cognizione “economica-temporale” che, in quel momento, non potevi fare altre spese.

Qui no, e i risultati di quella follia consumistica li ho sotto gli occhi tutti i giorni, compreso purtroppo a casa mia.
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mercoledì 10 ottobre 2012


Calma, cari i miei amici tupiniquins. Non sono io a dire questo ma Samantha Pearson del Financial Times.

Secondo questa giornalista americana “… Il sistema fiscale del Brasile in questi giorni assomiglia sempre più alle soap opera popolari del paese o a quelle telenovelas contorte, farsesche e incredibilmente difficili da seguire.

Dopo mesi di frequenti agevolazioni fiscali, l’atto finale del protezionismo brasiliano ci fu nella notte di martedì 4 settembre con l'annuncio di  tasse di importazione più elevate per almeno 100 prodotti!
In quella lista c’era di tutto: dalle patate ai pneumatici, insieme ad altri prodotti delle industrie siderurgiche, chimiche e farmaceutiche.

La logica dietro questa decisione era chiara: respingere gli stranieri e contribuire a rafforzare la produzione nazionale, che è stato uno dei principali fattori sulla crescita.”

Secondo invece Alberto Ramos, vice presidente della Goldman Sachs

“… Aumentare il livello di protezionismo e isolazionismo tende a essere associato a una crescita inferiore crescita di produttività, visto che si ammorbidisce la concorrenza nel mercato interno (di solito porta a più bassi livelli di investimento in R & S e riduce l'incentivo a innovare e spostare la frontiera tecnologica). Infine, la protezione del commercio interno di solito è per lo più un palliativo a breve termine che distrae dai venti contrari che influenzano il settore industriale in Brasile: vale a dire, maggiore lavoro, energia, e costi della logistica, una pressione fiscale elevata e distorta, la mancanza di manodopera qualificata, infrastrutture pubbliche inadeguata, ecc, per citarne solo alcuni.”

Sarà che tutti stiano sbagliando, e che solo il Brasile stia facendo la cosa giusta?

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lunedì 8 ottobre 2012


Ma come? Il grande Brasile, una delle maggiori potenze economiche mondiali, un paese in cui i governanti  hanno  l’ardire di insegnare l’economia a intere nazioni d’Europa e Stati Uniti, rischiano di avere un PIL tra i più bassi dell’America Latina? C’è qualcosa che non quadra, non vi sembra? Stai a vedere che la Dilma ha sbagliato i conti e che tutta questa storia del “protezionismo” ala fine si è rivelata una zappa sui piedi…

Brasil terá o 2º pior PIB da América Latina e Caribe em 2012

Segundo projeção da CEPAL, país ficará à frente apenas do Paraguai, que terá crescimento negativo
O crescimento econômico do Brasil ficará em penúltimo lugar entre os países da América Latina e Caribe, com expansão de 1,6%, perdendo apenas para a contração do Paraguai, na casa dos 2%. A previsão foi divulgada nesta terça-feira pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe das Nações Unidas (Cepal).
Segundo a entidade, que divulgou nesta terça-feira seu Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2012, Brasil e Argentina tiveram os maiores cortes nas estimativas de crescimento em relação aos números projetados em junho pela Cepal. No caso brasileiro, a previsão caiu de 2,7% para 1,6%, em linha com o esperado pelo Banco Central em seu Relatório Trimestral de Inflação publicado na semana passada. Já a Argentina teve uma redução de 3,5% para 2%.
Protecionismo – Não por acaso, a piora na percepção da Cepal atinge os dois países que tiveram maior atuação protecionista nos últimos dois anos. No entanto, ainda é cedo para fazer uma relação direta entre medidas protecionistas e menor crescimento econômico na região, segundo o diretor da comissão no Brasil, Carlos Mussi. "Tem sido sempre um desafio histórico, como facilitar esse processo. Nossa integração é muito direcionada aos bens finais, diferentemente do modelo asiático e europeu, onde há integração das cadeias produtivas. O desafio é como avançar nestas políticas", afirmou.
O menor crescimento de Brasil e Argentina pesou nas estimativas para a expansão econômica da América Latina e o Caribe, dado o peso das duas economias na região. A Cepal revisou para 3,2% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países latino-americanos e caribenhos em 2012. A previsão anterior era de 3,7%. A comissão atribuiu a desaceleração às dificuldades enfrentadas pelos Estados Unidos e pela Europa, além da freada na economia chinesa.
México – A previsão de crescimento para o México, por outro lado, foi mantida em 4,0%. Para o ano que vem, a Cepal projeta crescimento de 4,0% no Brasil, 3,5% na Argentina e 4,0% no México. Para toda a América Latina e Caribe, a previsão é de 4,0%. A Cepal é uma das cinco comissões econômicas regionais das Nações Unidas (ONU).

fonte: Veja
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venerdì 5 ottobre 2012


Ho ricevuto una e-mail da una  ragazza di 24 anni che risponde al nome di Lilliana Basile:
Ciao Franco,
mi chiamo Lilliana e sono appena tornata in Italia dopo un periodo di 7 mesi a Sao Paulo del Brasile.
Ti scrivo perché ho deciso di partecipare a un concorso lanciato dall'azienda Benetton, per giovani dai 18 ai 30 anni, dove si deve studiare un progetto per migliorare il mondo. Io l'ho scritto sul Brasile, o meglio su un legame tra Italia-Brasile. Puoi leggere un riassunto qui: http://unhate.benetton.com/unemployee-of-the-year/community/4566-lilliana/profile e entro lunedì scriverò un business-plan da inviare a Benetton.
I progetti vincitori saranno supportati con una borsa di 5.000 euro.
Purtroppo passeranno la prima selezione solo i progetti più votati dalla community online. Per questo volevo chiederti se, una volta letto i progetto, potresti valutare l'idea di pubblicarlo sul tuo blog e vedere se ci sono persone interessate a votarlo!
Che ne dici? Grazie per il tuo aiuto e buona giornata,
Lilliana

In pratica il suo progetto si basa sull’idea di una possibile condivisione di esperienze e di idee tra l’Italia e il Brasile, usando come strumento quella grande creatività italiana famosa in tutto il mondo. Personalmente trovo quest’idea molto interessante e penso che, forse non riusciremo a cambiare il mondo, ma perlomeno possiamo tentare nel fare qualcosa per migliorarlo. E qualunque idea o proposito è ben accetta.

Se andrete nel sito sopra citato, avrete la possibilità di votare per questo progetto. Peccato però che possono votare solo le persone dai 18 ai 30 anni, quindi io sono già escluso (sigh!).

Interessante anche il blog che la nostra Lilliana ha scritto durante il suo soggiorno in Brasile. Penso che valga la pena darci un’occhiata:


Un grande abbraccio a lei e a tutti quelli che cercano di fare qualcosa di concreto, e non solo stare a guardare lamentandosi.
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mercoledì 3 ottobre 2012


Qualcuno di voi forse avrà notato che, in alcuni miei post, giudico la Dilma come falsa o ipocrita. E qualcuno potrà giustamente pensare:: “Ma come si permette questo Franco, ignorante com’è, a criticare quello che fa la presidentA del Brasile Dilma Rousseff?”.

Posso affermare senza problemi che non c’è bisogno di essere esperti di economia o di politica internazionale. Basta sentire quello che dice e poi vedere se ci sono riscontri. E’ non è nemmeno un problema di “simpatia” politica. A me, che la Dilma sia del PT, del PTB, PCB o ABCD (?) non me ne importa proprio niente. Il fatto è che non mi piace essere preso per il culo.

E non sono l’unico a pensarla così.

Il mese scorso la Dilma fece un grandioso discorso in cui annunciava, trionfalmente, la riduzione della bolletta della luce. In pratica annunciava che nel prossimo futuro, le bollette dell’energia elettrica avranno una riduzione fino al 16,2% per i consumatori finali, e del 28% per le aziende. Mica male un annuncio così! Chi non voterebbe ancora per questa donna che magicamente, da un giorno all’altro, ha quasi dimezzato il numero di poveri in Brasile, ha reso questo paese più “grande” dell’Europa e degli Stati Uniti e ora dice anche di diminuire le bollette della luce? Basta solo che c’inviti tutti a mangiare ogni domenica e poi la faranno Santa!

Peccato però non sempre è come sembra.

Al di là del fatto che questa riduzione effettivamente avverrà (si parla nel 2013), questo “atto di bontà” della Dilma costerà al Governo la considerevole cifra di 21 miliardi di Reais, per indennizzare non i contribuenti (noi consumatori) ma le concessionarie che hanno investito in questo settore.

Come se non bastasse, per Legge, il Governo brasiliano dovrebbe realizzare nuove aste per rinnovare i vari concessionari di energia elettrica. Ma sapete cosa ha fatto la “nostra” amata Dilma? Ha inventato un provvedimento provvisorio, sospendendo TUTTE le aste e prorogando le attuali concessionarie per altri 30 anni! E perché fare questo? Chi ci guadagna? Non ci vuole molto a capire cosa c’è sotto, vero?


Sabe a redução da conta de luz? A Dilma te fez de trouxa!

Isso mesmo. Ontem, em rede nacional, a Presidente da República anunciou um (pra lá de) atípico pacote de bondades, resumido na redução das tarifas referentes à conta de luz. Pois bem:
A COBRANÇA É INDEVIDA DESDE 2002, COMO CONSTATA O TCU, E O GOVERNO SERIA INVARIAVELMENTE OBRIGADO A DEVOLVER O VALOR – hoje calculado em 7 BILHÕES!
Leiam reportagem do jornal O Globo (por Vinicius Sassine) de 09/08 deste ano, voltamos na sequencia:
Conta de luz: relator do TCU pede R$ 7 bilhões – Ministro vê cobrança indevida e defende devolução a consumidor – O ministro Valmir Campelo, relator do processo em curso no Tribunal de Contas da União (TCU) que analisa distorções em reajustes das tarifas de energia elétrica no país, é favorável à devolução de pelo menos R$ 7 bilhões cobrados indevidamente dos consumidores. O processo entrou na pauta do plenário do tribunal ontem, mas um pedido de vistas do ministro Raimundo Carreiro adiou a votação. Antes disso, Campelo leu o relatório e seu voto, em que se manifesta favorável à devolução da quantia indevida cobrada dos brasileiros. – Caberá à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidir se a devolução será feita de forma individualizada aos consumidores ou se será definida com base nos próximos reajustes tarifários – afirmou o ministro, que ressaltou que o TCU tem uma atribuição constitucional para tomar essa decisão.
Prejuízo de R$ 1 bi por ano – A devolução decorre de um erro na metodologia de cálculo dos reajustes tarifários. As tarifas de energia elétrica cobradas entre os anos de 2002 e 2009 apresentaram esse erro, o que pode ter ocasionado um prejuízo mínimo de R$ 1 bilhão por ano aos consumidores no país. O voto do ministro Campelo – que ainda não foi analisado pelo plenário do tribunal devido ao pedido de vistas – determina que a Aneel calcule a diferença entre o valor arrecadado e o valor repassado dos encargos e custos de transmissão em relação a cada concessionária desde o primeiro reajuste indevido até fevereiro de 2010. Representantes de entidades de defesa dos consumidores cobraram que seja feita uma correção da metodologia dos reajustes tarifários em 60 dias e lembraram que a própria agência reguladora reconheceu que a arrecadação decorrente do erro não pertence às concessionárias de energia, mas aos consumidores. Os “ganhos indevidos”, segundo esses representantes, já ultrapassaria R$ 7 bilhões destacados em auditoria realizada pelo TCU em 2008. Já os representantes das distribuidoras, da Aneel e do governo presentes no plenário negaram que houvesse ganhos de receita, descumprimentos contratuais e violações aos direitos dos consumidores no episódio.” (grifos nossos)
É isso aí! Sete BILHÕES de “ganhos indevidos”, valor pertencente aos CONSUMIDORES. A “redução na tarifa” é obviamente uma falácia, conversa-mole. Fomos todos feitos de idiotas.

Conta de luz: o golpe é ainda pior

Não são “apenas” 7, mas sim ONZE BILHÕES de reais devidos aos consumidores. Além disso, o governo pagará (com nosso dinheiro) R$ 21 bilhões às concessionárias e quase CINCO BILHÕES para custear programas que perderão subsídio. Por fim, em vez de fazer novo leilão (buscando menor preço), as concessões de energia elétrica serão prorrogadas por TRINTA ANOS.
Publicamos no último fim de semana a informação sobre a farsa da redução da conta de luz anunciada por Dilma. O primeiro texto sobre o assunto já foi lido e compartilhado milhares de vezes, e o vídeo publicado no Youtube foi visto mais de 1 MILHÃO de vezes, isso em apenas 3 dias. Até agora, nenhum órgão da “grande imprensa” associou uma coisa à outra. O que não quer dizer que não devemos fazê-lo. É quase uma OBRIGAÇÃO nossa fazer isso.
Pois bem, hoje um veículo ligado ao “PIG” (sic) anuncia que a tal “redução” anunciada pelo governo custará, pelo menos, R$ 21 BILHÕES aos cofres públicos. Em outras palavras, PAGAREMOS PELA REDUÇÃO NA TARIFA DE LUZ. É mole? Leiam o que informa o Estadão:
BRASÍLIA – Após meses de estudos e um anúncio em rede nacional de TV e rádio, a presidente Dilma Rousseff formalizou na terça-feira, 11, a redução no preço da energia elétrica a partir de 5 de fevereiro de 2013. Os cortes nas tarifas apresentados à população na semana passada, de 16,2% para residências e até 28% para grandes indústrias, são porcentuais médios, ou seja, podem ficar acima ou abaixo disso.
Para cortar as tarifas de energia elétrica no ano que vem, o governo vai eliminar encargos setoriais, que são cobrados na conta de luz e serão eliminados a partir de 2013. Os programas e subsídios bancados por esses encargos, como o Luz para Todos, a Tarifa Social e os subsídios aos sistemas elétricos isolados da Região Norte, serão pagos agora pelo Tesouro, com custo estimado em R$ 4,6 bilhões em 2013.
Além disso, o governo terá de indenizar um grupo de empresas concessionárias de energia elétrica. O valor exato ainda não está calculado, mas os técnicos acreditam que os R$ 21 bilhões já reservados para essa finalidade serão suficientes.
A compensação será entregue às concessionárias que, no prazo de seus contratos, não conseguiram recuperar o que investiram para construir as hidrelétricas, as linhas de transmissão ou a infraestrutura de distribuição, conforme o caso. Os cálculos serão feitos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Para poder reduzir a conta de luz, o governo concordou em prorrogar as concessões por mais 30 anos. Pela lei, elas venceriam agora e teriam de ser novamente leiloadas. Para dar o tempo adicional, Dilma assinou uma medida provisória.
Havia a expectativa em setores do governo que, em troca da renovação dos contratos, o governo obrigasse as concessionárias a se comprometer com investimentos, cujo montante global chegaria a R$ 20 bilhões, conforme noticiou o Estado nesta terça. Essa estratégia ficou em banho-maria. Mas técnicos acreditam que os investimentos crescerão, pelo fato de as concessionárias estarem mais capitalizadas.
Íntegra aqui.
Mesmo que a claque governista tente dissociar uma coisa da outra para legitimar o “pacote de bondades” de Dilma, não poderão negar que, se por um lado o governo reduzirá as tarifas de energia elétrica, por outro terá que desembolsar pelo menos R$ 21 BILHÕES para indenizar, não os consumidores, mas as CONCESSIONÁRIAS que investiram no setor.
Relembrando, o parecer do TCU apontou erro de cálculo que resultou em cobrança indevida de todos os consumidores por 8 ANOS! Acreditava-se que esse valor seria de aproximados R$ 7 BILHÕES, mas hoje, de acordo com cálculos da PROTESTE, esse valor estaria na casa dos R$ 11 BILHÕES.
E o pior não é isso, por lei, o governo deveria realizar novos leilões de energia para a renovação de todas as concessões. Sabem o que Dilma fez? Editou uma medida provisória suspendendo o leilão e PRORROGANDO OS CONTRATOS DAS ATUAIS CONCESSIONÁRIAS POR MAIS 30 ANOS!
É isso, não adianta reclamar. Os fatos estão expostos acima. O governo Dilma aplicou um engodo no último dia 6 de setembro ao anunciar a redução das tarifas. Pelo rumo que a coisa tomou, além de não conseguirmos recuperar o valor subtraído ao longo de 8 anos, poderemos pagar caro pela energia nos próximos 30 anos. Mesmo que isso não apareça diretamente na conta de luz.

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